segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Tempo favorável

Luciano Motta

"Portanto, estai atentos para que o vosso procedimento não seja de tolos, mas de sábios, aproveitando bem cada oportunidade, porque os dias são maus. Por isso, não sejais insensatos, mas entendei qual é a vontade do Senhor" (Efésios 5.15-17).

Minha esposa e eu temos refletido nesses dias acerca do tempo que estamos vivendo. Não no que tange ao crescimento da maldade e da violência, à dissolução das famílias, à falta de referências na sociedade, ao esfriamento do amor de muitos, e por aí vai. Não estamos focados nisso, embora tenhamos consciência de como os dias são maus. Sentimos, na verdade, que há um tempo favorável se abrindo sobre nós - e quando digo nós, me refiro àqueles que fazem parte do Corpo de Cristo, a Igreja, e que estão se preparando para as bodas do Cordeiro (Apocalipse 19.7). Os sinais apontam a volta de Jesus e, em função disso, precisamos aproveitar com sabedoria os dias, os meses, os anos à nossa frente. Como lemos em outras versões desse texto de Efésios: "remindo o tempo", "ganhando o tempo", "aproveitando ao máximo o tempo".

Muitas pessoas vêm gastando seu tempo com coisas fúteis, entretenimento e prazeres momentâneos. Outros têm investido pesado em suas carreiras, poupando dinheiro, comprando bens, planejando a aposentadoria. Mas quantos estão usando seu tempo com base na vontade de Deus para este tempo? Quantos estão investindo agora no que é eterno, e não no que pode ser consumido pela traça e pela ferrugem ou roubado por ladrões (Mateus 6.19)?

Jesus é o maior e o mais excelente exemplo de como devemos moldar nossas vidas à vontade do Senhor. Os Evangelhos mencionam diversas ocasiões nas quais o Filho agiu ou não de acordo com o Pai - Jesus, na verdade, só fazia algo ou só dizia algo se visse ou ouvisse do Pai (João 5.19,30). Só que esse comportamento foi sendo construído desde menino. À medida que crescia e se fortalecia, Jesus se enchia de sabedoria, e a graça de Deus estava sobre Ele (Lucas 2.40). Quando aos doze anos fora encontrado sentado entre os doutores da lei, ouvindo-os e fazendo perguntas, Jesus respondeu à Maria e José: "Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu devia estar na casa de meu Pai?" (Lucas 2.49).

Veja que há uma consciência do menino Jesus quanto ao tempo que lhe estava proposto. Ele se preparou desde pequeno. Ele cresceu e se encheu de sabedoria. Ele se aprofundou no conhecimento de Deus e assim pôde questionar homens muito mais velhos. Ao chegar à idade madura, ser batizado nas águas e receber o Espírito Santo, Jesus já estava treinado e apto para os três anos e meio de Seu ministério. Ele aproveitou bem o tempo que antecedeu a plenitude de Sua missão - um tempo favorável, pois a graça de Deus estava sobre Ele.

Ana, a profetisa que viu Jesus quando Ele tinha apenas 8 dias de nascido, também compreendeu o tempo que estava sobre ela. De idade bastante avançada, Ana esteve sete anos casada, e depois viúva por quase 84 anos, sem se afastar do templo, cultuando a Deus dia e noite com jejuns e orações (Lucas 2.36-38). Mas o que fez Ana dedicar toda a sua vida dessa forma? Certamente, em algum momento da juventude, ela entendeu no Senhor que o tempo da redenção de Jerusalém estava se aproximando. Um tempo favorável estava se abrindo sobre Israel! Daí por diante, tudo o que poderia ser chamado de "vida normal" perdeu o sentido para ela. Orações e jejuns, dia e noite, tornaram-se o estilo de vida dela, e a recompensa veio no momento próprio. Ana viu o Messias e pôde falar a respeito Dele a outros que ardiam pela mesma expectativa.

Lembramos também de Daniel, profeta do Antigo Testamento, levado cativo para a Babilônia ainda bem jovenzinho. Em nenhum momento Daniel abdicou de sua fé e devoção ao Senhor, mesmo quando lançado em uma cova com leões famintos! Nada lhe aconteceu de mal, porque o Senhor estava com Daniel. Havia graça e favor de Deus sobre a sua vida. Então, passados 70 anos, enquanto lia os escritos do profeta Jeremias, Daniel percebeu que já haviam terminado os dias determinados para o castigo de Israel. Ele começou a orar e a suplicar, com jejuns, confessando seu pecado e o pecado da nação (leia Daniel 9). Ele assumiu o papel de intercessor quando percebeu existir um tempo favorável para seu povo. Assim como Ana, Daniel deixou tudo de lado para clamar ao Senhor pelo grande livramento que estava chegando.

E hoje? Observe os acontecimentos recentes: guerras e rumores de guerras; crises nas nações; pais se levantando contra filhos e filhos contra os pais; catástrofes naturais cada vez maiores e em sequência; falsos profetas, falsos pastores, falsas igrejas... Tudo está convergindo para o que Jesus chamou de "princípio das dores" (Mateus 24.1-8). Eventos terríveis estão por vir. Mas há algo maravilhoso também: uma Igreja gloriosa, a Noiva de Cristo, está se preparando para a vinda do Noivo. Ele está voltando, e isso está bem perto!

Assim, com a mesma paixão e expectativa de Ana e Daniel, milhares de cristãos em todo o mundo estão remindo o tempo, alinhando-se para o retorno do Rei. Muitos estão abandonando a "vida normal" para se dedicarem ao estilo de vida de oração e jejum. Como Jesus, estão crescendo em graça e sabedoria diante de Deus e dos homens. Vida em devoção não tem sido mais encarada como algo chato ou penoso. A igreja como Casa de Oração para todos os povos não tem sido mais uma realidade distante. Esses altares de oração e devoção individuais e coletivos estão gerando pessoas com a mesma sensibilidade espiritual dos duzentos chefes do povo de Issacar, que eram "conhecedores dos tempos" e sabiam o que Israel devia fazer (1 Crônicas 12.32). Famílias vêm sendo restauradas e comunidades de fé inteiras estão crescendo em comunhão e unidade. O Senhor troveja, liberando Sua vontade por meio de Seus profetas. Um novo som ganha amplitude e repercussão em toda a terra. Recursos e criatividade fluem do Céu sobre jovens e adultos, sobre crianças e velhos, anunciando o amor e a retidão Daquele que vem.

Pode ser que nada esteja mudando na sua cidade, na sua congregação ou até na sua própria vida. Mas não desanime. O cenário era o pior possível nos dias de Jesus, Ana e Daniel. Mas eles viram o kairós, a grande salvação iminente. Minha oração é que a leitura dessa palavra seja como uma faísca do Espírito acendendo seu coração e iluminando seu entendimento quanto ao tempo em que estamos inseridos e ao que está por vir. Deus está conectando pessoas com esse mesmo desejo e essa visão. O próximo ano de 2014 será de ajustes mais intensos nas ligaduras e nas conexões do Corpo de Cristo para que juntos possamos aproveitar ao máximo o favor do Senhor para esses dias.

Estejamos, portanto, atentos a este tempo, aproveitando bem as oportunidades que o Senhor abre para nós. Dediquemo-nos mais à oração, ao jejum, à santificação, a sermos cheios do Espírito Santo para cumprirmos a vontade do Pai. Vamos investir mais nas conexões uns aos outros, na comunhão, no partir do pão juntos. É um tempo novo, é um ano novo, que tem tudo para ser muito feliz!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Sala de oração



Queremos que o Senhor seja adorado dia e noite na cidade de São Gonçalo. Por quê? ELE é DIGNO!

Começamos um turno de duas horas às quintas-feiras. A reunião ocorre em um salão que fica entre o Edifício 1000 da Coronel Serrado e a Casa de Saúde São José. Convidamos você a estar conosco.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Mensagens - Escola de Oração Betânia

Seguem abaixo as sínteses das mensagens de Michael Duque Estrada, Victor Vieira e Kirk Bennett durante a Escola de Oração Betânia em São Gonçalo que aconteceu na semana passada, de 04 a 07 de dezembro de 2013. Além da leitura, é fundamental que você medite em cada mensagem e citação bíblica e que aplique essas palavras em sua vida de oração individual. É tempo da Igreja se mobilizar em oração na cidade. Que venha o Teu Reino, Senhor!




QUARTA, 4/12 – Michael Duque Estrada

Cenário atual: Deus está levantando um movimento global de oração 24 horas por dia, 7 dias por semana. Ele está fazendo isso no Brasil também. É um tipo de oração que vai puxar o Reino de Deus para a terra.

Você sabia que Ele quer casar? Mas não pode ainda. Jesus precisa de uma noiva madura. Enquanto gastamos tempo na presença de Deus, derramando incenso, mais parecidos seremos Dele.

Há uma reunião abandonada em nossas igrejas: a reunião de oração. Talvez por isso seja tão baixa a presença do Espírito entre nós. Está na hora de abandonarmos reuniões de bênção e entrarmos em reuniões de sacrifício.

São Gonçalo é uma cidade propícia para o agir de Deus. Nada acontece por aqui. Ele fez isso antes em lugares onde não havia nada, quando pessoas gastaram suas vidas em oração e intercessão. É preciso que se levante uma geração queimando por Ele.

Gênesis 2 – cultive e guarde o jardim. Cultivo = cultura do céu. Essa cultura é estabelecida com comunhão (koinonia) = o que é meu é seu, e vice-versa. Quando Deus quer fazer algo na terra Ele procura alguém para contar. Amós 3.7 = Ele vai revelar Seus segredos aos Seus profetas. Segredos são contados para amigos íntimos.

Conselho do Senhor = sala de reunião. Quem sentou na sala de reunião de Deus para definir junto com Ele o futuro do nosso país?

Salmo 91 = aquele que habita no lugar secreto encontra descanso.

O lugar secreto não é apenas entrar no quarto. É um lugar de intimidade com Deus, focada e única. Pense quando você está a sós com sua esposa = nem sempre esse lugar é íntimo, porque levou os problemas dos outros para ali. São coisas de fora do quarto. O lugar secreto é um lugar só para dois.

No tabernáculo havia o átrio, o lugar santo e o Santo dos santos. Onde Deus está agora?  Ele habita em nosso espírito. Primeiro entramos no quarto, depois oramos ao Pai pelo espírito, então alcançamos o lugar secreto.

João foi arrebatado no espírito, então ele viu onde estava Deus. O trono de Deus está no nosso espírito, porque Ele está governando nosso espírito. Mas o trono também está acima de nós, na Nova Jerusalém. Deus está dentro de nós, e está acima de nós.

Mas há uma porta aberta. Depois que Jesus veio e rasgou o véu, os céus não estão mais fechados. O que tem que abrir é a terra. A casa de Deus é a porta dos céus.

Quando entro em profunda comunhão com a parte mais silenciosa do meu coração, onde a voz de Deus sussurra baixinho e testifica que meu espírito é Dele, então começo a ministrar não mais da terra para o céu, mas do céu para a terra. Estamos assentados com Cristo na regiões celestiais. E dali, começamos a limpar os céus da cidade. Isso é um alto nível de intercessão, que começa entrando no lugar secreto.

O que significa entrar no quarto? É a nossa vida de DISCIPLINA. Não combina com “ser brasileiro”, mas tem tudo a ver com a cultura do Reino. Disciplina não é legalismo. Deus não se opõe ao esforço, mas ao auto-merecimento. Disciplina é fazer tudo o que você pode para receber graça e poder para fazer o que não pode.

Disciplina não é escravidão, é liberdade. O ginasta é disciplinado e treina muitas e muitas vezes para executar um movimento de poucos segundos. À primeira vista parece ser fácil, mas requer grande habilidade, esforço, disciplina.

Precisamos ser práticos:

1- A disciplina não vai acontecer da noite para o dia. 1 Tim 4.7 = exercita-te na piedade. Isso é o mesmo que treinar pequenos percursos para que depois corra grandes distâncias. Ser como Jesus requer treinar um pouco a cada dia para alcançar mais à frente esse grande objetivo. Separe diariamente 15 minutos por dia para orar e deixe essa fome expandir.

2- Muitas pessoas param de orar por causa de condenação. Quantos prometem que vão orar todos os dias, não conseguem, ficam condenados e depois nunca mais voltam a orar? Hb 10.19 = entre com confiança diante do trono da graça.

3- Outra coisa que nos atrapalha é a comparação espiritual. As experiências dos outros, que demoraram anos e anos para acontecerem, queremos que sejam conosco imediatamente. O que Deus tem para você, é para você. Busque a sua experiência.

4- Preocupações também nos afastam da vida de oração. Mat 6.25 = não fiquem preocupados com o que comer, beber e vestir. Preocupação é se ocupar antes do tempo na mente. As igrejas são movidas por programações, agenda lotada, e as pessoas e os líderes não têm tempo para orar. Alma agitada, cabeça de coisas, e Deus está falando, mas não ouvimos. Como ondas de rádio, é preciso uma antena e um receptor. Falta uma mão leve para sintonizar a frequência.

Jesus só fazia o que via o Pai fazer, o que ouvia Dele. Essa era a agenda Dele. As preocupações do seu ministério não o impediam de ministrar ao Senhor, de orar e ter comunhão com o Pai. Às vezes Jesus ia em um lugar e só curava uma pessoa. Em outros dias, Ele curava multidões. Ele via exatamente o que o Pai estava fazendo.

No lugar secreto, a alma grita: quero um suco! O boleto grita: paga!

“Não tenho tempo” – Não! Você não tem a oração como prioridade. Com o que você gasta tempo, dinheiro e esforço? Isso é você. Talvez estejamos servindo a Mamon e o que ele pode nos dar, e por isso a alma está agitada. O materialismo nos afasta do lugar secreto. A alma está pesada, querendo coisas. Não precisamos ganhar mais dinheiro, mas desejar menos.

Idolatria = colocar confiança naquilo que pode me dar salvação. Tentamos preencher nosso vazio, que é do tamanho de Deus, com coisas, comida.

Deus está nos chamando para ficarmos fascinados por Ele. O que nos fascina nos consome. Seres ficam ao redor Dele o tempo todo dizendo: Santo! Belo! Fora do comum! Se a sua vida de oração é chata, é porque ainda não viu a beleza de Deus.

5- A quem oramos? Ao Pai = Ele não nos vê como hipócrita ou rebelde, mas como filhos imaturos. Nossa espiritualidade não é um currículo para Deus. Ele ama estar conosco. João 17.26 = o amor de Deus pelo Filho é o mesmo amor por nós!

Mude a linguagem. Ele é nosso Pai. Ele está próximo. Estamos em casa.

6- Precisamos de hora e lugar para orar. E tenha um “plano B”: outro horário, um escape para os imprevistos. Isso não pode ser legalismo ou religiosidade, porque queremos conhecer Deus. Marcamos hora e lugar com pessoas quando queremos um encontro com elas.

7- O que dizer no tempo de oração? Quando não conhecemos alguém, não temos muito o que dizer. Mas vamos conhecer Deus à medida que cumprimos nossos encontros com Ele. É importante ter em mãos uma “lista de oração” – todos oramos pedindo intimidade com Deus, santidade ou caráter, sabedoria, poder e unção, oramos por alguém, intercedemos. É importante junto desses itens orarmos a Palavra e, assim, termos uma linguagem alinhada às Escrituras.

A lista nos ajuda naqueles dias em que estamos cansados, desgastados, preocupados. Dias em que não teríamos nada para dizer.

8- Façam grupos de oração. Combinem horários durante a semana para orarem individualmente. Liguem um para o outro para se encorajarem a cumprirem o combinado.  Tentem se encontrar uma vez por semana para orarem juntos.

Para termos uma casa de oração 24/7 na cidade é preciso desenvolvermos isso: uma vida de oração individual.

 

QUINTA, 5/12 – Kirk Bennett

O livro de Daniel é sobre um profeta que foi vítima de tráfico de seres humanos, levado como adolescente para outra nação, forçado a aprender a língua e a educação, pressionado a perder sua própria identidade. Sua vida foi ameaçada e vez após vez Deus o livrou. Ele é um poderoso testemunho. Ele era um intercessor. Deus quando estava falando com Ezequiel menciona Daniel no contexto da oração intercessória que fazia. Daniel tinha unção e devoção pelo lugar da oração. Quero falar sobre a devoção de Daniel e como isso movia o coração de Deus.

Por que orar? Ele já sabe tudo o que vamos falar. Por que precisamos entrar no lugar de oração? Há uma razão nas Escrituras, bem simples e empolgante. Já me peguei tentando fazer coisas para Deus e não conseguindo realizar.

Antes do capitulo 9, Daniel estava lendo o livro de Jeremias. Ele orava as profecias, não apenas proclamando. Daniel orava as profecias. Ele encontra uma data nos livro profético: 70 anos. Então, Daniel confere no seu calendário e vê que já haviam se cumprido. Mas em vez de anunciar isso, ele vai orar. Ele diz a Deus que já haviam se passado os 70 anos, ele ora e intercede, se arrepende pelos pecados do povo.

Naquele momento, provavelmente Daniel já estava com uns 84 anos. Mas ele lê a profecia e percebe que essa era a hora: só Deus pode nos libertar. Então ele começa a orar. Essa é a oração de Daniel 9, uma das mais poderosas do Antigo Testamento. Em Daniel 9.23 lemos que um anjo apareceu e anuncia que a resposta já vinha, porque ele era muito amado – Deus amava Daniel!

Oração move os anjos! Quando começou a orar, uma ordem foi liberada e o anjo veio a Daniel. Muito do que estamos sendo treinados em nossas igrejas é para mover algo na terra. Mas creio que podemos mover o céu.

Daniel 10 – ele estava em um jejum de 21 dias. Em um jejum comprido, nenhuma glória aparece nos primeiros dias. De repente, a reunião de oração de Daniel fica boa de novo. Outra vez o anjo traz as afeições de Deus sobre Daniel antes de dizer a palavra direcionada a ele. “Você é muito amado!”

v.12 = o anjo foi enviado no primeiro dia de jejum de Daniel e demorou 21 dias até encontrar Daniel. Ele não sentia nada, não via a grande guerra no céu, os anjos batalhando para entregar uma mensagem a ele.

Deus está levantando oração intercessória em toda a terra. Nós dançamos, choramos, mas nos sentimos fracos. Parece que nada está acontecendo. Mas nós estamos vivendo um tempo único em toda a história da humanidade: nunca houve em todas as nações da terra oração intercessória. Nos dias dos morávios, pela oração intercessória, alcançaram 27 nações. Apesar de hoje podermos ver Deus agindo em toda a terra, ainda nos sentimos fracos, parece que nada está acontecendo. Mas algo está se passando no céu. Anjos estão se movendo.

Atos 2 = derramar do Espírito. Mas esse derramar foi precedido por oração dia e noite.

Nunca houve avivamento sem oração intercessória. Em Lucas 18.7 Jesus diz: Não ouvirá Deus os seus eleitos em oração dia e noite? É uma oração contínua. Quanto tempo vai demorar? Até que Ele venha. Se tivermos pessoas dedicadas à oração dia e noite, há uma certeza de que Ele virá. Simplesmente não pare!

Por que precisamos disso? Porque temos movido só a terra. Está na hora de mover os céus, mudar a atmosfera das cidades. Está na hora da Luz romper nas cidades.

Atos 10 = Cornélio. A primeira casa de oração não judia na Bíblia, mas italiana. Ele era devoto, tinha o temor de Deus, dava esmolas ao povo. Diz também que um dia Cornélio estava jejuando. Isso demonstra uma prática de devoção a Deus – orar, dar, jejuar – segundo o sermão do monte, fazendo estas 3 coisas em secreto. Isso envolve sua família, porque diz a Bíblia que Cornélio envolvia toda sua casa, seus servos, nessa prática.

v.3 = Cornélio teve uma visão. Um anjo disse o seu nome. Será que estamos ouvindo a voz de Deus chamando nossos nomes?

v.4 = “Suas orações e esmolas subiram como oferta memorial diante de Deus”. A devoção de Cornélio moveu o anjo! Ele nem tinha o Espírito Santo, Pedro chegou depois para orar e ele ser batizado com o E.S. Cornélio fazia orações “nada ungidas” e mesmo assim moveu um anjo! Uma devoção simples diante de Deus, e um anjo veio.

Atos 12 = Pedro está na prisão por causa de Herodes bem na época da Páscoa.

v.5 = a igreja orava intensamente a Deus por Pedro.

v.7 = de repente, apareceu um anjo a Pedro para tirá-lo da prisão! A oração intensa e constante da igreja move um anjo. Quando está livre, a primeira coisa que Pedro faz é correr para a reunião de oração. Orações sem fé movem anjos, porque Pedro apareceu e os crentes não acreditaram de primeira!

Você acredita na oração? – Quando Deus nos pergunta algo, não é porque Ele não saiba a resposta. Nós é que não sabemos a resposta!

Mateus 9 = rogai ao senhor da seara que envie ceifeiros – é um texto usado para enviar missionários ao campo e também para gerar culpa naqueles que não vão ao campo. Mas o que esse verso manda fazer? Ore! O verso não manda ir a lugar algum. Por que a igreja está sempre indo, quando é para todos orarem?

Mateus 13 = A parábola do joio e do trigo. Os discípulos não entenderam. Jesus explica: o fazendeiro é Deus, as sementes são os filhos do Reino, o joio são os filhos das trevas, a colheita é o fim do mundo, e os ceifeiros são os anjos. Estamos tentando fazer uma colheita sem os anjos se moverem porque não acreditamos na oração. Deus está prestes a ceifar a terra. Nosso papel é orar. Sem unção, sem crer, apenas orar. Ele vai mover os anjos, e a colheita vai acontecer.

Milhares estão sendo salvos no Oriente Médio. Sem missionários. Deus está se revelando a essas pessoas por meio de sonhos. Eles estão indo às igrejas, pedindo: será que vocês podem me ensinar sobre Jesus? Sonhei com Ele na noite passada, e Ele me pediu para vir aqui. Muçulmanos estão vendo Jesus e os crentes não. Isso é chamado de “Avivamento silencioso”. Três milhões de iranianos encontraram Jesus sem ninguém ir lá pregar. Mas antes disso, décadas antes, muitos grupos de oração olharam o mapa do mundo e buscaram a região onde menos se conhecia o Evangelho. Descobriram a região hoje chamada “janela 10/40”. Agora Deus está enviando anjos, mensageiros, a essas pessoas porque a oração move os anjos.

Eu quero reuniões de oração ungidas, cheias de fé. O que uma reunião assim pode fazer se anjos se movem sem estas coisas? Uma geração está sendo destruída agora mesmo. Deus quer uma igreja que ora, que guerreia em oração até que Ele se mova.

Creio que pessoas podem receber dos céus um espírito de oração. Pessoas que não podem resistir parar de orar. Não conseguem viver a vida da mesma forma, desesperadas para ver Deus se mover. Pessoas que não vão soltar as vestes de Jesus até que Ele se volte a elas.

Creio também um espírito de poder de Deus. As orações dessas pessoas são como uma mulher com dores de parto. Você quer ser agarrado por Deus? É suficiente para você um reunião de domingo? Deus está levantando essa geração, agarrando essa geração, acordando pessoas no meio da noite para orarem por horas! Deus vai responder àqueles que clamam dia e noite. Você vai mover o céu, orando as coisas que Deus quer!

 

SEXTA, 6/12 – Victor Vieira

Existem 3 tipos de oração: petição, intercessão e contemplação. Os dois primeiros não são duradouros. Interceder tira a força do homem interior. Quem só intercede por muitos anos torna-se uma pessoa carrancuda, com uma vida difícil.

Oração é basicamente se conectar com Deus, ter um encontro com Ele. Isso é sustentável. Encontros regulares com Deus fazem com que a nossa vida de oração seja sustentável. A tarefa mais importante da Igreja é encontrar-se com Jesus. Toda obra e serviço a ser realizada tem como fonte de energia o lugar do encontro com Deus.

Muitos ministérios se perderam, tornaram-se artistas, empresas, porque deixaram que essas atividades fossem sua missão, seu trabalho principal, seu coração. Quando as prioridades são mantidas, então é possível uma obra sustentável.

Teologia do lugar secreto – ferramentas para aplicar em sua vida para que o seu tempo a sós com Deus seja duradouro, contínuo, sustentável.

Muitos não conseguem conectar alegria com oração. Orar é enfadonho, difícil.  Todos estamos em uma jornada de crescer espiritualmente e conhecer mais Deus. Mas isso é difícil, especialmente sem ter uma ideia do que fazer no lugar secreto. Para isso há a teologia do lugar secreto.

A caminhada com Deus precisa de um fator combustível, uma centelha que inicia tudo. Eu achava que era me arrepender, não deixar pecados para trás. Mas o que pode ser esse combustível na minha vida? Fomos feitos para amar Deus. É simples, mas é uma verdade poderosa. No final, nada ficará, não importará o tanto que for feito, mas o tamanho de nossa paixão por Jesus, isso permanecerá. Os olhos de Jesus são como chamas de fogo – quando essas chamas passarem por nossa vida, tudo o que for madeira, feno ou palha será perdido. O que for precioso será refinado, aperfeiçoado, irá durar por toda a eternidade.

Eu quero investir no que vai durar para sempre, aprimorado, santificado.

1 Crônicas 13.13 – história de Obede-Edom. Ele morava no caminho de Jerusalém. O rei Davi estava trabalhando para levar de volta a arca para Jerusalém. Em vez de levarem a arca nos ombros, levaram-na em um carro de bois. Uzá morreu ao tocar na arca por causa desse erro. Davi deixou a arca por 3 meses na casa de Obede-Edom. Certamente ele deixou a arca em um lugar apropriado – era a representação da presença de Deus! – e olhava os detalhes da arca a cada dia, durante todos os dias que ela permaneceu em sua casa.

A Bíblia diz que tudo na casa de Obede-Edom ficou melhor. Depois dos 3 meses, Davi retorna, desta vez sabendo a maneira correta de conduzir a arca de volta a Jerusalém. Obede-Edom decidiu vender sua propriedade e se mudar para Jerusalém.

1 Crônicas 16.38 – toda a casa de Obede-Edom se tornou porteiros do Tabernáculo de Davi. A experiência de estar com a arca transformou a vida dele. Davi escreveu um salmo sobre isso: é melhor estar como porteiro da sua casa do que mil em outro lugar!

Tudo o que for feito de forma repetida se torna um hábito. A psicologia diz que algo repetido por mais de 27 dias seguidos torna-se um hábito. Obede-Edom esteve com a arca por 3 meses, ele viu a arca por 3 meses, e nunca mais foi o mesmo. Nos primeiros dias, podemos não perceber nenhuma mudança em nossa devoção. Mas devemos persistir e nos empenhar em ver os detalhes da presença de Deus até que estar diante Dele se torne um hábito, uma vida de oração.

Havia uma mulher chamada Ana que estava há mais de 70 anos no templo, com jejum e oração, vigiando, aguardando a manifestação da glória de Deus na pessoa do Filho. Simeão também esperava, vigiava, até que seus olhos contemplaram o Salvador. Até quando devemos buscar? Até que Ele venha, até que a glória de Deus cubra a terra como as águas cobrem o mar.

Atos 2.42 – perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão ao partir do pão e nas orações. Falamos muito de voltar às experiências de Atos como algo presente na Igreja de hoje. Mas é preciso a vida de disciplina daqueles homens:

1- Eles praticavam a devoção diária = ensino e orações.

2- Eles praticavam a comunhão = partiam o pão, dividiam a vida, se amavam, se relacionavam.

3- Eles praticavam o serviço = ninguém ficava à toa.

Se aplicarmos estas 3 coisas em nossas vidas, vamos ter sustentabilidade. Só na oração, ficaremos místicos. Só o ensino, risco de ficarmos na letra. Só comunhão irá gerar “koinonite”, desequilíbrio.

A Palavra não é uma “caixinha de promessas”, ela é uma pessoa! Se meditarmos nas Escrituras profundamente, combinando a leitura com orações e música, teremos revelação. É importante anotar, escrever em um diário a sua história de amor com Jesus. Deixar pensamentos diversos de lado e se concentrar no que Deus está falando. Depois de um ano, é possível rever a sua história com Jesus, relembrar o que Ele te falou. Isso pode se tornar um material valioso para outras pessoas no futuro.

Cantar a Palavra também é poderoso! Filipenses 2.6 – o texto bíblico ganha outro formato na impressão, isso indica ser uma canção ou uma oração. Marque essas partes. Canções e orações apostólicas são porções valiosas das Escrituras.

Estar na presença de Deus é como um advogado estar diante de um juiz – o advogado se prepara com antecedência, pois tem consciência do ambiente em que estará. Todas as vezes que fechamos os olhos para orar nos encontramos no ambiente do Trono celestial, diante do Senhor, o Ancião de dias. Ao seu lado está o Cordeiro que é o Leão. E uma multidão canta: Santo! Santo! Santo! Não é qualquer lugar, não é qualquer pessoa. Apenas o capítulo 1 de Apocalipse tem 18 descrições de Jesus, essa pessoa maravilhosa, detalhes que precisamos conhecer. Saber esses detalhes é fundamental em nossa jornada com Ele.

Todas as vezes que nos unimos a alguém para fazermos a vontade de Deus, Jesus está presente. No Reino não existe carreira solo. Ele nos fez para dependermos uns dos outros. Só através do companheirismo podemos viver a vontade de Deus, Ele faz com que o órfão viva em família. Fomos feitos para compartilhar as coisas. A comunhão é fundamental. Devemos investir no que Deus está fazendo na vida de nossos irmãos. O pastoreio e a disciplina de submeter nossas vidas a alguém é capaz de nos salvar de nós mesmos. A comunhão traz equilíbrio que não é possível apenas com a devoção. Se nos amarmos, veremos Jesus.

Quem não trabalha, não come. Sem serviço, alguém está “pagando a conta”. Se está relaxado, alguém está sobrecarregado. O serviço equilibra as cargas uns dos outros. Se está fácil para você, então está difícil para alguém. Quem não trabalha, dá trabalho. Precisamos unir nossas forças, darmos os braços, para sermos suporte aos mais fracos. Em Atos os irmãos se serviam diariamente. Hoje é talvez difícil se encontrar com os irmãos todos os dias, mas para isso servem o celular, o facebook, recursos que nos conectam e nos ajudam a servir alguém. Ame alguém por meio desses recursos, pelo menos uma vez por dia.

O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir. Estamos aqui para servir nossos irmãos. O centro da vontade de Deus é o lugar melhor para servir, não é para ficar “deitado eternamente em berço esplêndido”.

O lugar mais alto que Deus nos leve é o lugar para servirmos mais as pessoas – os irmãos e o mundo. Qual pergunta o mundo faz hoje? Devemos ser sensíveis às necessidades de cada pessoa. Nosso serviço produz galardão, um prêmio de Deus.

O que Deus está fazendo em mim precisa alcançar alguém.

Por que essas 3 coisas devem ser diárias? Nosso sustento físico é diário, temos que comer todos os dias. Para uma vida espiritual sustentável, é preciso praticar diariamente. Nunca vamos receber tudo o que precisamos em uma refeição. Um culto de domingo por semana não nos dá tudo o que precisamos, não acontece tudo o que precisamos lá. Não dá para nos sustentarmos assim. Por mais fome que tenhamos, uma refeição nunca nos será suficiente para permanecermos saudáveis.

No Nordeste, nas áreas secas, por causa da falta de alimentação adequada, as pessoas estão ficando menores a cada ano. Será que isso não está acontecendo com a Igreja? Nossa devoção deve ser cultivada todos os dias. A comunhão e a vida da igreja devem acontecer diariamente. E também precisamos servir, passar adiante o que Deus tem nos dado dia a dia. Se a glória de Deus transformou a casa e a vida de Obede-Edom diariamente, assim será conosco. Seremos satisfeitos Nele.

 

SÁBADO, 7/12 – Kirk Bennett

João 15.11 – Jesus disse: que a vossa alegria seja completa. Nas muitas vezes que leio essa passagem tenho buscado habitar em Cristo.

Os capítulos 13 a 17 são conhecidos como o discurso do cenáculo:

João 13 = Ele lava os pés dos discípulos e ensina que eles devem fazer o mesmo.

João 14 = Ele fala das moradas do Pai.

João 15 = Ele fala de estarmos ligados Nele, Ele é a Videira.

João 16 = Ele nos promete outro Consolador, o Espírito Santo.

João 17 = Ele faz a oração do sumo sacerdote e revela a vontade do Pai e do Filho.

São palavras estratégicas. Era a última noite com os discípulos antes de ir à cruz. No meio desse discurso, Jesus fala da alegria Dele em nós para que a nossa alegria seja completa. Deus valoriza a alegria, você sabia disso? Muitas vezes falamos da alegria com o semblante fechado.

Isaías 56 = Jesus cita esse texto quando vira a mesa dos cambistas no templo. Quando Ele fala de casa de oração, às vezes pensamos que Deus está com raiva. Mas o texto tem outro tom:

v.6-7 = não somos judeus, somos estrangeiros, gentios. Até nós seremos levados ao Seu santo monte e receberemos ALEGRIA em Sua casa de oração.

É difícil para muitos pensar em alegria e oração juntas.

Em meio aos momentos mais escuros da humanidade, Deus tem um plano de alegria para nós.

Se Jesus viesse e aparecesse para nós agora mesmo, não diria “o que ele perguntaria a você?” mas “o que Ele sentiria por você?”. É comum na igreja o pensamento de que Deus está nervoso ou com raiva de nós. Por isso paramos de orar. Por que oraríamos a um Deus que está com raiva de nós, que está desapontado conosco? Muitos estão presos nesse lugar, incapazes de se encontrarem com Deus. O resultado é uma igreja mal humorada e depressiva.

Precisamos de um Evangelho que é realmente boas novas. Esta é uma mensagem cheia de alegria. Podemos comunicar o Evangelho, olhar para as pessoas nos olhos, anunciar o Deus que fez as estrelas, que teve a ideia de criar árvores, que criou tudo o que existe, Ele quer passar tempo com a gente para sempre! É hora de acabar com um “evangelho mal humorado”.

Já sentimos a plenitude da alegria de Deus? Ela vai nos encher! E quando isso acontecer, vamos carregar um nível de glória do Senhor que será bem atrativo para uma geração em trevas, uma geração amarrada que não consegue encontrar Deus. Nossa mensagem é viva, é ativa, é gloriosa, é a glória de Deus habitando em nós. Isso são boas novas. Devíamos estar brilhando com isso.

Vejo paixão e alegria da mesma forma. Como ter paixão por Deus? Basta aprendermos a receber a paixão que Ele tem por nós. Assim a paixão por Deus nasce em nós. Não podemos criar a paixão sozinhos. Não a temos dentro de nós. Recebemos Dele. O nível que recebemos também liberamos a Ele. As palavras de Jesus são a Sua alegria entrando em nós. Nesse processo, a sua paixão entra em nós também.

Não temos esperança no passado. Ele já se foi. O que vamos ter está adiante de nós. Havia uma alegria proposta a Jesus, por isso Ele não resistiu à cruz. Essa alegria era você e eu, somos a alegria que fez Jesus ir à cruz.

Precisamos ler a Bíblia com a perspectiva da alegria do Senhor.

Salmo 30.5 – Sua ira só dura um instante, mas o seu favor dura a vida toda. A raiva dele não é eterna – esta é Sua única dimensão que não é eterna. Podemos chorar por uma noite, mas a alegria vem logo pela manhã. Quando passo por momentos difíceis, lembro disso: vai passar! Meu destino é a alegria do Senhor, Sua alegria está direcionada a mim.

Salmo 115.3 – Nosso Deus está nos céus, Ele faz tudo o que Lhe agrada. Deus gosta do que está fazendo. Eu acho que Ele realmente gosta de interagir com os homens. Nada do que foi criado foi feito à imagem de Deus a não ser o homem.

Crescemos com a ideia de que Deus está nervoso. O diabo também está nervoso. Não é possível que os dois estejam nervosos! Alguém deve estar feliz, e é Deus. Você não pode andar sobre as águas sem se divertir! Por que Jesus foi andando sobre as águas? Porque Ele quis assim. Ele pode. Parece que Jesus queria dar um susto nos discípulos. E quando chamou Pedro para andar sobre as águas, imagine como deve ter sido! Será que Jesus ia curar um cego sem fazer com que as pessoas se alegrassem?

Andar com Jesus era uma grande aventura. Cada dia diferente do outro. “Eu acho que vou arruinar um enterro hoje”. Jesus era imprevisível, cheio de alegria. No episódio da multiplicação dos pães e peixes, Ele disse aos discípulos: “dai-lhes vós de comer”. Cinco mil pessoas foram alimentadas pelo lanche de um menino. Imagine João partindo o pão, e o pão não ter buracos! E os outros tendo a mesma fantástica experiência.

Jesus foi ungido com óleo de alegria mais do que todos os seus companheiros. Jesus tem uma unção de alegria sobre Ele. Os céus estão abertos e Sua alegria nos encontra. Se o seguirmos, seremos cheios da Sua alegria. Que sejamos um povo de alegria em meio às trevas.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Oração: vida ou morte

Luciano Motta

{ Terminei a leitura de Seu Destino é o Trono, de Paul E. Billheimer, e fiquei muito tocado pelo conceito de autoridade da Igreja através da oração, especialmente no que diz respeito à salvação de almas. Quero compartilhar um pouco do que está em meu coração neste pequeno artigo, além de dar um testemunho pessoal. }

Todos sabemos que Jesus, antes de subir aos céus, delegou Sua autoridade aos discípulos. Essa passagem é conhecida como a Grande Comissão: "Jesus falou-lhes: Toda autoridade me foi concedida no céu e na terra. Portanto, ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; ensinando-lhes a obedecer a todas as coisas que vos ordenei; e eu estou convosco todos os dias, até o final dos tempos" (Mateus 28.18-20). E o que fizeram aqueles primeiros irmãos? Permaneceram em Jerusalém, seguindo as instruções do Mestre: "Enquanto participava de uma refeição com eles, ordenou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual, disse ele, de mim ouvistes. Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo dentro de poucos dias" (Atos 1.4-5). E assim aconteceu: o Espírito Santo desceu sobre eles no dia de Pentecostes, e a Igreja começou a manifestar o poder transformador do Evangelho, avançando de forma contínua e constante, ainda que passando por percalços e perseguições.

Aqui estamos nós, século XXI, na extremidade dos últimos dias, vivendo a esperança da segunda vinda de Cristo e o estabelecimento do Reino. Quando digo "aqui estamos nós", obviamente não me refiro à totalidade da igreja. Nem todos estão vigilantes, com suas lâmpadas acesas à espera do Noivo. Infelizmente, boa parte do chamado "povo de Deus" está vivendo fora de sintonia com o coração apaixonado e inflamado Daquele que vem. Isso talvez explique o porquê do padrão de Atos parecer uma memória desbotada para os crentes e uma mera fábula para o mundo.

Nesses tempos de crise de autoridade (e poderia tratar aqui da falta de moral e de pulso dos pais, dos líderes, dos governantes, da própria Igreja), que é resultado de uma crise de identidade (pois a falta de referências e bases sólidas de fé desnorteia esta geração), a iniquidade dos homens só não é maior por conta da existência de discípulos remanescentes, cristãos que mantém a chama acesa da oração, servos que estão na brecha das nações, intercedendo, clamando, entronizando Aquele que é Digno de receber glória, força e poder. Há uma parcela do povo de Deus que ainda desempenha seu papel de sal da terra e luz do mundo, que ainda prega a cruz e a ressurreição, que ainda exorta quanto à necessidade de arrependimento e santificação. Estes têm preservado o legado daqueles primeiros discípulos: a perseverança de esperar Nele em unidade antes de qualquer movimentação.

Uma Igreja posicionada em oração (que se encontra diariamente com o Pai e Dele recebe revelação), unida em torno da pessoa de Jesus (e não de projetos particulares ou de uma agenda preconcebida por tradições ou costumes), sendo nutrida pela comunhão do Espírito Santo (e não por programações sem vida que ocupam, cansam e separam os irmãos), esta Igreja será capaz de abalar o mundo. Foi assim nos dias de Atos, foi assim em muitos momentos da história da Igreja. Por que não hoje, em nossas cidades, um grande abalo pelo mover de Deus através de nossas vidas e comunidades de fé?

Cristo já nos delegou Sua autoridade. Estamos assentados com Ele nas regiões celestes. Em outras palavras: os céus estão abertos! Nós é que nos fechamos em nossas próprias ambições egoístas e falta de perseverança e unidade. Precisamos nos posicionar em oração para que mais pessoas sejam salvas, mais famílias sejam restauradas, mais cidades experimentem reavivamento, tocadas pelo amor de Deus e Sua intervenção em resposta ao clamor e à ação da Igreja. Paul E. Billheimer comenta sobre isso:
A Igreja, e não satanás, controla o equilíbrio de poder não somente nos assuntos do mundo mas na salvação de almas individuais. Portanto, uma igreja santa, por sua intercessão ou por falta desta, retém o poder de vida ou morte sobre as almas dos homens. [...] A conversão do apóstolo Paulo vem a calhar aqui. Não se nos diz especificamente que a Igreja estivesse orando a favor de Saulo, seu mais mortal inimigo, mas pode alguém duvidar de que estivesse, exatamente como se deu no caso de Pedro na prisão, quando "havia oração incessante a Deus por parte da Igreja a favor dele"? (Atos 12.5). Dificilmente se pode duvidar de que a própria vida da Igreja estava em perigo. E pode-se duvidar de que a intercessão daqueles primitivos crentes tenha possibilitado o confronto da estrada de Damasco que revolucionou por completo o pior inimigo de Cristo e o transformou no Seu maior apóstolo? A vontade do apóstolo não sofreu coerção. Ele foi convencido e persuadido e decidiu render-se. Se Deus, em resposta às orações da Igreja, pôde assim revelar-se a Paulo de tal modo que o levou a, voluntariamente, aceitar o Cristo que ele tão ferozmente havia odiado e perseguido, está alguém fora do alcance do Espírito de Deus quando a Igreja luta do mesmo modo? (extraído do livro Seu Destino é o Trono, CLC Editora, p.58-59).
Vale lembrar que Saulo ainda "respirava ameaças de morte contra os discípulos do Senhor" quando a Luz resplandecente de Cristo o derrubou no caminho para Damasco (leia Atos 9). É difícil, portanto, não crer que a intervenção de Deus na vida de Saulo, o maior algoz da Igreja, foi gerada pela oração perseverante dos próprios cristãos por seus perseguidores. Ainda que Deus tenha revelado a Ananias que Saulo era "um instrumento escolhido para levar o Seu nome perante os gentios, reis e israelitas", o tempo oportuno para a salvação de Saulo certamente se abriu pela intercessão contínua dos cristãos. Jesus lhes garantiu isso: "Se dois de vós na terra concordarem em pedir acerca de qualquer questão, isso lhes será feito por meu Pai, que está no céu" (Mateus 18.18). A conversão de uma alma, ou a ação do Espírito Santo em determinada pessoa ou localidade, se enquadra nesse "pedir acerca de qualquer questão". Mas existe um pré-requisito: a concordância, ou seja, uma Igreja com o mesmo coração, o mesmo foco, a mesma fé.

Posso garantir que minha experiência com o Espírito Santo foi fruto de orações perseverantes, da "concordância em pedir" da Igreja. Aconteceu em 2001, durante o II Congresso de Louvor e Adoração na Igreja Batista da Lagoinha/MG. Era a primeira noite, e em determinado momento da reunião, depois de quase duas horas, me senti cansado de tudo aquilo. Minha vontade era ir embora. Lembro que abaixei minha cabeça e a apoiei no banco da frente. Ao meu lado, minha esposa estava pulando, cantando, chorando em adoração a Deus. Eu fiquei ali, quieto, de olhos fechados, a mente me puxando para fora daquele lugar. Mas ainda ouvia as músicas e as orações, ainda percebia o quebrantamento das pessoas à minha volta. Veio, então, a intervenção de Deus. Senti em meu interior um pequeno turbilhão que crescia, crescia, e logo as lágrimas começaram a brotar. Uma sensação extraordinária de paz e, ao mesmo tempo, um fogo me envolveram. Chorei profundamente por mais de 30 minutos, sem parar. Levantei-me daquele banco completamente renovado, leve, meu coração queimando de amor e alegria. Comecei a falar em línguas depois daquela experiência. Minha vida espiritual nunca mais foi a mesma. Não tenho dúvidas de que haviam pessoas orando por mim naqueles meus minutos de dureza e resistência. Minha própria esposa orou por mim. E não somente naquele dia, mas antes, semanas antes, muitos intercessores estavam unidos e vinham orando por aquele congresso e por todos que ali estariam. Eu fui atingido em cheio pela Luz resplandecente, e outras centenas de pessoas também foram impactadas naqueles dias.

Outras experiências como essa poderiam ser compartilhadas aqui. Há poucos meses, uma jovem de nossa comunidade, antes indiferente à obra de Deus e à comunhão com o Corpo de Cristo, foi surpreendida pela ação do Espírito Santo, convertida ao Senhor depois de muitas e perseverantes orações da Igreja. Tenho visto a falta de perdão, as enfermidades da alma, os corações duros de muitas pessoas sendo transformados pela intervenção de Deus, não somente em minha congregação, mas em muitos e muitos lugares, onde há pessoas dedicadas a seguirem os passos do Mestre.

A oração nos conecta à vida de Deus e permite que outros também sejam conectados à Sua vida. O contrário disso, ou seja, a falta de oração abre espaço para mais pecado e mais morte. E essa é uma realidade crescente em nossos dias: multidões de crentes esfriando na fé e na devoção. Contudo, temos uma esperança: há uma Igreja remanescente, pulsante, viva, e o Senhor está agindo em resposta às suas orações perseverantes e em concordância. Ele tem respondido com graça e favor ao Seu povo, quando há comunhão e vida fluindo no Corpo. Ele nos deu autoridade para orarmos e agirmos em parceria com Seu coração. Por que não agora mesmo?

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Encontro da Palavra: John Noble

Sínteses das palavras ministradas por John Noble em São Gonçalo, tendo como intérprete Harold Walker, na Comunidade do Rei, nas reuniões de domingo, dia 24/11/13:



MANHÃ

Deus irá abalar tudo o que é abalável, para que fique só o que é Dele.

Patrick Dixon, do livro Futurewise:
F = fast – Tudo está muito rápido, acelerado. O E.S. também está agindo rápido.
U = urban – As cidades estão crescendo muito, algumas partes prosperam, outras se deterioram.
T = tribal – Pessoas precisam de uma identidade, precisam sentir que pertencem a algo. As pessoas estão julgando segundo suas tribos (étnicas, subculturas, etc.).
U = universal – O mundo se tornou pequeno, as coisas se espalham rapidamente e atingem todo o mundo. Novas músicas se espalham globalmente. A internet hoje é como as antigas estradas romanas que vão pelo mundo afora.
R = radical – Há um movimento radical entre as pessoas no mundo. Individualmente, as pessoas podem fazer mudanças radicais no mundo. Podemos ir pelo mundo com uma mensagem radical de Jesus.
E = ethics – Algumas tendências, experiências científicas estão sendo desenvolvidas, e estas ferem questões éticas. O mundo clama por um padrão, uma referência. 
Não podemos continuar apenas como estamos, um grupo pequeno e alegre, que ama uns aos outros. Deus quer nos enviar. Quando os discípulos foram cheios, eles foram enviados para Jerusalém e uma nova igreja nasceu. Houve um abalo.

O TIPO DE LIDERANÇA QUE PRECISAMOS
Para abrir caminhos para que Deus possa fazer o que Ele quer.

Movimento Nova Era – estamos saindo da era de peixes para a era de aquário (entendimento). A humanidade já está madura, já pode andar por si mesma. Os velhos sistemas estão decadentes, até mesmo a religião. O sistema patriarcal está caindo. A Nova Era proclama: vou fazer tudo por mim mesmo, não dependo de ninguém.

Sol = Jesus. Todos os dias se levanta, lembra-nos o Sol da Justiça. Ao meio-dia está pleno. E depois se põe em sangue. = isso é uma figura de Jesus. Ele virá outra vez.

Lua = igreja. Não tem luz própria. Depende do Sol para refletir luz. Um dia a lua se tornará em sangue também. A igreja estará tão cheia de Jesus que irá se entregar totalmente por Ele.

Deus quer manter a ordem das coisas: maridos que amam suas mulheres, mulheres que se submetem aos maridos, filhos que honram os pais, pais que cuidam dos filhos, trabalhadores que se submetem aos patrões, etc. = isso produzirá uma igreja segura, com uma liderança segura.

Vamos pegar uma doença da igreja e curá-la com o spray do amor de Deus.

Pessoas com dons podem nos ajudar a atingirmos nossos alvos.

Quando a primeira igreja nasceu, era uma equipe apostólica. Jesus lhes deu uma revelação poderosa, que iniciou uma igreja local. Esse ministério apostólico estava trabalhando segundo os cinco ministérios. Esses cinco (como uma mão) existem para alimentar o Corpo, cuidar do Corpo, equipar o Corpo. Assim a Igreja poderá proclamar contra a injustiça, nas grandes e nas pequenas coisas.

A Igreja precisa cuidar uns dos outros, pastorear a si mesma e pastorear a comunidade, a cidade.
Depois de alguns anos, alguns administradores se levantaram na Igreja, não eram cheios do E.S. Deixaram os cinco ministérios de lado. Séculos depois, a Bíblia foi traduzida em uma língua que ninguém podia entender. Foi um tempo de escuridão. Os religiosos podiam manipular as pessoas.
Mas a Bíblia foi traduzida e divulgada após Lutero. O ministério de ensino retornou. Os missionários saíram pelo mundo levando a Palavra. E depois o E.S. desceu novamente sobre os crentes e teve partida o movimento pentecostal.

Hoje Deus está levantado pessoas humildes, dispostas a se santificar, para preparar a Igreja, segundo os cinco ministérios. Verdadeiros apóstolos são ministério de reconciliação.

A glória de Jesus = Ele era cheio de graça e de verdade. Duas coisas diferentes que podem ser unidas.
Às vezes os profetas não se dão bem com os pastores. Mas o movimento apostólico age para reconciliar.

O TIPO DA IGREJA
A água não muda, mesmo que o formato da vasilha seja diferente.

Na China, os pastores foram presos. As mulheres tiveram de liderar. Tiraram as pessoas dos prédios, formaram grupos caseiros, levaram as igrejas para as grutas e cavernas. A Igreja floresceu de tal forma que 10% da população é cristã. Ainda que tenha mudado o formato, permaneceu a mesma.

Mat 16.16-18 – Jesus pergunta: o que dizem os homens que eu sou? Um homem entendeu quem Jesus era: Pedro. Ele teve a revelação de quem Jesus era.

Você tem uma revelação de quem Jesus é? É sobre isso que será edificada a Igreja.

A Igreja é edificada por Jesus. Isso é um alívio para a liderança. O serviço é Dele, não nosso.

As portas do inferno não se movem sobre a Igreja – portões não se movem! Nós, a Igreja, é que avançamos contra elas. Cristo tem a chave dos céus, as chaves do inferno. Ele tem autoridade, e nos partilha essa autoridade.

A igreja é construída sobre homens e mulheres – Tu és Pedro (você é uma pedra).

Deus constrói a Sua Igreja para durar, sob a autoridade de Jesus.

Mat 18 – a Igreja precisa de disciplina. Se há questões entre os irmãos, estas precisam ser enfrentadas, tratadas. A disciplina mantem a santidade. E a santidade traz unidade. Unidade traz sucesso. Onde há mais amor, a glória de Deus pode vir sobre nós!

Sucesso traz visibilidade. Tornamo-nos a comunidade de Jesus. As pessoas podem ver como amamos uns aos outros, e como amamos o mundo. Então as pessoas poderão ver a obra de Jesus e virão a Ele.
Vamos tocar em Deus, adquirir Nele uma nova visão, para tocarmos essa geração.



NOITE

Alguns frutos da rede de igrejas na Inglaterra:

  • Marcha para Jesus – realizada em muitos países
  • Delirious – banda de música
  • Oração 24/7 – movimento de oração
  • Fusion – movimento estudantil no Reino Unido, que está se espalhando pelo mundo
  • Cooperação com os metodistas, para reerguimento da obra em templos antigos

Quando se libera as pessoas, e trabalha junto com elas, e cuida delas, então é possível mudar o mundo. Esta é uma comunidade que pode liberar criatividade, visão, para mudar o mundo. Precisamos sonhar. O que Deus quer que façamos? Alguns serão negócios, não para si mesmos, para a obra de Deus. Haverá missionários que irão para campos longínquos, ou enfermeiros, empresários... Precisamos nos unir, confiarmos em Deus juntos.

Pintores, artistas, dançarinos, músicos... a Igreja deve ser colorida, cooperando com os ministérios.
A igreja precisa de um relacionamento com Jesus – isso é vertical.

Nos relacionamentos uns com os outros e rompemos diferenças – isso é horizontal.

Novos céus e nova terra vão chegar, o Reino é o objetivo. Alguns são arrogantes, dizendo: eu sou o Reino. Mas isso não é correto. A Igreja nem sempre está correta em seus posicionamentos. Mas o Reino está sempre lá, constante. Quando mais ele vier à terra, mais as pessoas reconhecerão Jesus.

A igreja é um organismo, não uma organização. Ela precisa de estrutura, mas isso deve servir à Igreja. O prédio é parte da estrutura, e por enquanto serve para o que precisamos no momento. Mas daqui a dez anos, o prédio poderá atrapalhar o que Deus estiver fazendo.

FORMAS DA IGREJA
Qual é o tamanho mínimo para ser igreja? Dois ou três – Jesus está no meio deles.

Ecclesia significa reunidos por Deus para um propósito. Alguns estão juntos porque gostam uns dos outros, ou têm os mesmos interesses e passatempos. Mas isso não é ser Igreja. Há uma tarefa a executar, e aí Jesus está no meio dessas pessoas.

Dois ou três – parece um versículo depressivo. A reunião tem poucas pessoas, e então o líder diz: não importa, temos aqui dois ou três. Mas a Bíblia, quando diz isso, indica uma oficina de poder em uma microigreja de dois ou três reunidos em nome de Jesus.

Mini-igreja = A igreja no lar, com família e amigos, para ter comunhão e relacionamento com Deus juntos, ou grupos de solteiros, ou de jovens casados, são expressões da igreja.

Multi-igreja = uma reunião maior, com várias igrejas nas casas.

Uma cidade pequena pode ter uma megaigreja: todas as igrejas da cidade reunidas juntas.

A igreja universal, a verdadeira católica (não romana) = a igreja que atravessa os tempos. Uma igreja, um Corpo.

Igreja móvel = Jesus não plantou nenhuma igreja local. Ele tinha uma equipe móvel apostólica. Uma liderança discipulada, comissionada, para servir e cuidar da igreja. Deus está levantando equipes apostólicas hoje: sair e cuidar de outras igrejas, e ajuda-los a se desenvolverem.

Igreja mártir = Apoc 11.7-10 – a igreja é predestinada a sofrer. Isso é uma promessa, como as outras “boas” promessas da “caixinha de promessas”. Deus vai usar a perseguição para nos aperfeiçoar. Mártir (no grego) = testemunha (martírio).

Quando alguém vem para Jesus, ensinamos: ore, leia a Bíblia, testemunhe. Isso é mais do que falar de Jesus, é sofrer por Ele e para Ele, é alguém que vê o juízo de Deus sobre os injustos, é alguém que vê o que Deus irá fazer – eu tenho que falar do que vejo, por isso, sou uma testemunha contra o mal e a favor de Deus.

Igreja Noiva = Efésios 5 – o casamento humano é um mistério, é uma unidade tríplice se amamos Jesus. Somos unidos em nosso casamento em nossas emoções, fisicamente, em nossa relação sexual – essas 3 unidades demonstram a relação que devemos ter com Deus. Um com Cristo = Ele entende nossas emoções. O casamento do Cordeiro é a realidade, o casamento humano é só uma sombra.
Quando somos batizados no E.S., somos batizados em um só Espírito, em um Corpo. Somos uma só alma, um só coração. Sentimos as dores e as alegrias uns dos outros. Precisamos ser batizados muitas e muitas vezes no Corpo. Estamos antecipando o casamento do Cordeiro.

JESUS CONSTRUIU PONTES
Precisamos construir pontes para esta comunidade e para o mundo. Jesus era um construtor de pontes.

Leia a história de João 4 – a mulher samaritana. Os samaritanos viviam na parte mais fértil em Israel. Os judeus ficavam próximos ao templo. Havia ódio entre samaritanos e judeus. Jesus viajou para outra parte do país, mas Ele passou pela terra dos samaritanos. Era uma viagem perigosa. Quando ficou cansado e com sede, os discípulos foram comprar comida, então Ele viu aquela mulher que foi buscar água. Ela foi no meio do dia porque não tinha amigos. O costume era buscar água bem mais cedo ou bem mais tarde.

Jesus atravessou uma divisa religiosa – nessa cidade há divisões que separam os cristãos.

Jesus atravessou uma divisa hierárquica – Ele era Rabi, ela era uma prostituta. Peça ao seu vizinho, por exemplo, para te ajudar em algo.

Jesus atravessou uma divisa racial – a impressão é que não há ódio racial no Brasil, talvez não seja um problema tão grande aqui, mas há pessoas excluídas na sociedade.

Jesus atravessou uma divisa de gênero – Jesus tratou aquela mulher como igual. Era costume dos rabinos judeus dizerem ser melhor jogar as Escrituras na privada do que deixar uma mulher ler as Escrituras.

Jesus atravessou uma divisa moral – ela era pecadora, Jesus era santo. Mas Ele estendeu a mão para ela. O problema de Jesus era com pessoas tomadas de religiosidade. Ele era amigo de publicanos e prostitutas.

Jesus atravessou a divisa entre o céu e a terra – ainda na igreja, pensamos que o céu está lá em cima, e nós aqui na terra. O céu está vindo para a terra. Venha o Teu Reino! Isso vai acontecer! Quando abrimos o coração para essa verdade, manifestamos o Reino.

Somos uma igreja global, não apenas local. Aqui é sua Jerusalém, o que vem a seguir?

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Curso Intensivo de Harmonia Vocal 2013



PRÓXIMA TURMA: 30 DE NOVEMBRO DE 2013

Novo formato:

7 horas/aula em um único sábado, de 9:00 às 17:00 horas, com intervalo de 1 hora para almoço (não incluso).

Temas abordados:
  • Percepção
  • Conceitos básicos de teoria musical
  • Estrutura de acordes
  • Campo harmônico maior
  • Arranjo vocal

Investimento: De R$ 160,00 por apenas R$ 100,00.

Opção em 2 vezes: R$ 65,00 (até 08/11) + R$ 65,00 (no dia da aula).

Se preferir, faça um depósito, comunique-se conosco a respeito e traga o comprovante de depósito no dia da aula.

Venha aprender a abrir vozes e a aperfeiçoar o seu canto.

Desenvolva todo potencial de seu grupo vocal (coro, conjunto, banda, ministério de louvor) através de um método simples e dinâmico.

Mais informações e inscrições pelo telefone: (21) 2724-0655, 98400-9962 (falar com Ana Cristina Pina)

Reúna um grupo de 10 alunos, feche a sua turma e ganhe a sua vaga!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Sete princípios eternos

Por Victor Vieira

Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos (Mateus 5:45)

- Leis não depende de motivação do coração, elas simplesmente são como são.

- Se você plantar uma semente boa, numa terra boa, na época certa, você vai colher.

- Leis superam a nossa justiça própria.

- Princípio também quer dizer “inicio”. Se quisermos começar certo, devemos aplicar estes princípios.

- O principio que nós quebramos é o principio que nos quebra.

- Qual o fruto que a vida está trazendo?

1 – Principio da Semeadura
Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará (Gálatas 6:7).

nota: o que estamos vivendo agora é fruto do que semeamos. Se quisermos ter resultados diferentes, devemos mudar a nossa semeadura agora.

2 – Principio da Honra
Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá (Êxodo 20:12).

nota: a honra se aprende em casa e se leva para a vida. Onde não se aplica a honra, se colhe morte.

3 – Principio da Generosidade
Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo (Lucas 6:38).

nota: não é porque alguém usa o princípio de maneira errada que ele passa a ser errado. Não devemos julgar as pessoas e suas motivações, devemos crer nos princípios.

4 – Principio do Resultado
Porque não há boa árvore que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto (Lucas 6:43).

nota: o ‘resultado’ deve ser medido aos olhos de Deus, porque o que é ser sucesso ou fracasso para Deus pode ser diferente para nós.

5 – Principio do Julgamento
Não julgueis, para que não sejais julgados (Mateus 7:1).

nota: a forma de escapar do juízo é não julgar. Se alguém deseja não ser julgado (e acabar sendo condenado) também não deve julgar.

6 – Principio da Perda e Ganho
Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á (Mateus 16:25).

nota: toda vez que voluntariamente perdemos nossa vida ao obedecer ao Senhor, ao servir os irmãos ou qualquer outra situação, estamos na verdade “ganhando a vida”. toda vez que nos poupamos de servir os irmãos, não obedecemos ao Senhor em algo que nos vai custar a perda de qualquer coisa que tenhamos por preciosa, estamos “perdendo a vida”.

7 – Principio da Reciprocidade
E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós, também (Lucas 6:31).

nota: A graça que eu estendo é a graça que eu recebo.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Vivendo na visão de Deus

Por Dallas Willard, em resposta à pergunta: "Por que as igrejas e os ministérios muitas vezes perdem a essência da visão que tinham quando foram fundadas, a tal ponto que a instituição resultante, anos mais tarde, é muito diferente do sonho original? O que acontece ao longo do caminho?"

De fato, não são poucas as congregações e as comunidades cristãs (católicas, protestantes e evangélicas) que hoje se afastaram radicalmente de sua visão original. Diversas lideranças têm sucumbido a artifícios contemporâneos para manterem suas igrejas cheias e em movimento, dissociando oração, devoção e dependência de Deus de tudo que estão fazendo agora mesmo "em nome de Deus".

. . . . .

Podemos resumir o processo pelo qual a missão e seus objetivos tomam o lugar da visão original como ponto absoluto de referência para as pessoas envolvidas:
  1. A visão de Deus e de si mesmo em Deus inspira uma combinação de humildade e grande anseio por Deus.
  2. Essa combinação leva a esforços extraordinários realizados na dependência de Deus.
  3. Grandes resultados são alcançados, pois Deus age em conjunto com os esforços feitos na dependência dele e por amor a ele.
  4. Os resultados desenvolvem vida própria. Pessoas ao redor só conseguem ver os resultados que, de fato, são extremamente notáveis e dignos de apoio. 
  5. Por vezes, o apoio humano também representa o sustento de Deus. Mas os efeitos de tudo isso precisam ser vigiados com grande cuidado a fim de evitar que corrompam o coração, afastando-o de uma visão apropriada de Deus e da coragem humilde que flui dela.
O rei Salomão começou bem. Conhecia Deus, pelo menos por intermédio de seu pai, Davi, e sabia que não podia realizar seu trabalho sozinho. Orou pedindo sabedoria e conhecimento. Deus atendeu. Salomão tornou-se extremamente poderoso (2Cr 9). Mas, para fortalecer sua posição, formou alianças por meio de casamentos com as mulheres da casa real de várias nações e suas setecentas esposas desviaram seu coração de Jeová e o levaram a adorar deuses estrangeiros (1 Rs 11:1-6). Quando morreu, o rei deixou para trás um governo terrivelmente opressivo contra o qual o povo estava pronto para se rebelar e um filho insensato para reinar. Não é absurdo pensar que Salomão foi vencido por seu programa de construção.

Mas será que precisa ser assim? É algo simplesmente inevitável? Em geral, a resposta é "não". Alguns indivíduos conseguem evitar esse processo degenerativo, muitos não. Alguns grupos e organizações conseguem adiá-lo. Os cristãos primitivos bateram o recorde de manter o fogo interior da visão dos "fundadores". Ao que parece, durante dois ou três séculos, a visão de Jesus Cristo como Senhor ardeu intensamente no coração de seus primeiros seguidores. Os sucessos extraordinários do movimento foram bastante lentos em gerar um "vaso" exterior que substituiu o tesouro de Cristo como centro de atenção e devoção em sua vida.

As primeiras gerações de cristãos foram admiravelmente bem-sucedidas na tarefa de transmitir à geração seguinte a visão sagrada que as posicionava e guardava. Mas esse fenômeno não foi de todo inédito. No Antigo Testamento, Josué (Êx 33:1l) e Eliseu (2 Rs 2:9) representam dois casos em que os discípulos buscaram ao Senhor tanto quanto seus mestres (Moisés e Elias) e, em decorrência disso, viveram de acordo com o mesmo espírito.

Mais adiante na história cristã encontramos exemplos claros dessa transmissão do fogo original de uma geração para outra nos jesuítas, nos quacres, nos irmãos morávios e nos metodistas. Sem dúvida, há muitos outros casos menos conhecidos. Portanto, trata-se de algo possível. E há diversos casos de indivíduos em cada geração que tiveram um final feliz. Quais os elementos básicos dessa continuidade?

A resposta é de conceito simples, mas de execução difícil — especialmente para o caso transgeracional. É uma questão de identificar e manter a percepção ou a visão de Deus, de si mesmo e do mundo, que permeou e motivou os fundadores. Não há como reduzir isso a uma fórmula, pois se trata de uma questão extremamente pessoal que suscita amplo espaço para variações individuais. Também depende da graça — ou seja, da atuação de Deus em nossa vida para realizar o que não somos capazes de fazer por conta própria.

Não obstante todas essas considerações, há certas coisas que qualquer pessoa pode e deve fazer para receber e preservar o fogo espiritual que mantém a missão e o ministério em seu devido lugar, evitando que se transformem na visão limitante que nos deixa obcecados e, por fim, nos sufoca.

O primeiro passo é reconhecer sinceramente a inevitabilidade prática da perda de visão. Esse reconhecimento deve ser explícito e regular. Não deve ser feito de forma paranóica, mas apenas honesta. Precisamos encontrar maneiras de manter a visão em nossa mente e na de nossos colaboradores sem nos tornarmos inconvenientes. A criatividade e o bom gosto existem para ser usados.

Em segundo lugar, precisamos identificar, entender e nos dedicar à visão fundadora. Não é uma tarefa simples. Até mesmo os próprios fundadores podem não saber exatamente o que os motivou e os formou. Muitas vezes, humildade e modéstia louváveis os impedem de investigar sua vida mais a fundo e, por certo, também não permitem que "imponham" sobre outros aquilo que encontram dentro de si. Mas apesar de essa atitude ser elogiável, ela torna extremamente difícil manter a visão neles mesmos e em outros. Assim, é preciso ser honesto, preciso e explícito sobre aquilo que a visão era — e aquilo que deve ser hoje. O enfoque deve ser sobre a visão, e não sobre os indivíduos que a possuem, apesar de ser necessário que os indivíduos tenham a visão e realizem a missão.

Em terceiro lugar, é preciso adotar medidas para viver de acordo com o cerne da visão. A sabedoria de Provérbios diz: "Confie no SENHOR de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o SENHOR em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas. Não seja sábio aos seus próprios olhos" (3:5-7). E também: "Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida" (4:23).

No centro do cuidado do coração está o amor de Deus. Esse deve ser o alvo jubiloso de nossa vida. É, por isso que, ressaltando o conceito profundo de vida desenvolvido ao longo da experiência judaica, Jesus afirmou que o primeiro mandamento é "Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças" (Mc 12:30). Isso é uma ordem. É algo que devemos fazer e algo que podemos fazer. Aprenderemos como fazê-lo se tivermos a intenção de fazê-lo. Deus nos ajudará e encontraremos um modo de obedecê-lo.

O amor de Deus, e somente o amor dele, guarda a visão de Deus, mantendo-a em nossa mente a todo tempo. De acordo com Thomas Watson:
... o primeiro fruto do amor é a meditação da mente sobre Deus. A pessoa apaixonada pensa sempre no objeto de sua afeição. Aquele que ama Deus é arrebatado e extasiado com a contemplação de Deus. [...] Deus é o tesouro, e onde está o tesouro, lá está o coração.
O rei Davi nos revela o segredo de sua vida: "Sempre tenho o SENHOR diante de mim. Com ele à minha direita não serei abalado" (Sl 16:8).

A visão de Deus guarda a humildade. Ver Deus como ele é de fato permite que vejamos a nós mesmos como somos realmente. Isso nos propicia ousadia, pois percebemos claramente que um grande bem e um grande mal estão em jogo e vemos que não cabe a nós realizar o bem, mas sim a Deus — aquele que é supremamente capaz. Somos livrados do fingimento, da presunção a nosso próprio respeito e da pressão, como se o resultado dependesse de nós. Persistimos sem frustração e praticamos a recusa calma e feliz em fazer qualquer tipo de mal.

Deus olha para aqueles que são humildes e contritos de espírito e que estremecem quando ele fala (Is 66:2). Ele se opõe aos orgulhosos, mas dá graça aos humildes (1Pe 5:5). Lembre-se de que a graça indica que ele está agindo na vida dessas pessoas.

Assim, os humildes dependem de Deus, e não de si mesmos. Eles se humilham "debaixo da poderosa mão de Deus" (1 Pe 5:6), dependendo de Deus para agir. Colocam os resultados inteiramente nas mãos de Deus. " [Lançam] sobre ele toda a sua ansiedade, pois ele tem cuidado [deles]" (lPe 5:7). O resultado é a certeza de que a missão e o ministério serão realizados no tempo e à maneira de Deus. Esses dois elementos não precisam ser a visão, e os objetivos que definimos para eles dizem respeito a Deus, não a nós. Fazemos nosso melhor, trabalhamos com afinco e até com sacrifício. Mas não carregamos o peso, nosso ego não se envolve de nenhuma forma na missão e no ministério. Em nosso amor por Jesus e seu Pai, entregamos verdadeiramente nossa vida a ele. Nossa vida não é objeto de preocupação profunda.

A fim de manter e desenvolver esse tipo de vida de entrega a Deus é preciso ter um plano geral de vida que incorpore práticas voltadas especificamente para o cuidado do ser interior. Essas práticas são as disciplinas para a vida espiritual. Não será possível tratar dessas disciplinas aqui, mas o próximo passo para as pessoas que decidiram amar a Deus de todo o seu coração, de toda a sua mente, alma e de todas as suas forças é implementar práticas regulares que possibilitem concretizar essa decisão. Isso levará algum tempo e exigirá estudo, experimentação e orientação do Espírito Santo. No entanto, é um plano executável e, quando implementado, torna a vida incalculavel-mente mais fácil, agradável e intensa. A missão e o ministério deixam de ser pesados, apesar de continuarem a ser desafiadores e exigirem esforço. No entanto, o jugo de Cristo é suave, seu fardo è leve e há descanso para a alma (Mt 11:29-30).

Para aqueles que experimentaram esse tipo de vida no passado, o chamado é para uma volta ao primeiro amor e às primeiras obras e, então, para aprender como desenvolver essa atitude inicial na vida de hoje. Para aqueles que nunca tiveram essas experiências, o chamado é para um enfoque sobre o amor de Deus por nós até que nosso coração, nossa alma, nossa mente e nossas forças transbordem de amor recíproco. "Nós amamos porque ele nos amou primeiro" (1 Jo 4:19).

E para aqueles que estão vivendo no amor de Deus e se preocupam com a geração seguinte ao redor deles e seu envolvimento na visão plena do amor de Deus, o chamado é para fazer dessas questões o tema de discussões sérias e extensas e de orações com aqueles que serão os líderes do futuro. Fale com franqueza e honestidade, com freqüência e amor. No devido tempo, será preciso decidir a quem confiar o futuro da organização. Essas decisões devem ser feitas de forma amorosa, porém firme, e "debaixo da poderosa mão de Deus". Não podem ser evitadas. Cabe a nós fazer os preparativos necessários pela prática e pelo ensino sensato e bíblico, por meio da palavra e do exemplo. Também nisso precisamos confiar na operação de Deus em nosso meio (graça) — Deus, a quem amamos, e de cujo amor falamos constantemente para outros.

Na verdade, tudo se resume a amar a Deus de todo nosso coração, de toda mente, alma e de todas as forças, e de colocar em primeiro lugar em nossos planos as atividades que vão ao encontro da graça ativa de Deus, a fim de que esse amor se torne nossa vida.

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Leia na íntegra o artigo (em inglês) "Living in the Vision of God", de Dallas Willard, publicado também no livro (em português) A Grande Omissão (Ed. Mundo Cristão), p.94-98. Obs: Fiz uma pequena adaptação no parágrafo inicial, dividindo-o em 5 etapas.