segunda-feira, 29 de julho de 2013

Babel, linguagem e unidade

Luciano Motta

Em Gênesis 11.1-9 encontramos a história bastante conhecida da torre de Babel. As Bíblias em geral dão este subtítulo à passagem. Mas o que vemos no texto é algo muito maior do que a simples construção de uma torre.

A Bíblia fala de um povo em peregrinação que acha uma planície desabitada (v.2). Voltam-se então uns para os outros e planejam algo grande. É de se destacar a criatividade daquele povo: ao invés de construírem com os materiais de costume, pedras e cal (um tipo de massa), fazem tijolos e utilizam betume/piche (v.3). Eles idealizaram uma obra sólida, a partir de um modo aperfeiçoado de construir. Aquele povo parecia estar à frente do seu tempo.

Depois, disseram: vamos edificar para nós uma cidade e uma torre que toque os céus, e façamos para nós um nome para que não sejamos espalhados (v.4). Aquele povo começa a construir o que seria para a época uma cidade incomparável, edificada de maneira revolucionária, com um grandioso e inigualável marco: uma torre tão alta, que permitiria ao homem alcançar o céu, um lugar sequer imaginado. Certamente a fama daquelas pessoas correria por todo o mundo. Todos viriam para ver tão impressionante obra e provavelmente seriam inspirados a fazerem o mesmo em outras localidades.

Além da criatividade e da capacidade empreendedora, aquele povo era unido e falava a mesma língua. O Senhor os observou e disse: isso é só o começo, depois não haverá restrições para tudo o que intentarem fazer (v.6). Eram pessoas focadas em um só objetivo. Eram pessoas com uma comunicação fluente. Não perdiam tempo com outras ocupações, nem com debates infrutíferos e estranhos ao que estavam propostos a fazer.

Mas havia um problema grave aos olhos de Deus: aquele projeto, embora muito bem idealizado e executado, era do homem, para a glória do homem. A motivação máxima daquelas pessoas era a exaltação própria, era provar que poderiam realizar grandes coisas sem Deus. Aquela cidade, aquela torre, aquele desejo por estabelecer um nome, foram uma afronta para o Senhor. E Ele os confundiu em sua língua e os espalhou. A construção parou. E a fama que ficou foi: a cidade da confusão. Babel em hebraico soa parecido com a palavra que quer dizer “atrapalhar”.

E se fosse diferente? O que aconteceria se o projeto não fosse do homem, para a glória do homem, mas de Deus, para a glória de Deus?

De fato, estarmos realizando (ou deveríamos estar realizando) uma grande obra para Deus:

1- Em lugar de uma cidade, edificando o Reino de Deus;
2- Em vez de uma torre, marcando nossa geração com grandes sinais e maravilhas, com a vida e o testemunho desse Reino;
3- Não o nosso nome, mas levantando o Nome do Rei, aumentando a Sua Fama e proclamando a Sua Glória - o Nome que é sobre todo nome: JESUS.

O projeto é Dele, com as estratégias e as ferramentas criadas e inspiradas por Ele, para a glória do Seu Nome. Em contrapartida, satanás copia e repete as mesmas estratégias que Deus usou para espalhar e confundir o povo de Babel. Ele ataca com força a linguagem e a unidade justamente para espalhar e confundir o povo de Deus.

Desde a Antiguidade, passando pela Idade Média e pelos tempos modernos, e até hoje, uma das principais armas de dominação e conquista é a língua. O Império Romano alcançou dimensões tão impressionantes porque cada povoado e cidade invadidos sofriam a imposição do latim. Os dialetos locais desapareceram ou foram agregados pela língua oficial romana (o que gerou posteriormente o francês, o espanhol, o português, etc.). Com os gregos, contudo, ocorreu o oposto: por serem de uma sociedade mais antiga e mais desenvolvida, sua língua foi preservada e assim influenciaram os romanos. Por isso o mundo ocidental tem como base a cultura greco-romana. Na colonização do Brasil, o tupi-guarani foi praticamente extinto pelos portugueses. Só temos índios porque criamos reservas para eles viverem. E apesar de tão extenso território, é a língua portuguesa que faz do Brasil uma nação unificada.

Muda-se a língua, muda-se a cultura, a maneira de pensar e se viver em sociedade. Há um poder tremendo na linguagem para agregar e aproximar as pessoas, para unir pensamentos e ideias.

A primeira coisa que destrói projetos é a linguagem atrapalhada. 

O apóstolo Paulo em Filipenses 2.2 diz que devemos ter o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, o mesmo ânimo, e reforça novamente: “pensando a mesma coisa”. Mais à frente, no verso 14, diz: “Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas”. Pensar a mesma coisa é resultado de muitas conversas, de muito diálogo, de muito sonhar junto, de muito comer à mesa junto, de muito planejar junto.

Já dizia Salomão: “Não havendo sábia direção o povo cai, mas na multidão de conselheiros há segurança” (Provérbios 11.14), e também: “Onde não há conselho frustram-se os projetos, mas com a multidão de conselheiros eles se estabelecem” (Provérbios 15.22). Aquele povo, antes de ser Babel, dialogou entre si, chegou a um consenso quanto ao modo de construir. Eles fizeram as bases juntos antes de colocarem o primeiro tijolo. Um líder deve direcionar, mas não fará nada sem que todos na equipe estejam falando e pensando a mesma coisa. Deus nos mostra o caminho, mas sem nos comunicarmos corretamente com Ele, sem comunhão, oração e intimidade com Ele, jamais conseguiremos nos alinhar à Sua vontade. Erra-se o alvo.

A murmuração enfraquece a unidade, gera desânimo. A falta de sabedoria na hora de expor ideias produz dores desnecessárias. A falta de submissão gera desconfiança, partidarismo, sufoca o diálogo. Todas estas coisas são como chagas que matam qualquer projeto. Palavras indevidas contra alguém, como brincadeiras impróprias e a exposição de fraquezas, retardam ou mesmo paralisam a obra, porque ferem, desgastam, inibem o potencial criativo e o vigor empreendedor.

Quando Davi pergunta a um dos servos de Saul a respeito de um possível herdeiro do antigo rei de Israel, ouve o seguinte: “Ainda há um filho de Jônatas, aleijado de ambos os pés” (2 Samuel 9.3). Aquele servo não citou o nome daquele a quem servia, Mefibosete, porém apontou o seu defeito físico. Há pessoas que vivem falando sobre o defeito dos outros. Servem e falam mal, trabalham e falam mal. Vão minando as forças dos líderes e da equipe com constantes maledicências e fofocas. Vão usando estas ferramentas do diabo para destruir projetos e vidas.

Em segundo lugar, a unidade atrapalhada acaba com qualquer possibilidade de êxito.

Efésios 4.4-6 diz: “Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos”.

As Escrituras revelam como Deus considera a questão da unidade:
Adão e Eva – “O homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne” (Gênesis 2.24) – Sobre a aliança do casamento, Jesus reafirmou essa passagem e enfatizou: “Não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu o homem não separe” (Mateus 19.6).
Gideão – “Os midianitas, os amalequitas e todos os outros povos do leste cobriam o vale, como uma multidão de gafanhotos; e os seus camelos eram inumeráveis, como a areia na praia do mar” (Juízes 7.12). Mas Deus os via como um só homem, e assim Ele prometeu a Gideão: “Tu derrotarás os midianitas como se eles fossem um só homem” (Juízes 6.16).
O povo contra a tribo de Benjamim – “...se reuniram como um só homem diante do Senhor em Mispá” (Juízes 20.1). Todos os homens de Israel se “ajuntaram contra a cidade (Gibeá), unidos como um só homem” (Juízes 20.11).
Jesus falou sobre concordar e ser um – “Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu. Digo-vos ainda isto: se dois de vós se unirem sobre a terra para pedir, seja o que for, consegui-lo-ão de meu Pai que está nos céus. Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mateus 18.18-20).
Jesus orou pela unidade – “Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que sejam um, como nós somos um: eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade e o mundo reconheça que me enviaste e os amaste, como amaste a mim” (João 17.20-23).
A Igreja Primitiva foi resposta da oração de Jesus – Antes da descida do Espírito Santo: “E, unidos, todos se dedicavam à oração” (Atos 1.14). E depois: “Todos os que criam estavam unidos, e tinham tudo em comum” (Atos 2.44). Vale ressaltar que os apóstolos receberam o Espírito Santo e começaram a falar em línguas diferentes, porém a linguagem do Espírito era a mesma. Não há confusão quando se está em unidade, mesmo falando coisas diferentes. 
Na carta de Paulo aos Filipenses – Paulo envia Timóteo para estar com eles, o único que tinha “o mesmo sentimento” (2.20). Timóteo era um com Paulo e com Cristo; ele fazia “todas as coisas sem murmurações nem contendas” (2.14). Naquele contexto, e também em nosso dias, “todos buscam o que é seu, e não o que é de Cristo Jesus” (2.21).
O que mantém uma casa de pé são os fundamentos. O que preserva a unidade no Reino são os valores fundamentais do Evangelho: amar a Deus, amar ao próximo, considerar os outros superiores a nós mesmos, servir as pessoas, praticar a religião segundo a Palavra, que é “visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições, e guardar-se incontaminado do mundo” (Tiago 1.27). Todas estas coisas são aperfeiçoadas em nós no tanto que nos aproximamos do Pai e nos submetemos a Ele, em obediência e temor. E é impossível ser próximo de Deus e não começar a ser como Ele é. A maneira ousada de Pedro e João em anunciar o Evangelho fez com que os fariseus reconhecessem que “eles haviam estado com Jesus” (Atos 4.13). Os apóstolos tinham a mesma linguagem e o mesmo comportamento de Jesus.

O povo de Babel preferiu tijolos a pedras. Mas o Reino de Deus é construído por pedras vivas. E é bem difícil encaixar essas pedras e torná-las um bloco consistente e conjunto. Essas pedras tem vontades próprias, personalidades, temperamentos. São pedras colocadas umas sobre as outras. Às vezes dói se encaixar com determinado irmão, ou estar debaixo. Ao invés de cal ou piche, é o óleo do Espírito que nos encharca e suaviza os contatos, os atritos. O mundo conhece e crê em Jesus pela unidade da igreja (João 17).

Tenha zelo pela unidade, pela perfeita comunicação, cuide de sua língua – é uma arma poderosa para amaldiçoar e espalhar ou para unir e abençoar! (Tiago 3.10). A oração é a linguagem que nos une ao Pai. A comunhão é a linguagem que nos une uns com os outros.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Uma reflexão sobre as artes

Luciano Motta

{ Palavra que compartilhei na reunião do Dia de Oração e Jejum pelo Brasil em 14 de julho de 2013 }

Falar de arte é falar do próprio Deus – o Criador. O mundo é uma obra de arte incomparável. Nós somos a coroa de Sua criação.

Fomos criados à Sua imagem e semelhança – somos seres criativos. Ao longo da história, o homem vem criando e aprimorando suas invenções e obras.

Literatura, música, dança, pintura, teatro, cinema, fotografia, arquitetura – todas as expressões artísticas nasceram do coração de Deus e todas devem se converter a Ele.

O drama moderno nasceu como forma de evangelismo. Peças de teatro medieval ensinavam as Escrituras para um público que não sabia ler. A moral e os bons costumes eram assim transmitidos de uma geração a outra. A cultura popular (folclore) era perpetuada pela arte de contar histórias e pelas pinturas e vitrais das igrejas medievais. O mundo era rígido, de estruturas hierárquicas fixas: nobreza, clero e povo; um Deus, um papa, um imperador, uma verdade; uma língua oficial: o latim.

A partir do século XIII, com a expansão do comércio e das cidades, uma nova atitude crítica põe em xeque os dogmas religiosos e diminui a influência da igreja: o HUMANISMO. O homem é o centro: A única vida que existe e importa é a vida neste mundo. Deve-se então prestar atenção a ela, tentar compreendê-la e aprender a aproveitá-la.

Nos séculos XV e XVI, sob a influência desse pensamento antropocêntrico, uma renovação social, cultural, artística, literária, científica e econômica se processa na Europa e se alastra pelo mundo: o RENASCIMENTO. O homem deve progredir. Não cabe mais a vida estática medieval. Hedonismo renascentista: CARPE DIEM – a busca do prazer é um dever; a vida é breve.

Desde então, até os nossos dias, vem ocorrendo a desconstrução dos valores morais e éticos presentes nas Escrituras. Fala-se até em uma era “pós-cristã” – Se no Éden o homem deu as costas para Deus, hoje vive como se sequer existisse um Deus.

Para um público que não sabe ler o mundo – que não discerne os tempos – as artes HOJE têm doutrinado as pessoas segundo princípios e valores malignos. Tudo tem se voltado para uma coisa: ENTRETENIMENTO. Até mesmo os esportes são tratados como “espetáculos”. Muitas igrejas assimilaram esse conceito e se tornaram “casas de shows” que exaltam a performance de músicos, cantores e pregadores. A música e a literatura gospel também se dobraram a isso.

O que rege o entretenimento (e o mundo) é o dinheiro. Os livros mais vendidos são manuais de autoajuda e meditações espiritualizantes de escritores que não temem a Deus. A sensualidade da música e da dança aumenta a cada ano, conduzindo milhares de pessoas a uma vida de promiscuidade e morte. A pornografia começou a ser tratada como arte e, aos poucos, aparecem filmes de grande orçamento, com artistas de primeira linha em seus papéis.

Ao mesmo tempo, há um enorme VAZIO – críticos de arte e de cultura defendem que vivemos o século da reciclagem, em que tudo já foi feito. Muitos artistas estão em busca de algo verdadeiramente novo que possa “estourar” e fazer muito dinheiro.

É URGENTE que Deus levante artistas segundo o Seu coração – músicos, escritores, dançarinos e coreógrafos, pintores, escultores, atores e atrizes, diretores de filmes e de teatro, compositores e autores, roteiristas.

É URGENTE que cristãos que entrem nessa área de influência e permitam que a Luz de Cristo brilhe em tão densas trevas, com uma arte que ao mesmo tempo comunica a essa geração e impacta a sociedade com os valores do Reino. Artistas que defendam a integridade e zelem pela verdade das Escrituras com a sua arte.

Artistas não devotos ao dinheiro, às riquezas, ao status vazio das celebridades, mas devotos a Deus – eles sabem que quem os sustenta é Deus, por isso dedicam todos os esforços para que a arte seja inteiramente para a glória Dele.

Artistas preenchidos, saturados pelo Amor de Deus, não encantados pelas luzes e pela fama, mas fascinados por Ele.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Dia de Oração e Jejum - como foi

A reunião começou em torno das 18:30 e terminou quase às 22:30! Foram 4 horas ininterruptas de oração e adoração, além de pequenas reflexões a respeito das 7 áreas de influência, pelas quais intercedemos: política, economia, educação, artes, mídia, família e igreja. Oramos pela cidade de São Gonçalo, pelo Estado do Rio de Janeiro e pelo Brasil, reunindo irmãos, pastores e líderes de outras congregações. Isso é bastante difícil, ainda mais em um domingo à noite, mas Deus nos agraciou com esse ajuntamento solene do Corpo de Cristo.

É nosso dever continuar orando e clamando pela justiça de Deus. Que Seu Reino seja conhecido através dos atos de Sua Igreja nas cidades. Que se levante um povo sem barreiras denominacionais, unido, para que o mundo seja impactado com a mensagem e a vida do Evangelho de Cristo. Que venha o Teu Reino!

Algumas fotos:



sábado, 13 de julho de 2013

As 7 áreas de influência

Alcançando nossas esferas de influência

Por Loren Cunningham - Extraído de Jesus-Blog.

Às vezes Deus faz coisas dramáticas para nos chamar atenção. Em 1975, eu estava orando e considerando como os cristãos – não somente os da missão a qual eu faço parte, mas todos nós, poderiam mudar o mundo para Jesus. Uma lista veio a minha mente: categorias da sociedade nas quais eu cria que deveríamos nos concentrar para mudar para Deus.

No dia seguinte, encontrei o Dr. Bill Brihgt, fundador do campus Crusade for Christ. Ele me disse que Deus havia dado-lhe algo: diversas áreas onde podemos atuar para trazer as nações de volta a Deus! Elas eram as mesmas áreas, apesar das palavras serem um pouco diferente.

  • Família – lar
  • Religião – a igreja
  • Educação – escolas
  • Governo – politica
  • Mídia – comunicações
  • Artes – entretenimento e esportes
  • Economia – negócios, comércio,ciência e tecnologia

Estas sete esferas de influência nos ajudarão a formar nações para Cristo. São ferramentas para usarmos no cumprimento de Mateus 28: discipular as nações e estender o reino de Cristo por toda a terra.Sendo assim, como nós pegaremos de volta estas sete áreas que são tão influentes em qualquer sociedade?

Primeiro, devemos tomar território de satanás em oração. Com o poder do Espírito Santo, através das armas poderosas de guerra espiritual (descritas em Ef. 6:10-20,  2 Co 10:1-6 e Tiago 4:7-10), nos é dito para destruirmos as fortalezas do diabo. Devemos orar contra a influência do inimigo em qualquer área que estamos cientes. Oração é uma parte poderosa da guerra espiritual que usamos para recapturar este mundo para Jesus Cristo.

Nossas orações devem ser específicas. À medida que escutamos a voz do Espírito Santo em nossas mentes, ele nos dirá como devemos orar (veja Pv 3:5-6, Is 55:8, Is 59:16). Digamos que somos direcionados a orar pelo governo de uma determinada região. Devemos orar para que uma testemunha cristã venha até os indivíduos naquele governo levando-os ao Senhor Jesus.

Depois de termos orado por uma categoria específica, seja ela governo, sistema escolar, ou mídia, Deus poderá nos escolher para ser influência nesta mesma área pela qual estivemos orando. Ele pode chamar-nos para penetrar nessa área, colocando-nos numa posição de autoridade, assim como fez com Daniel ou José do Egito.

Seja qual for a área de influência que Deus nos der, família ou palácio presidencial, devemos vivenciar sua vontade em nossas vidas. Não devemos fazê-lo de forma a dominar outros, mas sendo servos da mesma forma como Jesus o foi. Jesus deseja administrar o mundo através de nós. À medida que seguimos o exemplo de Jesus em nossas esferas de influência, trazemos o seu reino a terra.

Consideramos as sete áreas de influência, agora em mais detalhes:

Família: Através das famílias, estamos discipulando a próxima geração, para o bem ou para o mal. Podemos ter lares cristãos seguindo padrões bíblicos.

Religião: Jesus ordenou aos seus discípulos que discipulassem as nações. Fazemos isso não estando dentro das igrejas, mas saindo pelo mundo. Igreja é onde nos alimentamos para que possamos levar o reino de Deus por toda a terra.

Educação:  A próxima geração é influenciada diariamente em nossas escolas e universidades. Cristãos devem se envolver escrevendo currículos, ensinando, administrando e participando em associações de pais e mestres e como membros de conselhos escolares.

Artes (celebração, entretenimento, esportes e cultura): Qualquer território que abandonamos, satanás preenche. Isto é o que aconteceu com o mundo do entretenimento. O drama moderno nasceu como forma de evangelismo, peças de teatro medieval sobre moralidade ensinando escritura para um público que não sabia ler. Nós devemos recapturar cada forma de entretenimento para Jesus, buscando-o para dar-nos formas criativas de mostrar ao mundo o autor do drama, espetáculo, beleza, cor, vida, emoção e alegria.

Mídia: Jornalistas são vistos como servidores de causa própria e manipuladores. Mas ainda assim, a mídia eletrônica e impressa são cruciais no modelar da sociedade. Precisamos de cristãos para trazer a verdade para esta esfera.

Governo: A Bíblia é clara: O povo de Deus deve se envolver em política. Pense nos lideres da nação escolhida por Deus, tais como Davi, Salomão e os que governaram em países pagãos, como Daniel e José. Jovens que exercitam princípios piedosos e eventualmente se tornaram primeiro ministros. Se Deus levantou líderes piedosos no Egito antigo e na Babilônia, ele o pode fazer hoje. Mas se cristãos desejarem servir em governo, eles terão de enfrentar uma cova de leões moderna. Deus usará isto para purificá-los e edificar seu caráter, para produzir seu estilo de líderes: líderes servos.

Economia: Jesus sabia que era difícil servir a Deus quando somos abençoados materialmente. Mas Deus quer que seu povo seja bem sucedido no mundo dos negócios e sejam missionários ali. O problema não é o dinheiro, mas se este é mais importante para nós do que Deus (veja Lucas 18: 18-25). Deus nos testará nisto, e poderá pedir para darmos tudo o que temos. De igual modo, precisamos de cristãos chamados à ciência e à tecnologia como seus campos missionários. Nunca antes uma sociedade pôde fazer tantos milagres tecnológicos e mesmo assim estar tão incertas de suas amarras morais.

Há dois reinos – luz e trevas – e eles estão em guerra. Precisamos vencer para o reino da luz e o fazemos à medida que nos movemos para dentro de cada uma dessas sete áreas de influência no espírito oposto ao que satanás está trabalhando. Onde ele espalha ódio, nós devemos mostrar amor, onde a ganância prevalece, devemos dar mais do que qualquer outro. Onde a intolerância esta ganhando, devemos mostrar lealdade e perdão.

Precisamos orar: venha a nós o teu reino, seja feita a tua vontade em qualquer que seja a área de influência para qual Deus nos chamou. À medida que discípularmos as nações através do ouvir o Mestre e obedecê-lo, ele nos usará para dar ao mundo sistemas econômicos piedosos, formas de governo baseadas na Bíblia, a educação ancorada na palavra de Deus, famílias que tenham Jesus como cabeça, entretenimento que mostra a Deus em sua variedade e animação, mídia baseada em comunicar a verdade em amor e igrejas que enviam missionários para todas as áreas da sociedade, aí então veremos a grande comissão sendo completada e milhões entrando no reino.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Dia de Oração e Jejum pelo Brasil



Venha estar conosco nesse dia. Será um marco na cidade de São Gonçalo, e também nesse Brasil tomado de manifestações e com muita sede de justiça. Sabemos que as coisas só ficarão bem quando Jesus vir sobre as nuvens e reinar na terra. Enquanto esse grande dia não chega, devemos nos unir e clamarmos ao Senhor para que a igreja se levante e proclame as boas novas de esperança. Que a igreja brilhe a luz de Cristo e seja um testemunho vivo e atuante para o mundo.

Deus está mobilizando pessoas de diferentes localidades e congregações para esse grande ajuntamento. Participe você também. Traga seus amigos e irmãos em Cristo.

Mais informações sobre The Call, acesse aqui.

Que venha o Teu Reino!