quarta-feira, 26 de junho de 2013

Tensões em um tempo de transição geracional

Palavra ministrada por Anderson Bomfim em nossa comunidade, no último dia 10/06/2013.

Josué 1 - A tensão de assumir a palavra de Deus liberada sobre nossas vidas

Moisés está morto. Entender esse novo tempo. A relação entre Moisés e Josué é semelhante com a de Paulo e Timóteo.

Não há garantias de que "dará certo" = A única garantia é a palavra que está sobre nós.

O que nos une é a palavra de Deus. Já sabemos o que temos. Josué entrou na terra e cumpriu a palavra que estava sobre ele, e foi bem sucedido.

Josué 2 - A tensão de errar

Temos medo de errar como nossos pais = Envio de espias à Jericó, como Israel fez em Canaã.

Mas não somos os mesmos, ainda que as situações sejam parecidas com as quais passaram os nossos pais.

Ocupar-se com a palavra e deixar para trás o antigo e seus medos.

Josué 3 - A tensão do novo

Abrir um caminho que não foi percorrido antes, em santificação e consagração.

Algo novo está se abrindo diante de nós por Deus.

Josué 4 - A tensão da autoridade

Doze pedras foram tiradas do Jordão = Como irão reconhecer nossa autoridade? Descendo ao Jordão.

Guardar o coração em humildade, prestar contas, cultivar ambiente seguro para permanecermos mansos e humildes de coração.

Josué 5 - A tensão da aliança e do trabalho

Circuncisão / Marcar os filhos = eles devem entender a aliança. O erro de Ezequias foi abrir o palácio para a Babilônia.

Depois dos filhos serem marcados, foi celebrada a Páscoa e cessou o maná. A terra já estava ocupada. Era preciso cultivar, semear e colher. A chuva é para quem trabalha.

Há um favor de Deus para empreendedores. José não trabalhou para o Egito, mas para o plano de Deus de levantar o tabernáculo no deserto 400 anos depois.

O Senhor não está do nosso lado! = Nós é que devemos nos unir a Ele. A palavra não é exclusividade nossa, pois há outros andando pela mesma palavra que está sobre nós.

Josué 6 - A tensão da espera por um sacerdócio em funcionamento

Podemos ter força e valentia, mas antes de qualquer movimento, precisamos parar tudo e ver se o sacerdócio está funcionando (oração individual e coletiva). Só depois disso, virá a ocupação.

O clamor do povo em torno de Jericó = Som que faz tremer e mobilizar.

Cada um deve ocupar o que está à sua frente = Justa cooperação entre todas as partes.

Josué 7 - A tensão da vida em comunidade

A derrota em Ai = O erro de um é o erro de todos. Precisamos zelar pelo pacto, pela aliança.

O meu erro prejudica o avanço da comunidade.

Temos de encarar e passar por essas tensões para ocuparmos a terra que Deus está nos entregando nesse tempo.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Manifestações no Brasil - uma reflexão

Não sou a favor da violência, definitivamente não, mas me pergunto: será mesmo possível uma revolução nesse país do modo politicamente correto que os governos e a mídia apregoam? Será que alguma coisa muda no Brasil sem perdas e danos?

Não me refiro aqui a vândalos e oportunistas que aproveitam os tumultos para cometerem crimes. Falo daqueles que se cansaram das injustiças e dos desmandos - será que estes, depois de anos e anos de desigualdades, conseguirão protestar de forma plenamente pacífica?

Eu me lembro do Senhor Jesus virando a mesa dos cambistas no templo - um lugar que deveria ser uma casa de oração havia se transformado em covil de ladrões (Mateus 21.12-13). Também me lembro do Senhor Jesus e Seus olhos como chama de fogo, rasgando os céus para estabelecer definitivamente o Seu Reino na Terra: "E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso" (Apocalipse 19.15). Nesses dois momentos, Jesus protesta contra o que está errado, tomado por um zelo assustadoramente divino. Talvez não sejam "imagens cristãs" as quais estamos acostumados, mas são legítimas, bíblicas.

Creio que uma revolução só é possível com ação e reação, amor e zelo por justiça. E isso começa dentro da gente, corrigindo nossos maus hábitos, revendo nossos "jeitinhos", quebrando os males que nos constituem enquanto brasileiros. Vamos às ruas, vamos gritar e até "virar algumas mesas" de injustiças sociais. Só não podemos ignorar as injustiças que carregamos dentro de nós mesmos, para sermos coerentes com nossos protestos e declarações de fé - até porque todo protesto é motivado por uma crença, uma ética interior, mesmo que você não se considere cristão.

As manifestações irão cessar em breve. Nossos atos de justiça é que permanecerão, e são eles que produzirão as mudanças que tanto queremos.

terça-feira, 18 de junho de 2013

30.000 acessos

Nesta semana, este blog ultrapassou a marca dos 30.000 acessos. Quero compartilhar a minha alegria e a minha gratidão a Deus por essa marca. Sei que é um número pequeno de page views, mas para mim é suficiente saber que uma grande quantidade de pessoas já passou por aqui - e espero que cada uma delas tenha sido tocada pelo Senhor.

Confesso que há momentos de desânimo. Parece que ninguém lê os artigos, as reflexões... Mas então recebo emails e comentários de pessoas próximas e de lugares distantes. Pessoas que foram edificadas pelas leituras, gente que compartilhou posts com outras pessoas...

Enfim, vejo que de alguma forma, e por caminhos que talvez só saiba quando o Reino de Deus se estabelecer na terra em plenitude, o que escrevo alcança e toca vidas. Por isso, continuarei escrevendo, e sendo aperfeiçoado, crescendo, avançando, servindo como um semeador que lança o Evangelho do Reino nos campos da internet.

Quem sabe não vem por aí um livro antes dos 40.000 acessos?

Em Cristo,

Luciano

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Revela-nos o Teu Amor!

Luciano Motta

O coração do Pai queima de amor. ELE NOS AMA!

A maioria de nós sabe disso. Ouvimos nas canções, cantamos para Ele que O amamos. Sabemos de cor a passagem linda de João 3.16 e como Deus amou o mundo de tal maneira, a ponto de enviar Seu único Filho para nos dar a vida eterna. Vemos comumente mensagens sobre essa verdade, nas ruas e na internet. Até pessoas que não creem em Deus sabem disso.

Então, se o Amor de Deus é tão grande e tão amplamente divulgado e conhecido, o que nos falta para transformarmos o mundo? O que temos de errado? Por que não nos comovemos mais com a mensagem da cruz, e não ficamos constrangidos? Por que as igrejas que se nomeiam cristãs se multiplicam nas cidades, mas a violência, por exemplo, não diminui? Existem muitos porquês e porquês, um sem-número de perguntas do mesmo tipo. Talvez a resposta esteja na diferença entre apenas saber a respeito do Amor de Deus e agir movido pela revelação desse Amor.

Vivemos tempos de saturação de conhecimento. Muitos cristãos lidam com o Amor de Deus como quem acaba de receber mais um SMS ou uma mera atualização de status do Facebook. A pregação de domingo (e falo de uma palavra sã e bíblica) não comove nem transforma as pessoas, porque estas armazenam o que ouviram nas "gavetas" de suas mentes cansadas e estressadas, cheias de informações desnecessárias. As Escrituras demonstram que conhecer não é saber, mas "se tornar um" - isso é algo que nos envolve e nos modela, muda nossa estrutura e nosso modo de pensar.

Jesus revelou o Seu amor por nós ao interceder pelos discípulos: "Pai, quero que os que me deste estejam comigo onde eu estou" (João 17.24).

Esse é o afeto do Noivo (Jesus) por Sua Noiva (a Igreja). A leitura atenta de todo o capítulo 17 do Evangelho de João demonstrará quantas vezes Cristo se refere a nós em sua oração. Ele foi obediente ao Pai em tudo "para que" nós fôssemos beneficiados de alguma forma por Seu grande Amor. Alguns exemplos:
"Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique. Pois lhe deste autoridade sobre toda a humanidade, para que conceda a vida eterna a todos os que lhe deste. Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste" (v.1-3).
"Em favor deles eu me santifico, para que também eles sejam santificados pela verdade" (v.19).
"Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um: eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste" (v.22-23).
"Eu os fiz conhecer o teu nome, e continuarei a fazê-lo, a fim de que o amor que tens por mim esteja neles, e eu neles esteja" (v.26).
Cristo nos fez conhecer o Pai, e continua a fazê-lo, para sermos um com Ele, para que o Amor de Deus esteja em nós. Isso é extraordinário: o mesmo Amor que o Pai tem pelo Filho está disponível a todos nós hoje, e permanecerá assim todos os dias até que Ele venha! Se essas palavras atravessarem as barreiras de conhecimento humano que cercam nossas mentes ocidentais do século XXI, uma grande revolução terá início e abalará o mundo! Nos últimos dias, a paixão da Noiva pelo Noivo aumentará, e isso não virá por esforço próprio, ou por um saber religioso, mas pelo aumento da revelação do Amor de Deus.

Devemos pedir insistentemente ao Pai que Seu Amor seja derramado em nossos corações e nos mova em direção à Sua vontade: "Pois o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram" (2 Coríntios 5.14).

Em nossa língua, a palavra "constranger" carrega atualmente um sentido de embaraço e vergonha. Mas isso não é o que se verifica nesse texto. Aqui a palavra constranger no original grego é sunechei, que significa unir, pressionar, impelir, motivar. Ou seja: O amor de Cristo nos motiva a vivermos não mais para nós mesmos, mas para Aquele que por nós morreu e ressuscitou (2 Coríntios 5:15).

Da mesma forma que Paulo foi constrangido a se dedicar exclusivamente à pregação, testemunhando aos judeus que Jesus era o Cristo (Atos 18.5), o Amor de Cristo nos impele a fazermos o mesmo. Como Paulo se sentiu constrangido a partir e estar com Cristo (Filipenses 1.23), o Amor de Cristo nos pressiona a estarmos com Ele. Tal qual os discípulos se uniram e constrangeram Jesus a fazer algo pela sogra de Pedro, que estava com febre alta (Lucas 4.38), o Amor de Cristo nos une a intercedermos pelos que sofrem.

Vale lembrar que Deus nos amou quando ainda estávamos mortos em nossos delitos e pecados (Efésios 2.4,5, Romanos 5.8). Nós só conseguimos amar porque Ele nos amou primeiro (1 João 4.19). Assim, a oração de Paulo pelos crentes em Éfeso bem pode - e deve! - ser nossa oração pessoal e coletiva dia após dia, por um Amor que vai além do entendimento humano:
"Oro para que, com as suas gloriosas riquezas, Ele os fortaleça no íntimo do seu ser com poder, por meio do Seu Espírito, para que Cristo habite em seus corações mediante a fé; e oro para que vocês, arraigados e alicerçados em amor, possam, juntamente com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que vocês sejam cheios de toda a plenitude de Deus" (Efésios 3.16-19).
Isso nos fortalecerá a não amarmos o mundo, nem o que nele há (1 João 2.15-17). Amar o mundo com os afetos do mundo significa sacar, retirar, querer o que o próprio mundo nos oferece. Mas amar o mundo com os sentimentos de Cristo é o mesmo que dar. Uma vez "arraigados e alicerçados" no Amor de Deus, não temos falta de nada. Estamos completos. Ele nos basta. Assim, os dois grandes mandamentos serão uma realidade em nossas vidas e congregações (Mateus 22.37-40), na certeza de que seremos guardados e protegidos pelo próprio Cristo (João 17.12).

Ó Deus, faz arder em nossos corações o mesmo Amor que há no Teu Coração! Move-nos pelo Teu Amor! Enche-nos de fé quanto à possibilidade de compreendermos as dimensões do Teu Amor! Que todo conhecimento humano se torne enfadonho e inútil ante a grandeza das revelações do Teu Amor!

terça-feira, 4 de junho de 2013

Conferência Extrema Devoção + IHOP = síntese das mensagens

Breve síntese das mensagens ministradas na Conferência Extrema Devoção, nos dias 28 e 29 de maio de 2013, pelo Pr. Rodney Henderson, vice-presidente de missões internacionais da IHOP-KC (EUA):

1ª noite da Conferência

É uma honra estar vivo nesta hora - a hora que pode ser a última, a qual Jesus irá voltar.

Lucas 12.32 - A revelação de que o Pai nos quer bem.

Deus está levantando movimentos de oração em todas as nações.

Por que oramos tanto?

1- Porque Ele é Digno. O Senhor merece serviço contínuo voltado para Ele.

2- Porque a Sua casa será chamada Casa de Oração para todos os povos. Ele edificará esta casa. Jesus profetizou sobre isso, então vai acontecer. Se hoje não está assim, então talvez não sejamos Sua casa.

3- Porque devemos obedecer. Mateus 9 = Se orarmos, Ele enviará trabalhadores. "Enviará" corresponde no grego a "Eckball" = lançar, arremessar longe, com poder e unção!

4- Porque amamos a presença de Deus - Salmo 27 = "Uma coisa!"

5- Porque devemos perseverar em oração. Lucas 18 = "Ele fará justiça!". No final da parábola, Jesus destaca: "Mas será que o Filho do Homem achará fé na terra?" Assim Jesus conecta a parábola de dois mil anos atrás com os nossos dias.

O que é fé? É crer que DEUS É (precisamos da revelação da grandeza do nosso Deus) e também é crer que DEUS RESPONDE.

2ª noite da Conferência

Quando desenvolvemos intimidade com Deus, qual é a principal recompensa que Ele nos dá? E quais são as secundárias?

Abraão foi chamado o pai da fé - Gênesis 15.1 = Uma palavra veio a Abraão: "Eu sou sua maior recompensa". Antes disso, em Gênesis 12, Deus disse os planos que tinha para Abraão. Deus colocou em nós o desejo de sermos grandes.

A principal recompensa: ELE MESMO, o próprio DEUS.

As recompensas secundárias: favor nos relacionamentos, autoridade espiritual, etc. Mas estas coisas não podem tomar o lugar da primeira recompensa. Quando Jesus é o primeiro, nunca ficamos frustrados.

O apóstolo João entendeu isso. Quando jovem, era conhecido como "filho do trovão" (tinha desejos fortes, mas imaturos e cheios de orgulho). Após seu contato com Jesus, foi transformado. Tornou-se "aquele a quem Jesus ama" - essa passou a ser a identidade de João.

Deus me ama - eu sou Seu favorito!

Intimidade e confiança são grandes valores na oração.

É preciso despertar um clamor, um gemido = Isso deve ser gerado em nós.

Isaías 62 = sentinelas dia e noite sobre os muros.

Vários movimentos históricos de oração - Os morávios (1727) = As missões modernas nasceram da oração.

As salas de oração darão direção ao mundo - as pessoas mais poderosas estarão nas salas de oração, capazes de mudar o céu e a terra!