segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Encontros com Deus



Ministrei esta palavra em nossa reunião de domingo, no último dia 24/09.

A Bíblia relata dois encontros memoráveis de Moisés com Deus: o primeiro, no episódio da sarça ardente (Êxodo 3), e o segundo, no monte Sinai (Êxodo 33).

Qual é a grande diferença entre esses dois encontros?

O que aprendemos com a maneira como Deus transformou a vida de Moisés a partir desses dois encontros?

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

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Algumas novidades para 2018 no meu canal do YouTube: estou produzindo vídeos com breves reflexões sobre os temas do meu livro Valores do Reino; comentários sobre as canções já gravadas e o processo de composição; algumas reflexões sobre vida cristã, espiritualidade, cultura, criatividade...

Novas canções estão no forno (algumas já são cantadas em minha igreja local e em minhas andanças por aí). Vamos entrar em estúdio e lançar tudo em vídeo também. Orem por este projeto.

Enquanto isso, assine meu canal no YouTube e não perca as novidades!



quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Cristãos progressistas tornam-se ateus

Artigo de Sam Hailes, publicado no site Tu porém  | Traduzido por Igor Miguel e revisado por Jonathan Silveira | Texto original: "Bart Campolo says progressive Christians turn into atheists. Maybe he’s right". Revista Premier Christianity

Às vezes, cristãos fundamentalistas alertam que qualquer desvio de crenças evangélicas históricas (mesmo que pequenas) acabam se tornando um trampolim em direção ao completo ateísmo. Em outras palavras, cristãos devem aceitar que o inferno é eterno, que a Bíblia é inerrante e que Deus criou tudo em seis dias literais de 24 horas. Se você remover qualquer uma dessas doutrinas, não demorará muito para que você acabe também negando sua fé.

Jovens evangélicos como eu tendem a rejeitar essa forma de pensamento. Reconhecemos que há espaço para diferenças no modo como se interpretam doutrinas como criação e soberania. Apenas as declarações credais centrais sobre a existência de Deus, ressurreição e divindade de Cristo são inegociáveis. Por causa da pressão de nossa cultura ou uma honesta releitura das Escrituras, nos tornamos suscetíveis a mudar nossas mentes sobre doutrinas que cristãos de gerações anteriores sustentaram cuidadosamente.

Mas, o que é surpreendente é que nossos velhos amigos fundamentalistas não são os únicos a pensarem que o cristianismo progressista pode ser um trampolim para o ateísmo. Um ateu, pelo menos, concorda com esta teoria!

A História de Bart Campolo

Bart filho de Tony Campolo é bem conhecido por sua rejeição da fé cristã. Apesar de não gostar do termo “ateu”, ele não acredita mais em Deus e atualmente trabalha como um capelão humanista.

Discursando sobre o recente episódio do podcast “Holy Heretics” [Santos Hereges], Bart explicou que sua jornada para longe do cristianismo começou quando ele foi exposto à pobreza urbana.

“Isso bagunçou com minha teologia”, ele explica. “Eu tinha uma teologia que dizia que Deus poderia intervir e fazer coisas.” Mas depois de um período de oração não respondida, Bart admite: “Eu tinha que mudar meu entendimento sobre Deus. A soberania tinha esfriado bastante.”

Campolo admitiu que mudanças em sua visão da soberania de Deus foram o “começo do fim” de sua fé. Por quê?

“Porque uma vez que você começa a ajustar sua teologia para adaptá-la à realidade que está diante de você, isto se torna uma progressão infinita… minha capacidade para crer em uma narrativa sobrenatural ou em um Deus que intervém e que faz qualquer coisa morreu depois de milhares de orações não respondidas.”

Campolo continuou: “Passei por todos os estágios da heresia. Isso começou quando a soberania acabou, logo a autoridade bíblica acabara também, então tornei-me um universalista e, enfim, casava gays. E, em pouco tempo, realmente eu já não cria que Jesus tinha ressuscitado dos mortos de forma corpórea.”

Como cristãos se tornam ateus

Campolo não acha que ele seja um caso isolado. Ao contrário, ele acredita que o mundo atual do “cristianismo progressista” (que ele chama de “marginais” do cristianismo) está caminhando rapidamente para a descrença total. Em um discurso durante o Festival Wild Goose (a versão americana de Greenbelt), Bart foi claro: “O que eu sei é que se há 1000 pessoas no Wild Goose hoje, daqui a 10 anos trezentas ou quatrocentas delas não estarão mais no jogo.”

Campolo está prevendo que mais de 40% dos cristãos progressistas se tornarão ateus na próxima década. Na sua visão, o processo de abandono das doutrinas cristãs é quase viciante. Uma vez que você comece, já não sabe onde vai parar. Tudo começa com um “esfriamento” de sua visão da soberania de Deus, que facilmente pode terminar em descrença.

“Você percebe este cristianismo marginal quando as pessoas falam de ‘Deus’ e isto assume o sentido de ‘o universo’ e quando dizem ‘Jesus’ pensa-se em algo como ‘a redenção’ – eles são tão progressistas que eles não esperam que nada sobrenatural ocorra, eles estão esfriando do mesmo jeito que eu esfriei.”

Bart diz que “pulou” a “reinvenção progressista” do cristianismo e foi direto à conclusão lógica de que Deus não existe. Ele considera que cristãos progressistas deveriam parar de fingir que Deus existe em forma de “universo” ou qualquer outro jogo de palavras que se valha.

Campolo diz que há um mundo de podcasts, livros, eventos e outros recursos destinados a jovens evangélicos que estão repensando doutrinas evangélicas históricas como inferno, soberania, infalibilidade bíblica, sexualidade etc. Ele acredita que cristãos progressistas possuem a seu dispor vários líderes que são “clean, legais, difusos” para seguir, e ele cita Rob Bell e Donald Miller como exemplos. Mas, como um capelão humanista, Campolo deseja oferecer orientação e ajudar jovens que rejeitaram inteiramente o conceito de Deus.

“Lá fora no mundo há um crescente e expressivo número de jovens que não creem em Deus… Eles não possuem comunidades ou grupos. Eles precisam de capelães, criadores de comunidades, compositores musicais. Precisam de alguém que os ajude a definir esse modo de vida e assim eles tenham condições de compartilhá-lo com outras pessoas.”

O que a igreja pode aprender

Há uma lição para cristãos nas palavras de Campolo. Sua declaração “uma vez que você comece a ajustar sua teologia para adaptá-la à realidade que está diante de você, isto se torna uma progressão infinita” deveria nos fazer pensar.

A conclusão que Campolo chegou foi que se “a realidade” que está diante de você conflita com sua fé, então é sua fé que está errada e ela tem que ser mudada de alguma forma. Mas, há outras explicações. E se a sua percepção da “realidade” estiver errada? E se a “realidade” como você a percebe não é toda a verdade sobre ela? Talvez haja alguma verdade para além do que você e eu experimentamos.

Eu argumentaria que Bart simplesmente trocou uma forma de fé por outra ao abraçar a ideologia do humanismo secular. Confiantemente ele afirma que viemos de lugar nenhum e que somos produtos acidentais de um universo sem sentido. Para se crer nisso é necessário ter fé. Ele defende que, se temos apenas uma única vida, então a melhor forma de o ser humano gastá-la é maximizando o bem-estar dos outros. Isto é, mais uma vez, um artigo de fé, uma vez que esta crença de Bart (e que de modo algum é compartilhada universalmente) não é ditada nem pela ciência e tampouco pela lógica.

Creio que qualquer afinidade que encontremos em nós mesmos para o amor, bondade, beleza e verdade não é subproduto acidental de um processo evolucionário sem direção, mas um sinal em nós da imagem do Deus que Bart não acredita mais. Eu argumentaria que Deus é real quando eu o experimento tanto quando eu não o experimento. Minha experiência subjetiva não diminui a realidade objetiva.

Quando Campolo mudou sua teologia para se encaixar em sua experiência, este foi o princípio do fim. Isso deveria servir como um aviso para cristãos, sejam progressistas ou não. Ajustar sua teologia para que ela se encaixe em sua experiência pode soar como uma ideia atraente, mas isso nem sempre é tão inteligente como aparenta ser.

Muitos evangélicos progressistas recusarão o que Campolo está sugerindo. Eles argumentarão que estão há milhões de quilômetros do ateísmo. Talvez haja dois perigos iguais e opostos. Talvez evangélicos conservadores correm o risco de serem desnecessariamente dogmáticos sobre alguns assuntos e, assim, alienarem a próxima geração. Progressistas, por sua vez, correm o risco de, ao desistirem demasiadamente da doutrina histórica, sua fé começar a parecer mais com o humanismo de Campolo do que com o cristianismo histórico.

Uma fé despida de seus fundamentos está se tornando crescentemente anêmica. Mas talvez esse sempre foi o caso. Bart Campolo crê que sua adesão recente à “religião sem Deus” do humanismo o fez amar melhor as pessoas do que sua fé cristã de outrora. Isso pode ser verdade para Bart, mas, na prática, a maioria das coisas boas que são feitas no mundo é promovida por pessoas que creem que há um Deus que fez um mundo que vale a pena salvar.

Como disse C.S. Lewis: “Se você estudar a história você descobrirá que os cristãos que mais fizeram coisas para o mundo presente eram exatamente aqueles que mais pensaram no mundo vindouro.” Crenças incomuns sobre céu, inferno e eternidade não pararam cristãos de endireitar erros neste mundo. Exatamente o contrário!  Assim, se progressistas querem continuar servindo o pobre e amando o próximo, a história sugere que eles deveriam continuar bem firmes às doutrinas cristãs históricas – incluindo aquelas que não são tão palatáveis a alguns na cultura ocidental de hoje.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Provocando um avivamento na cidade



Ministrei esta palavra em nossa reunião de domingo, no último dia 27/08.

Um breve esboço:

Para acender um avivamento na cidade, o Espírito Santo usa o que Jonathan Edwards chamou de “Oração extraordinária” = unida, persistente e centrada no Reino.
Não é centrada em necessidades das pessoas (doenças, família) ou da igreja local (equipamentos, finanças).

Três características básicas desse tipo de oração:
- anseio por conhecer a Deus, por ver a sua face, por vislumbrar a sua glória = é o que fazemos constantemente
- súplica para receber graça para confessar pecados e nos humilharmos = “arrependimento” deve ser um tema recorrente em nossas reuniões coletivas e devoção individual
- compaixão e zelo pelo crescimento da igreja e por alcançar o perdido = oramos por unidade, mas podemos intensificar mais as nossas orações pelos perdidos

Isso afeta o conteúdo do que pregamos, do que conversamos, do que cantamos...
- pregação cristocêntrica (reunião geral = é a expressão da nossa fé na cidade e para a cidade / convites para ministrar fora = cuidado com as palavras: objetivo é a unidade, mas não abrir mão da verdade do Evangelho)
- contato pessoal (grupos caseiros, igreja na casa = é uma experiência diferente e fundamental; não é um grupo de estudo bíblico, não é célula; é a igreja total)
- conversas (testemunho pelo exemplo de vida e também comunicando o que Cristo fez e tem feito em sua vida = a mensagem deve ser encarnada, autêntica!)
- composições, livros, mostra cultural (através da arte, podemos mostrar Jesus à cidade = canções expressam nossa teologia, nossa fé → vamos compor, vamos gravar! = mundo atual é baseado em imagens)

“O cristão deve carregar a marca contagiante do avivamento espiritual – uma unção e uma seriedade alegres e afetivas, uma percepção da presença de Deus. Mudanças de vida extraordinárias e visíveis, além de conversões inesperadas, podem levar outros a um autoexame profundo e criar um senso de anseio espiritual e expectativa na comunidade” (Livro: Igreja Centrada, Timothy Keller, p.91)

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Sumo sacerdote da nossa fé

Por Asher Intrater | Boletim Revive Israel 04/09/2017

Você sabe como é a palavra “ministério” em hebraico? Ela não existe. Uma maneira de dizê-la é simplesmente “servir”. Ninguém “tem um ministério”. Você apenas serve.

Outra forma de dizê-la é utilizando a palavra para “sacerdote” – Kohen – כוהן. Quando alguém serve como um ministro no governo, dizemos que ele "kahen" (o verbo para servir como sacerdote). Cohen não é o sobrenome de Arão, mas uma posição de ministrar perante o Senhor. Qualquer pessoa que ministra é um tipo de “cohen”, mas não faz parte necessariamente da família sacerdotal Cohen.

Hebreus 3.1 – Considerai atentamente o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Yeshua.

Quando falamos sobre sacerdócio, ministério ou apóstolos, devemos nos lembrar que todos somos apenas servos do único verdadeiro Sumo Sacerdote e Apóstolo: Yeshua o Messias. Ele é o centro, o líder, o ungido de Deus e o que foi exaltado. Não pode haver orgulho, ego ou glória humana quando falamos em servir ao Senhor.

João 6.14 – Este é, verdadeiramente, o profeta que devia vir ao mundo.

Yeshua não é apenas O Apóstolo, mas é também O Profeta.

Lucas 4.18 – O Espírito de YHVH está sobre mim, pelo que me ungiu para dar boas novas aos mansos.

Yeshua também é O Evangelista.

João 10.11 – Eu Sou o Bom Pastor.

Ele é O Pastor.

João 3.2 – Sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus.

Ele é O Mestre.

Já para nós Judeus Messiânicos, Yeshua é também O Rabi (ou Rabino).

Mateus 23.8 – Porque um só é vosso Rabi [Mestre], e vós todos sois irmãos.

É aceitável dar títulos às pessoas para deixar seus papéis e funções mais claros. Existem sacerdotes e rabinos; também há apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. Mesmo assim somos todos reflexos do grande Rabino, Sacerdote e Apóstolo.

Todos os dons ministeriais vêm de Deus por meio de Yeshua. Sempre deve haver uma medida de humildade e simplicidade quando falamos em áreas de serviço. Talvez você recebeu uma profecia. Excelente! Mas lembre-se, qualquer um pode profetizar (I Co 14.31), incluindo garotinhos e garotinhas (At 2.17).

Somos todos “irmãos e irmãs”. Somos família. Pessoas diferentes servem de maneiras diferentes. Membros diferentes da família possuem dons diferentes. Alguns podem possuir posições de liderança. Mas todos nós somos igualmente filhos amados perante nosso Pai celestial. Nossos relacionamentos pessoais são mais importantes do que nossos “ministérios”.