quarta-feira, 28 de março de 2012

Poesia cristã contemporânea


Este é meu blog de poemas, contos e textos literários. Nele procuro desenvolver a arte da escrita, visando uma poesia cristã contemporânea, atualizada em suas formas e possibilidades. Quando se pensa em poesia cristã, normalmente vem à mente das pessoas aqueles textos cheios de rimas simplórias, de linguagem rebuscada, sem muitos questionamentos da atual realidade eclesiástica ou até mesmo sem uma reflexão crítica do mundo em que vivemos.

Minha proposta é outra: apontar o caminho para o Reino de Deus e para a prática do Evangelho puro e simples que encontramos nas Escrituras, sem invencionices, sem segundas intenções. E não posso esquecer, é claro, que a vida é rica em seus amores, decepções, saudades, conquistas, perdas, tropeços e acertos. Falar da vida é também, de muitas maneiras, falar Daquele que nos criou. Afinal, o problema não é ser humano, mas que humano ser.

Visite o blog Versar e Viver, deixe suas críticas e sugestões, contribua também com seus versos. Vamos construir uma poética cristã contemporânea juntos. E que Deus use nossas palavras como instrumentos de fazer pensar e apontar para Ele mesmo.

terça-feira, 20 de março de 2012

Trabalho interno (Inside Job)

{ Assisti ontem a este documentário na HBO e logo procurei na internet alguma crítica ou resenha sobre o filme. Encontrei o texto abaixo no site Outras Palavras, cujo autor é Romualdo Pessoa. Recomendo a leitura abaixo e, é óbvio, o filme - para quem deseja entender melhor os esquemas sórdidos por trás de toda a crise financeira mundial ainda vigente. Ironicamente, chega a ser um "alento" constatar que não é só o Brasil um país mergulhado em corrupção. Por fim, duas certezas: "Porque a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro. Acossados pela cobiça, alguns se desviaram da fé e se enredaram em muitas aflições" -1 Timóteo 6.10; "Vivei sem avareza. Contentai-vos com o que tendes, pois Deus mesmo disse: Não te deixarei nem desampararei" -Hebreus 13.5 }



Sensacional! Eu não poderia encontrar palavra que expressasse melhor a minha satisfação ao ver o documentário Inside Job (EUA, 2010), premiado com o Oscar 2011. Mal-traduzido para o português como "Trabalho Interno" (o título é uma expressão idiomática), o documentário é dirigido por Charles Ferguson, que não chega a ser um cineasta famoso. Empresário e formado em matemática, ele expõe com rara clareza as entranhas do processo que culminou com a crise econômica que teve seu ápice em 2008, e da qual o mundo ainda não se recuperou. Seu trabalho brilhante merece ser visto por todos os que procuram compreender o real funcionamento do sistema capitalista na atual etapa de financeirização.

Tudo começa e gira em torno da chamada desregulamentação. Em 2008, quando estourou a crise, disse a meus alunos que que certamente ouviriam muito essa palavra, dali em diante. Desde o final do ano anterior, (e mesmo bem antes, como mostra agora Inside Job) era perceptível aos analistas independentes, mais críticos do comportamento neoliberal, que se aproximava uma grave crise imobiliária nos EUA. Percebi que ela colocaria em xeque toda a política neoliberal, que procura retirar do Estado os mecanismos que permitiriam controlar a movimentação financeira mundo afora e os enormes lucros astronômicos do capital que se dedica a ela.

Desregulamentação, enfim, veio a ser todo o processo político e econômico que possibilitou uma enorme virada na economia mundial e deu início ao que passou a se chamar “Globalização”. Partia-se do princípio que era necessário livrar a economia de todas as amarras que eram impostas pelo Estado e garantir ampla liberdade para o comércio mundial. Não se percebeu no primeiro momento que essa liberdade reivindicada tinha como alvo principal a movimentação do capital financeiro pelo mundo. Claro, também para as mercadorias. Mas a mercadoria mais importante a ser “libertada” era o dinheiro, permitindo aos especuladores “inventar” múltiplas fórmulas capazes de multiplicar seus rendimentos.

As finanças globais foram, assim, transformadas num verdadeiro cassino. Analistas e acadêmicos das famosas escolas de administração, economia e finanças dos EUA tornaram-se consultores e assumiram cargos elevados da alta administração das finanças estadunidenses. Já nos anos 1980, François Chesnais e Perry Anderson, críticos da forma como se dava a globalização financeira, acusavam: tanto o termo “globalização” quanto a idealização das políticas neoliberais haviam sido criados nas escolas de administração dos Estados Unidos.

A crise do socialismo havia aberto caminho para um discurso que demonizava as políticas públicas de cunho social. Sustentava-se, então, que o capitalismo sem freios era a única alternativa capaz de solucionar os problemas do mundo a assegurar a prosperidade para todos. A chave estava em garantir liberdade àqueles que visavam investir seus capitais em rentáveis negócios, de forma a espalhar desenvolvimento por toda a parte. O discurso foi eficiente: a maioria das pessoas comprou o argumento – inclusive os mais pobres. O que não se via é que o poder estatal não desaparecera: fora transferido para instituições como FMI, Banco Mundial e outras “governanças” globais que se tornaram mais fortes que os Estados nacionais.

Deslumbrada pelo papel que a propaganda e ou marketing passavam a ter, a “grande” mídia de mercado manipulava e escondia a verdadeira face do que estava se espalhando pelo mundo. Poucos, muitos poucos, ganhavam milhões em todo esse processo. É um detalhe a ser observado quando se assiste Inside Job: as cifras citadas são de valores grandiosos, a mostrar que a desregulamentação abriu as portas do “inferno” para todos os tipos de gananciosos e criminosos financeiros (ironicamente Fergusson começa o documentário dizendo que chegou a mais de 20 trilhões de dólares a soma gasta para cobrir as quebradeiras do sistema financeiro estadunidense e mundial).

O documentário, aliás, também ajuda a enxergar como o poder político determina os mecanismos que garantem a acumulação de riqueza nas mãos de uma ínfima minoria. As entrevistas, algumas delas feitas com personagens que estiveram no centro da crise, chegam a ser hilárias. Ferguson derruba todos os argumentos que são apresentados pelos envolvidos a partir de uma competente pesquisa, com informações sobre a participação de cada – aberta ou dissimulada – na gestação do terremoto financeiro.

Tudo isso à custa do crescimento da pobreza no mundo, principalmente em países que abandonaram todos os tipos de investimentos produtivos, a partir da pressão para que o Estado se afastasse de determinados setores da economia. Em várias partes do mundo, esta retirada desmantelou, por exemplo, a produção agrícola, resultando hoje em crise da produção de alimentos e o encarecimento dos mesmos, afetando principalmente a população mais pobre. Seria cômico, se não fosse trágico.

A chegada da crise a todos os continentes (com menor impacto nas nações da periferia que se apoiaram em um mercado interno em expansão), evidenciou o estrago feito pelas políticas neoliberais. Mas isso não significa que os agentes responsáveis pela quebradeira, pela ação gananciosa que ampliou a pobreza inclusive em países como os Estados Unidos, tenham sido punidos. Ao contrário: o documentário mostra que muitos deles ocupam hoje cargos importantes na estrutura administrativa daquele país. Foram indicados por Barack Obama, ilusoriamente visto como a saída para o caos econômico que atingiu os EUA.

O que deduzimos de Inside Job é que a maioria dos seres humanos não vivem no sistema descrito pelo filme. Vivem sob ele. Quero dizer que a enorme maioria das pessoas vive no submundo do que se pode caracterizar como capitalismo. Algo já dito, de outra maneira, pelo historiador francês Fernand Braudel, para quem o capitalismo deveria ser dividido em uma economia superior, onde se faz o capital, e uma economia inferior, onde praticamente as pessoas trabalham e produzem para sobreviverem. Aí se encontram-se as grandes maiorias. O impressionante é a quantidade daqueles que, vivendo nesse submundo, são submetidos a uma verdadeira lavagem cerebral. Acreditam poder atingir a riqueza daqueles que controlam os meios pelos quais ela é conquistada. Talvez esta ganância obsessiva explique por que há tanta corrupção no mundo. [...]

segunda-feira, 19 de março de 2012

Sites recomendados

Dois sites que recomendo a visita, ambos de irmãos e amigos na fé:

Fábio Bravo


Ministério de Fabio e Dani Bravo, de despertamento e de aperfeiçoamento da igreja de Cristo, por meio da música e da ministração da Palavra.



Movimento Urban


Ministério de Júnior Oliveira, com foco em mobilizações e escolas de formação e capacitação de novos líderes; desenvolvimento de uma rede de plantação de igrejas e cooperação com a proclamação do Evangelho na cidade.