segunda-feira, 15 de junho de 2015

Como seria o Reino?

Por Asher Intrater, do boletim Revive Israel de 13/06/2015

A frase mais famosa da oração mais famosa na história é simplesmente: “Venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” – Mateus 6.10. Essa é também a nossa mais alta prioridade e a definição mais básica do reino de Deus. Será que realmente estamos sendo sinceros sobre esse anseio quando fazemos essa oração?

     -   O Reino possui uma origem: Céu.
     -   O Reino possui uma direção: Venha.
     -   O Reino possui um destino: Terra.
     -   O Reino possui uma parceria: Deus e o Homem.
     -   O Reino possui uma harmonia: Céu e Terra.

Fator Principal
Há apenas um fator variável nessa equação: a vontade humana. Se estamos orando para que a vontade de Deus seja feita, fica claro que, na maior parte do tempo, a sua vontade NÃO está sendo feita.

Portanto, a oração em favor do reino de Deus exige uma reação específica: cada um de nós precisa mudar (arrepender-se). Passamos a submeter nossa vontade à vontade de Deus (que é sempre boa e benevolente).

Yeshua nos deu o exemplo perfeito em sua própria oração no Getsêmani:“Não seja como eu quero, e sim como tu queres” – Mateus 26.39. Isso envolve um aspecto bastante desagradável: negar a nós mesmos.“Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue…” – Mateus 16.24. Nossos desejos egoístas estão mais voltados para a “satisfação” do que para a “negação”.

Será que acreditamos que a oração de Yeshua para que o reino de Deus venha realmente será atendida; que a vontade dele será feita no planeta terra? Se sim, como seria a manifestação prática e visível desse reino?

Visão Fundamental
Isaías 2.2-4: “Nos últimos dias, acontecerá que o monte da Casa do SENHOR será estabelecido no cimo dos montes e se elevará sobre os outeiros, e para ele afluirão todos os povos. Irão muitas nações e dirão: Vinde, e subamos ao monte do SENHOR... para que nos ensine os seus caminhos, e andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e a palavra do SENHOR, de Jerusalém. Ele julgará entre os povos e corrigirá muitas nações; estas converterão as suas espadas em relhas de arados e suas lanças, em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra.”

Essa é a visão fundamental dos profetas israelitas para o reino de Deus na terra. As últimas palavras dessa visão de Isaías estão escritas no muro das Nações Unidas (omitindo as partes sobre Deus e Jerusalém!!). Nós cremos na paz mundial; temos um plano para a paz mundial. A visão de Isaías é a primeira e a mais importante para a paz mundial para toda a humanidade.

Todo reino possui um rei (Isaías 9.6); todo governo tem uma capital (Isaías 2.3; 62.1, 7).  O rei do reino de Deus será Yeshua; a capital será Jerusalém (Salmo 2.2-4). Haverá uma sociedade internacional de paz e prosperidade (Miqueias 4.1-4). A justiça social prevalecerá (Isaías 1.26; Amós 5.24). Haverá harmonia total entre Deus, o homem e a natureza (Isaías 35.1-2). Até os animais viverão em paz (Isaías 11.6-7; 65.25).

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Ainda vivemos um tempo favorável

Luciano Motta

Em setembro de 2014, Deus me fez retornar a uma palavra liberada no final de 2013, que publiquei aqui no blog como "Tempo favorável". Naquele artigo, escrevi sobre a necessidade de remirmos o tempo e de nos alinharmos ao que está no coração de Deus para este tempo. Falei sobre o fato de que muitos estão agora mesmo abandonando a "vida normal" para se dedicarem a um estilo de vida de oração e jejum, como o fizeram Daniel e a profetisa Ana antes da primeira vinda de Cristo. Essas pessoas estão hoje crescendo em graça e sabedoria diante de Deus e dos homens, tendo como base a vida de devoção e trabalhando para que a igreja seja, de fato, uma Casa de Oração para todos os povos. Esses altares de oração e devoção individuais e coletivos estão gerando pessoas com sensibilidade espiritual para os dias atuais.

Quero compartilhar algumas impressões recentes. Creio que desde o ano passado estamos em um limiar (entrada, marco inicial) de algo que Deus está prestes a realizar. Nossa postura individual e coletiva nesse momento tão importante irá determinar se “entraremos na terra” ou se ficaremos “prostrados no deserto”, como lemos na história de Israel:
"Pois, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar. Todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar. Todos comeram do mesmo alimento espiritual, e todos beberam da mesma bebida espiritual, porque bebiam da rocha espiritual que os acompanhava; e essa rocha era Cristo. Mas Deus não se agradou da maior parte deles, e por isso seus corpos ficaram prostrados no deserto. Essas coisas aconteceram como exemplo para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram. Não vos torneis idólatras, como alguns deles, conforme está escrito: O povo assentou-se para comer e beber, e levantou-se para se divertir. Nem pratiquemos imoralidade, como alguns deles fizeram, e caíram num só dia vinte e três mil. E não tentemos Cristo, como alguns deles tentaram, e foram destruídos pelas serpentes. E não murmureis, como alguns deles murmuraram, e foram mortos pelo destruidor. Tudo isso lhes aconteceu como exemplo e foi escrito como advertência para nós, sobre quem o fim dos tempos já chegou" (1 Coríntios 10.1-11).
O povo de Israel, depois de superar o Mar Vermelho e seguir definitivamente em direção à terra prometida, chegou ao deserto do Sinai no terceiro mês da saída do Egito (Êxodo 19.1) e só saiu de lá depois de um bom tempo (leia Números 10.11-12 e 33.15-16 a trajetória de Israel até Canaã). A Bíblia relata o que viveram Moisés, Arão e todo o povo a partir de Êxodo 19, passando por Levítico e Números até o capítulo 10. 

Os dias no deserto do Sinai foram muito intensos, com pelo menos 5 momentos cruciais:
• Os Dez Mandamentos e todas as leis de Deus para Israel;
• A idolatria ao bezerro de ouro e a separação da tribo de Levi;
• A glória de Deus sobre Moisés;
• As instruções para o tabernáculo;
• A consagração dos sacerdotes e dos levitas.

Apesar do pecado e das mortes no episódio do bezerro de ouro, aquele foi um tempo favorável e oportuno para o amadurecimento de Israel, de formação e preparação da nação. O que vemos nos passos seguintes à saída do deserto do Sinai são de grande ensinamento para nós como igreja e nos servem de exemplo quanto ao que NÃO devemos fazer nesse tempo:

“TABERÁ” (significa labareda) – o fogo da ira do Senhor se acendeu entre eles, por causa da murmuração (Números 11.1-3). Pode imaginar como Deus se sentiu? Ele tirou o povo de uma terra seca, onde eram escravos por mais de 400 anos, para os levar a uma terra fértil, que manava leite e mel, além de realizar sinais e prodígios e ordenar ao povo mandamentos para o próprio bem deles. E o que Deus recebeu de volta? Murmuração.

Hoje, muitos já deixaram para trás uma realidade opressora e confusa (secular e/ou religiosa) e foram transportados para um contexto diferente, em que receberam ou têm recebido um bom depósito de Deus. Mas será que estão mesmo crescendo, amadurecendo, dando atenção, emoções e energia ao que é realmente importante? 

Existe gratidão em nosso coração por chegarmos até aqui, mesmo reconhecendo o quanto ainda precisamos avançar, ou estamos nos limitando aos problemas, reclamando das dificuldades, comparando a atual realidade com um passado mais confortável e cômodo que muitos de nós tínhamos, mesmo sob um peso de tradições e sequidão espiritual?

Atenção: não vamos confundir murmuração com lamentação. A murmuração é uma oração vil, sempre presente na boca de um incrédulo, de um descrente. É a afirmação de uma fé que se perdeu – palavras agressivas, apóstatas e irremediavelmente revoltadas contra a vontade soberana de Deus. Na murmuração, não há amor nem fé, só ressentimento, ódio de Deus, ofensa barata e comparações gratuitas. Já a lamentação é a confissão de alguém que, embora continue crendo e amando a Deus, tem um dilema que não pode mais ser escondido. Afinal, ainda somos humanos. (leia mais sobre esse assunto no artigo O sequestro da lamentação, de Jonas Madureira).

“QUIBROTE-HATAAVÁ” (significa túmulos de cobiça) – ali foi sepultado o povo que desejou outro alimento (Números 11.34). O povo não queria mais o maná que Deus dera aos seus filhos no deserto, um alimento que descia do céu todas as manhãs de forma extraordinária. Eles cobiçaram os alimentos do Egito. Então, Deus enviou muita, mas muita carne mesmo, e parte do povo morreu antes de começar a mastigar a carne das codornizes. 

Quantas vezes rejeitamos o que Deus está fazendo em nosso meio, o pão que Ele tem derramado sobre nós a cada encontro, a cada reunião. Será por que se tornou algo tão familiar? Será por que nos cansamos facilmente de ouvirmos as mesmas coisas? Mas se este é o alimento nesse estágio que vivemos (individualmente e como igreja), então devemos aproveitar e trabalhar bem esta palavra (o povo moía, cozia e fazia bolos do maná – ver Números 11.7-8). 

Devemos insistir em colher todos os dias o que Deus está dispensando a nós nesse tempo, e isso tem a ver com a devoção individual, a porção diária Dele mesmo, e tem a ver com as palavras liberadas nos cultos ao Senhor. Vamos acolher de bom grado o que Ele tem falado conosco, ainda que às vezes seja uma repetição de palavras já ministradas. Vamos aplicar o que ouvimos às nossas vidas com intensidade e perseverança.

“HAZEROTE” (significa povoado, acampamento) – nessa etapa, houve insubordinação e rebeldia no coração de Miriã e Arão. Eles questionaram a autoridade de Moisés por ter tomado uma esposa cuxita. Aquilo certamente trouxe à tona os ciúmes que seus irmãos sentiam pela posição e influência de Moisés sobre o povo e sobre eles próprios. Por fim, Miriã foi atacada de lepra, e por sete dias a viagem teve de ser interrompida. 

A insubordinação entre nós retarda nossa caminhada enquanto igreja. Antes de criticarmos os outros, pensemos bastante em nossos motivos: muitas vezes o que justificamos como "crítica construtiva" não passa de ciúmes destrutivos, pois a maneira mais fácil de nos elevar é baixar a reputação do outro. Além disso, precisamos respeitar os que lideram, ouvir e obedecer o conselho que recebemos deles, honrar seu trabalho, confiar que o Senhor os estabeleceu como irmãos mais velhos e mais experientes para cuidarem de nossas vidas. Isso não significa deixar de conversar com os líderes e as pessoas sobre erros e excessos, mas tudo com amor, considerando os outros superiores a nós mesmos.

“PARÔ (significa lugar de cavernas) – a murmuração, a rejeição ao maná que o Senhor enviava todos os dias e a insubordinação à liderança tiveram um ponto culminante: o trágico relatório dos espias enviados à Canaã, com exceção de Josué e Calebe. Aqueles espias eram príncipes das tribos, ou seja, homens de liderança, referências para o povo. Apesar de confirmarem a qualidade da terra prometida por Deus, consideraram apenas o que os olhos naturais podiam ver: inimigos poderosos, cidades fortificadas, gigantes. O Senhor se irou mais uma vez e condenou aquela geração incrédula a peregrinar quarenta anos no deserto até que todos morressem. Somente a geração seguinte entraria na terra. 

Precisamos de líderes e pessoas de influência que estão vendo além das circunstâncias e que motivam outros a saírem das cavernas da incredulidade e da desesperança. Precisamos de gente com “outro espírito”, como Josué e Calebe – irmãos entre nós, não necessariamente líderes, que já têm encontrado ânimo, força e satisfação no Senhor. Esses irmãos têm carregado algo poderoso, testemunhando curas, sinais, maravilhas, vitórias sobre fortalezas da mente e prisões da alma. Precisamos ouvir deles, com humildade e sensibilidade, para que nossos corações sejam aquecidos em fé, ações de graça e dependência de Deus, em vez de ouvirmos o relatório que leva ao desânimo e que produz morte. Só assim alcançaremos, pela fé, as promessas de Deus para nossa geração.

Ainda vivemos um tempo favorável. Deus tem nos dado a oportunidade de amadurecermos como igreja em dias tão turbulentos. Na verdade, estamos transicionando de um tempo de preparação (Sinai) para um tempo de cumprimento (Canaã). O Senhor tem permitido que as motivações erradas e os sentimentos estranhos à Sua vontade sejam expostos e tratados. Estações de transição (desertos e vales escuros) representam tempos de revermos nossas intenções, de olharmos para cima em vez de focarmos as situações. Precisamos manter nosso coração ligado ao Pai, manter a dependência total e irrestrita Dele. Do contrário, nos tornaremos iguais ou piores ao que viveu o povo de Israel. Por isso...

• Devemos eliminar toda murmuração entre nós e encontrar a plena satisfação Nele;
• Devemos sondar nossas motivações para ver se estamos rejeitando o que Ele vem derramando sobre nós ou se temos sido ingratos;
• Devemos nos submeter uns aos outros: sermos coesos e unidos, termos comunhão;
• Devemos clamar ao Senhor para que abra nossos olhos e nos encha de fé para entrarmos em suas promessas.

Para concluir, faço uma pequena citação do que escrevi lá no final de 2013:
"Pode ser que nada esteja mudando na sua cidade, na sua congregação ou até na sua própria vida. Mas não desanime. O cenário era o pior possível nos dias de Jesus, Ana e Daniel. Mas eles viram o kairós, a grande salvação iminente. Minha oração é que a leitura dessa palavra seja como uma faísca do Espírito acendendo seu coração e iluminando seu entendimento quanto ao tempo em que estamos inseridos e ao que está por vir. Deus está conectando pessoas com esse mesmo desejo e essa visão."

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Amor Furioso

Esta canção também faz parte do EP Fascina-me e foi composta em 16/06/2014 depois de algumas semanas refletindo sobre a grandeza de Deus em contraste com nossa fragilidade e pequenez. A melodia foi criada junto com a letra em etapas, dia após dia, construindo e reconstruindo versos e ideias. Foi um tempo de grande impacto para minha vida. Espero que produza um impacto de amor em sua vida também!