sábado, 22 de agosto de 2015

O que é o Evangelho do Reino? - Parte 2

Luciano Motta

Até que ponto a Igreja de hoje tem anunciado a esperança do Reino vindouro que já teve início em Cristo? Que tipo de “evangelho” vem sendo pregado nas reuniões, na mídia, nas conversas, no testemunho diário? Será que a proclamação do evangelho aos perdidos continua centrada em Cristo e em Seu Reino? Ou “alguns ajustes” estão sendo permitidos na mensagem para se atender às demandas contemporâneas, mesmo negligenciando o que de fato corresponde ao Evangelho do Reino?

Antes de considerarmos essas questões, vale destacar que a Bíblia menciona muito mais a palavra “Reino” (basileia) do que a palavra “Igreja” (ekklesia). Um exemplo: tendo como referência o livro de Mateus, a expressão “Reino dos céus” aparece 64 vezes e somente duas vezes a palavra “Igreja”. A ênfase de Deus parece ser bastante diferente do que se ouve ultimamente nos cultos e nos programas gospel de TV e rádio.

Tem sido muito comum um tipo de evangelho centrado nas riquezas materiais, no conforto. São pregações que enfatizam diariamente o que cada crente deve receber de Deus: bênçãos, bens, posses, empregos melhores, salários maiores. São músicas que transmitem uma mensagem voltada para o homem e suas carências emocionais, totalmente conformada a concupiscências (anseios, desejos intensos) que a Bíblia condena veementemente:

Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente (1 João 2.15-17).

Repare que esse texto expõe o que move o mundo: a concupiscência da carne (comer, beber, vestir), a concupiscência dos olhos (desejar ver e ser visto) e a soberba da vida (bens, dinheiro). Em si mesmos, não são anseios maus. O problema é que esses desejos não procedem do Pai, mas do mundo. São passageiros. Serão abalados quando o Reino de Deus se estabelecer em definitivo na terra. Só aquele que faz a vontade de Deus permanecerá, aquele que hoje vive em função dos valores do Reino eterno.

John Piper, em uma série de palavras intitulada Aos Pregadores da Prosperidade, lança uma questão: Por que alguém “iria querer anunciar um evangelho que encoraja o desejo de ser rico, confirmando deste modo as pessoas em seu desajuste ao Reino de Deus?” Afinal, Jesus foi categórico: “Como é difícil para quem tem riquezas entrar no Reino de Deus! [...] É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus” (Marcos 10.23,25). Essa palavra se alinha à exortação do apóstolo Paulo: “Mas os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos loucos e nocivos, que afundam os homens na ruína e na desgraça. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e por causa dessa cobiça alguns se desviaram da fé e se torturaram com muitas dores” (1 Timóteo 6.9-10). Por que alguém pregaria algo que pode levar pessoas à ruína, à perdição, ao desvio da fé, a uma vida de tormentos?

É verdade que as bênçãos de Deus seguirão aqueles que ouvirem a Sua voz (Deuteronômio 28.2). Sim, é verdade que se semearmos muito, colheremos muito (2 Coríntios 9.6), e que nos foi prometida uma medida recalcada, sacudida e transbordante como fruto do nosso dar (Lucas 6.38). Tudo isso é bíblico, mas apenas parte da boa notícia, não sua principal ênfase! O evangelho de facilidades e conquistas materiais, que conduz multidões a amarem o dinheiro, não as levará a perseverarem até o fim em dias de tão intensas dores. Isso não é o Evangelho do Reino! Jesus disse: "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas" (Mateus 6.24).

Outro tipo de mensagem se posiciona em extremos. É muito ruim estar com pessoas cheias de legalismo e religiosidade, que nunca conheceram Deus como aquele pai que preparou um grande banquete para receber seu filho pródigo, perdido, ingrato, em retorno para casa, arrependido (Lucas 15.11-24). Imagine congregações inteiras tomadas desse espírito legalista, igrejas desprovidas de graça e compaixão, orgulhosas de sua tão extraordinária espiritualidade!

Tanta gente foi ferida nos últimos anos com o peso desproporcional da correção e, por consequência, da condenação e da rejeição de irmãos e líderes por causa de tropeços na caminhada, que hoje repelem tudo o que for associado à Igreja. Alguns ainda guardam no coração um sincero temor a Deus, ainda reconhecem que Jesus é o caminho, a verdade e a vida, mas não conseguem mais se aproximar dos crentes, tampouco do dia a dia eclesiástico.

Na outra ponta, e talvez devido a esse tipo farisaico de "evangelho", dissemina-se em toda parte uma mensagem que engrandece a graça e o amor de Deus e minimiza Sua Retidão. Muitos se lançam em uma vida de total "liberdade” a ponto de subverterem valores legítimos do Reino, como a santificação. Paulo disse aos filipenses: "...desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade. Fazei tudo sem murmurações nem contendas, para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo" (Filipenses 2.12-15).

Como a igreja pode ser irrepreensível em um mundo de injustiças e corrupção, se pessoas que se dizem cristãs ainda "dão um jeitinho" em seus negócios e não abandonam suas práticas, afinal, Deus irá perdoá-las? Como ser luz em um mundo subjugado pelo império das trevas, se há concessões para uma vida sexualmente ativa fora do casamento ou permissividade para o divórcio, porque Deus é amor e Ele quer a nossa felicidade?

Quem anuncia um “evangelho” dissociado de morrer para si mesmo, de tomar a cruz e seguir a Jesus, não entendeu a graça de Deus. Paulo reforça isso: “Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?” (Romanos 6.1-2). Aos gálatas, o apóstolo foi igualmente enfático: “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor. Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. [...] andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer” (Gálatas 5.13-14,16-17).

Outros extremos são notados: enquanto algumas igrejas se agarram com unhas e dentes às suas tradições e costumes, outras abraçam modismos e novidades para se manterem conectadas e atualizadas com o mundo ou simplesmente para não perderem seus membros para outros arraiais mais "contextualizados". Como resultado, encontramos congregações paradas no tempo e no espaço, irrelevantes culturalmente, ou igrejas que pouco se diferenciam de casas de show, conhecidas mais por suas luzes e entretenimento do que por sua capacidade de salgar o mundo (Mateus 5.13). Esses extremos não correspondem ao Evangelho do Reino!

Há ainda os que defendem a restauração de todas as coisas na terra antes da segunda vinda de Cristo. Os mais radicais nesse pensamento são, como afirma John Stott, os cristãos do "já" ou "os otimistas radiantes", aqueles que "parecem acreditar que a perfeição já pode ser alcançada aqui, agora". São como os crentes de Corinto a quem Paulo escreveu: “Já estais satisfeitos! Já estais ricos! Sem nós, já chegastes a reinar!” (1 Coríntios 4.8). Por causa da obra na cruz,
acham que não aspirar à perfeição agora é uma humilhação para Jesus. Seu otimismo, porém, pode facilmente virar arrogância e acabar em desilusão. Além de ignorar o "ainda não" do Novo Testamento, eles esquecem que a perfeição aguarda a parusia (STOTT, John. Disponível em http://www.comoviveremos.com/reino-de-deus-o-ja-e-o-ainda-nao-stott).
Não questionamos como verdade absoluta a suficiência do sacrifício de Cristo na cruz para perdão dos nossos pecados e cura das nossas enfermidades (Isaías 53). Não ignoramos a ação real e evidente do Espírito Santo hoje, por meio dos dons e da intervenção miraculosa em circunstâncias adversas (1 Coríntios 12-14). Na verdade, é assim que deve ser - a Igreja resplandecendo boas obras e glorificando o Pai (Mateus 5.16). Mas seria possível a vitória completa dos cristãos sem Cristo estar vivendo conosco pessoalmente? Em outras palavras: seria possível o pleno estabelecimento do Reino sem o Rei?

Antes da segunda vinda, haverá “bolsões” do Reino de Deus em toda a terra: famílias e igrejas, comunidades e cidades inteiras experimentando o “já” – uma antecipação da obra perfeita que Cristo irá executar assim que rasgar os céus e vir em glória, afinal, Ele virá para uma Igreja gloriosa como Ele é. Mas até que Cristo venha, a realidade celestial “ainda não” será vista em toda a terra. O amor de muitos, ou de quase todos, esfriará; outros abandonarão a fé (Mateus 24.10-12). Isso significa que famílias e igrejas sucumbirão às dores dos últimos dias. Junto das promessas aos que vencerem, ou seja, aos que perseverarem até o fim, as sete igrejas em Apocalipse 2 e 3 receberam também advertências severas, dentre as quais o abandono do primeiro amor (Ap 2.4) e a tolerância a outros espíritos (Ap 2.20). Problemas que apenas confirmam a instabilidade dos últimos dias, não uma redenção total da terra como a mentalidade triunfalista costuma enfatizar em sua mensagem.

Por tudo isso, parece inegável que grande parte do Cristianismo atual esteja falhando gravemente ao anunciar outros tipos de "evangelho", lançando fundamentos estranhos às Escrituras e apoiando-se em extremos tão nocivos aos perdidos e aos próprios cristãos. É urgente que se levantem aqueles que proclamarão os valores eternos e inabaláveis do Evangelho de Cristo. É imprescindível ao mundo de hoje uma igreja que priorize as boas novas do Reino que já é e que ainda está por vir em plenitude. Sim, são boas notícias! O Rei vem! Ele está às portas para destituir o império das trevas e trazer tempos de refrigério e restauração.

(Sobre isso, falaremos na próxima parte.)

sábado, 15 de agosto de 2015

Conferência Vozes e Trovões - sexta à noite, 14/08/15


Síntese da palavra de sexta à noite, dia 14/08/15

MIKE SHEA

Temas importantes para a igreja são introduzidos através da adoração. Hoje, há no mínimo 5 versões do Pai Nosso sendo cantadas nos cultos.

Para a maioria dos evangélicos, a oração que Jesus ensinou - o "Pai Nosso" - é uma oração católica, litúrgica. Nesses dias em que temos tantas canções sobre essa oração, é como se Deus dissesse: "Quero restaurar essa oração na igreja evangélica".

Mateus é o Evangelho do Reino. Estudando esse livro, o Senhor me mostrou: "Venha o Teu Reino". Ele me fez então três perguntas:

1- Jesus teria ensinado a orar se não fosse necessário?

O sacerdócio de Israel foi fundamental para estarmos aqui hoje. Israel foi espalhado nas nações da terra - a igreja dá testemunho de Jesus e Israel dá testemunho da obra de Deus na terra.

O cumprimento do nosso sacerdócio é fundamental para o estabelecimento do Reino.

Hebreus 4.14-16 - "Portanto, tendo um grande sumo sacerdote, Jesus, o Filho de Deus, que entrou no céu, mantenhamos com firmeza nossa declaração pública de fé. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas alguém que, à nossa semelhança, foi tentado em todas as coisas, porém sem pecado. Portanto, aproximemo-nos com confiança do trono da graça, para que recebamos misericórdia e encontremos graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno."

Jesus entrou. Vamos com Ele = sacerdócio é acesso ao céu

2- Jesus teria ensinado a fazer uma oração vã, que o Pai não irá responder?

Repetimos uma canção várias vezes e não achamos enfadonho. Por que seria enfadonho repetir a oração?

3- Você pode fazer uma oração melhor do que a oração do Messias?

A oração do Pai Nosso é um caminho, fornece diretrizes para nosso sacerdócio.

Mateus 6.5-13 - "E, quando orardes, não sejais como os hipócritas; pois gostam de orar em pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam sua recompensa. Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê o que é secreto, te recompensará. E, quando orardes, não useis de repetições inúteis, a exemplo dos gentios; pois eles pensam que serão ouvidos pelo muito falar. Não vos assemelheis a eles; pois vosso Pai conhece de que necessitais, antes de o pedirdes a ele.

Portanto, orai deste modo:

Pai nosso que estás no céu, santificado seja o teu nome;
venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;
o pão nosso de cada dia nos dá hoje;
e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como também temos perdoado aos nossos devedores;
e não nos deixes entrar em tentação; mas livra-nos do mal.
Pois teus são o reino, o poder e a glória, para sempre. Amém."

Jesus disse "quando orardes" e não "se orardes". A oração está bem no meio do "sermão do monte" (ver Mateus capítulos 5 a 7). A base do que Jesus pregava de cidade em cidade era o Evangelho do Reino, isto é, o sermão do monte. Era a proposta do Reino.

Havia naquele tempo uma grande opressão. Aqui no Rio de Janeiro existe um governo paralelo, assim como Jesus via o Império das trevas em seu tempo. A corrupção era grande. Um exemplo: Por que Mateus, chamado Levi (por ser levita, segundo teólogos), estava cobrando impostos e não exercendo o seu sacerdócio enquanto levita? Outro exemplo: sacrifícios humanos eram feitos nos dias de Jesus. Isaías e Amós chamaram Israel de Sodoma e Gomorra. Demônios se manifestaram em Israel - sinal de pecado.

"Estão vendo as evidências do Império das trevas? Querem continuar com isso? Não? Então, ARREPENDEI-VOS!" - nossa pregação precisa se alinhar com a de Jesus.

Com o pecado, o Espírito Santo se retirou do homem. Apenas se apossava de alguns poucos, de tempos em tempos, para um fim específico. Depois da ressurreição de Cristo, o Espírito Santo passou a habitar em nós. O Espírito Santo em nós é o Reino de Deus em nós. Não é pouca coisa!

"O Reino que anuncio é de justiça, paz e alegria no Espírito Santo (conforme Romanos 14.17). Querem isso (uma mudança de governo, deixar o Império das trevas e mudar para o Reino de Deus)? ENTÃO ORAREIS ASSIM.

Brasil = A corrupção lá de cima é reflexo da corrupção aqui embaixo. Sem arrependimento, não haverá mudança. As chaves do Reino estão nas mãos da Igreja. Zacarias 12.10 - devemos nos humilhar, clamar como sacerdotes, com graça e súplica, então Ele vai mudar tudo.

Outro contexto em que a oração do Pai Nosso é mencionada na Bíblia:

Sabemos que João Batista tinha discípulos. Lucas 9 relata o momento em que Jesus chamou os doze e os enviou para pregarem o reino de Deus e a realizarem curas. Também relata o fato de que Herodes havia mandado decapitar João Batista. Entendo que os discípulos de João Batista passaram a andar com Jesus, desempenhando uma missão semelhante a do profeta que preparara o caminho do Messias, porque em Lucas 10 lemos que Jesus designou "outros setenta e dois" para irem à frente Dele, às cidades e povoados, para prepararem Seu caminho.

Lucas 11.1 - "Jesus estava orando em certo lugar e, quando terminou, um de seus discípulos lhe disse: Senhor, ensina-nos a orar, como João ensinou aos discípulos dele." - veja que se João Batista não tivesse ensinado seus discípulos a orarem, como as multidões iriam até o deserto para ouvirem sua mensagem e serem batizadas por ele? - durante o ministério de João Batista não há relatos de sinais maravilhosos, curas ou expulsão de demônios. Podemos deduzir que os discípulos de João, agora andando com Jesus e Seus doze, e viram os sinais que eram feitos.

Mas os discípulos de Jesus não conseguiram expulsar o demônio de um menino (ver Lucas 9.37-43). Certamente esse assunto foi conversado entre os discípulos de Jesus e os que eram de João Batista. Então, quando eles viram Jesus "orando em certo lugar" (Lucas 11.1), quiseram perguntar a Ele como era aquela oração e talvez tenham enviado o mais novo dentre eles para perguntar: "Senhor, ensina-nos a orar, como João ensinou aos discípulos dele."

O que Jesus respondeu? A mesma oração de Mateus 6 aparece aqui em Lucas 11.2-4. A oração que Jesus ensinara no sermão do monte - que fazia parte do Evangelho do Reino que anunciavam de cidade em cidade - era a mesma oração para expulsar demônios, para curar... Quando se fala em restauração de todas as coisas, uma das coisas que serão restauradas é a oração do Pai Nosso.

Intercessão não é para um grupo de elite. É para todo o Corpo de Cristo. Ele nos constituiu sacerdotes.

Ezequiel 36.16-32 - Deus santifica o Seu nome, com proezas, sinais, amarrando demônios e desiludindo os seguidores de enganos. 

A Didaquê era um documento que continha ensino (instrução, doutrina) do Senhor aos gentios, redigido pelos apóstolos. No capítulo VIII, haviam três instruções sobre jejum e oração:
1- Seus jejuns não devem coincidir com os dos hipócritas.
2- Não orem como os hipócritas, mas como o Senhor ordenou em seu Evangelho (em seguida vem a citação na íntegra da oração do Pai Nosso de Mateus 6)
3- Orem assim 3 vezes ao dia

Os muçulmanos oram 5 vezes ao dia. Param tudo e oram. Taxistas param o carro, avisam seus passageiros que vão ficar ali fora por 15 minutos. Estendem um tapete no chão e oram. Sonho com o dia em que as cidades irão parar várias vezes ao dia porque os cristãos estão orando a oração que Jesus ensinou.

Conferência Vozes e Trovões - sexta de manhã, 14/08/15


Síntese das palavras de sexta de manhã, dia 14/08/15, para pastores e líderes

MARTIN SCOTT

O que significa seguir a Jesus no nosso contexto?

Confusão = ser bem sucedido (como as pessoas nos avaliam) é muito diferente de ser efetivo (como estamos influenciando a sociedade)

1 Coríntios 15.45 - Primeiro Adão: ser vivente / Último Adão: espírito vivificante, que dá vida

O evangelho do Novo Testamento desafiou o status quo da sociedade. O termo reino era usado por Roma naquele tempo. Foi apresentado o evangelho de outro reino.

"Jesus é Senhor" = mais do que uma sentença de adoração, era uma palavra que desafiava poderes e autoridades daquela época. Cada césar se auto-declarava senhor.

Um dos principais impactos do evangelho foi de ordem econômica. Que Deus nos torne eficazes para abalarmos a sociedade pelo poder do evangelho.

Nosso contexto é muito próximo do contexto do Novo Testamento. A aplicação do evangelho deve considerar isso - mas como aplicá-lo hoje?

Paulo foi apóstolo para os gentios. Ele não mudou o evangelho por causa disso. Na verdade, fez coisas diferentes por causa do seu contexto.

Cada geração precisa ter um ministério apostólico.

Como líderes, precisamos de humildade e flexibilidade para lidarmos com novos contextos.

Jesus perguntou: quem as pessoas dizem que sou? Esse é um bom começo. Mas preciso ter minhas próprias convicções sobre Jesus = revelação.

Revelação vem do céu e do futuro, é novo. Nossa expectativa quanto ao proceder da revelação recebida vem do passado = eis o conflito que temos de lidar.

Atos 2.39 - "Porque a promessa é para vós, para vossos filhos e para todos os que estão longe, a quantos o Senhor nosso Deus chamar." - Pedro profetizou isso, teve revelação (futuro). Mas diante de Cornélio, em Atos 10, foi confrontado por suas próprias expectativas (baseadas no passado).

Três homens foram enviados por Cornélio até Pedro (At 10.7). A visão do lençol se repetiu por três vezes (At 10.16). O número 3 é como uma marca de Deus na vida de Pedro (três vezes negou a Jesus, três vezes Jesus perguntou a Pedro se o amava).

Falando um pouco mais sobre mudanças econômicas = Paulo em Éfeso. Veja que até pessoas sem Jesus perceberam que Paulo carregava algo que influenciava a sociedade.

Eleger cristãos para mudar a sociedade é uma expectativa errada. Precisamos alinhar nossas expectativas ao que Deus está fazendo. Temos no Brasil uma grande oportunidade de afetarmos a sociedade. O meio de fazer isso é que pode nos atrapalhar, por causa de nossas expectativas.

Vemos Jesus como Cordeiro ou como Leão?

Oração: "Gera em nós novas expectativas! Torna-nos eficazes, com corações humildes."

HAROLD WALKER

"Aprendemos com os erros. Mas precisamos cometer 'novos' erros para aprendermos novas coisas"

Prioridades para a igreja hoje:

1- Nos dias de Esdras e Neemias, antes dos alicerces e dos muros, houve a restauração do ALTAR = ORAÇÃO ANTES DE TUDO

2- Os muros = existem hoje onde não são necessários (entre nós) e nenhum onde realmente são necessários (ao redor de nós).

Divisões, raiva, ódio impedem a saúde do Corpo.

Devemos parar de buscar no céu o que já está na terra (nos irmãos).

Nascemos da mesma família = nossa unidade é baseada em origem

Muros externos devem ser levantados = não podemos permitir que os males do mundo entrem na igreja

3- Juntas e ligamentos = "cada osso com seu osso". Deus vai levantar uma igreja com pessoas realmente aliançadas

4- Geração do filho varão = está surgindo e será diferente, conforme Malaquias 4. Não haverá desligamento da geração anterior. A geração do filho varão não cometerá os mesmos erros que nós cometemos.

Não permanecerá o tipo de ministério singular, ditatorial. Haverá um corpo sendo liderado pelo Cabeça por meio da comunhão do Espírito Santo.

MIKE SHEA

Uma palavra: OBEDIÊNCIA

Temos que aprender a obedecer como Jesus (Hebreus 5.8). Do contrário, teremos o fim de Saul, de Ananias e Safira, dos filhos de Eli.

Outra palavra: uma nação sacerdotal (Êxodo 19.5-6 e 1 Pedro 2.4-5) - nosso ofício: adoração e intercessão.

Se não formar sacerdotes, de que vale seu ministério?

Conferência Vozes e Trovões - quinta, 13/08/15


Síntese das palavras de quinta, dia 13/08/15

FABIO COELHO

Por que estamos aqui? Por que fazemos o que fazemos?

Apocalipse 1.12 - visão de João do Messias. A partir dessa visão, vem uma série de profecias às sete igrejas. Cada uma delas começa com uma das revelações de Cristo e termina com uma revelação do Reino.

Sete igrejas = Sete aspectos diferentes da revelação de Cristo e do Reino. Cada igreja ouve um aspecto. Com a reunião das sete igrejas haverá uma revelação completa. Hoje só temos parte. Precisamos conferir uns com os outros.

1 Coríntios 2.16 - Temos a mente de Cristo (temos = plural, coletivo)

Provérbios 29.18 - O povo de corrompe (se desintegra) sem visão profética

Hebreus 11.24-27 - Moisés viu Cristo na sarça que ardia

Mas nossa visão não pode se basear em nossa experiência (presa ao passado)

Números 20.7-12 - Deus disse: "Fala a rocha", mas Moisés bateu. Fez isso baseado em sua experiência anterior, quando Deus disse para ferir a rocha. Não entrou na terra prometida porque lá seria preciso gritar para as muralhas caírem, não bater nas muralhas.

2 Reis 6.1-7 - A construção de uma nova casa para um novo tempo. Só que o machado caiu na água e afundou. Era um machado emprestado. Aquele profeta não sabia manusear o instrumento.

O Brasil sofre disso: falta de identidade. As crianças por aqui não crescem com uma visão empreendedora. Importamos o machado dos outros. Só que está afundando, não é nosso, não é baseado na visão que temos. Nossa visão não pode se basear em ferramentas emprestadas.

Atos 2.17-18 - O Espírito Santo será derramado sobre toda carne. Pedro disse isso. Mas em Atos 10, ele precisa de uma visão celestial para poder compreender que Deus estava fazendo algo entre os gentios. A expectativa de Pedro era outra em relação à sua própria profecia. Nossa visão não pode se basear nas nossas expectativas. É preciso sabedoria para entender os processos.

MIKE SHEA

"Se você pudesse ver como eu te vejo..."

"O Brasil tem a cara do céu: de todas as tribos, raças e nações..."

Israel também quis ser como as outras nações. E não deu certo!

Estamos em um tempo em que Deus está nos preparando para algo singular. Quem está se humilhando agora? Quem vai chorar até que...?

"O que somos hoje não é suficiente. Então, Senhor, faça o que não podemos fazer!"

ANGELO BAZZO

Ouvimos muitas palavras proféticas sobre o Brasil. Mas isso não é uma garantia. Precisamos corresponder para que a palavra se cumpra.

O que posso fazer na prática para que a palavra se cumpra? = posição!

Sabedoria é o sabor da prática do que recebemos de revelação