sexta-feira, 31 de agosto de 2012

As Pedras Queimadas

Por Rick Joyner - MorningStar Ministries | Traduzido por Denise de Vasconcelos Araujo
Postado no blog Am3.8 Rugido do Leão

Os livros de Esdras e Neemias são duas das mais importantes mensagens proféticas de nosso tempo. Esses livros contêm a história de um remanescente do povo de Deus que retornou para Jerusalém do cativeiro na Babilônia para reconstruírem o templo do Senhor e os muros da cidade. Estes fiéis enfrentaram oposição e crítica das nações ao seu redor e até mesmo da parte de alguns compatriotas judeus que haviam permanecido na terra. Um dos mais veementes destes, Sambalate, disse as seguintes palavras a respeito deles:

E ele falou na presença de seus irmãos  e do exército de Samaria, dizendo: Que fazem estes fracos judeus? Fortificar-se-ão? Oferecerão sacrifícios? Acabarão a obra num só dia? Vivificarão dos montões de pó as pedras que foram queimadas?”(Neemias 4.2)

Hoje o inimigo da obra de Deus está fazendo estas mesmas acusações abusivas. Há um remanescente do povo deixando o conforto religioso da Babilônia com a visão focada na restauração do templo do Senhor na sua glória anterior. Sair da Babilônia e fazer a jornada espiritual para o local onde o templo será reconstruído exige uma fé extraordinária.  É neste lugar que a vida verdadeira da Igreja acontecerá da forma como o Senhor desejava que tivesse sido desde o início. E então, após a conclusão da jornada podemos esperar que as críticas invejosas e os inimigos do Senhor continuem. Um dos desafios com o qual podemos contar é a pergunta feita acima: Como poderão ser reconstruídos com pedras queimadas?

De fato, tanto o templo reconstruído quanto os muros da cidade foram construídos com pedras que haviam sido queimadas durante a destruição do templo e da cidade. Estas foram as pedras que haviam falhado e que agora pareciam inúteis para qualquer construção. Quanto mais a reconstrução do glorioso templo do Senhor ou dos muros que representavam a salvação (veja Isaías 60.18). Você é uma destas pedras queimadas? Você passou por uma obra que parecia gloriosa e gerando muito potencial e acabou completamente decepcionado? Você se queimou? Se este é o seu caso você é um candidato excelente para a nova obra que o Senhor está realizando hoje.

Pedras queimadas podem não ter boa aparência, mas elas passaram pelo fogo – foram provadas. Só uma fé notável é capaz de suportar o fracasso e se levantar novamente, determinado a continuar seguindo a visão. Pense no tipo de fé que este remanescente teve que ter para retornar para o local onde experimentaram o maior fracasso e devastação com a decisão de começar tudo de novo. É este o tipo de visão necessária para suportar a oposição e a falta de encorajamento que certamente virão durante a restauração.

Se você ainda não foi testado através de um fracasso espiritual sério, talvez você seja muito idealista para compreender o real objetivo por trás do que Deus está fazendo. Tudo o que o Senhor faz nesta era é um testemunho do Seu poder redentor. Como já foi dito, as pedras queimadas podem não ter boa aparência, mas o Senhor nunca se preocupou com o exterior das Suas habitações. Aqueles que passaram pelo fogo do fracasso e estão dispostos a serem usados novamente provavelmente serão aqueles com o interior com o qual Ele deseja construir.

Tanto Esdras quanto Neemias prevaleceram porque mantiveram o foco na obra e se recusaram a permitir que as críticas e a oposição os parassem. Eles responderam seus acusadores em alguns momentos e trabalharam com suas espadas na mão, sempre prontos a entrar em guerra se fossem atacados. Haverá momentos para trabalhar e guerrear mas precisamos nos lembrar que o nosso principal trabalho é completar a obra.

Todos estão aqui pelo mesmo motivo: ver o Senhor habitar no meio do Seu povo. Ter a presença dEle manifesta em nosso meio vale qualquer coisa que tenhamos que suportar. Aqueles que foram chamados à obra precisam aprender a reconhecer os que Judas chama de “queixosos” (Judas 1,16) e resisti-los. Isso faz parte da prova que precisa acompanhar cada obra significativa.

Estes ataques acabam minguando o exército, pois há aqueles que não têm coragem de fazer parte da obra neste estágio. Quando Israel se reunia para a guerra, o Senhor muitas vezes removia os soldados que eram  medrosos demais para a batalha.  Este é um corte que precisa acontecer antes que algo de real importância espiritual seja construído, ou antes, de batalhas importantes iniciarem. As críticas e acusações falsas deveriam nos encorajar. Há o tempo certo para respondê-las e há o momento de sacar a espada contra o acusador dos irmãos, mas na maior parte das vezes o que precisamos fazer é simplesmente focarmos a atenção na obra que nos foi dada. E a melhor resposta para qualquer crítica será a conclusão da obra.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Estamos preparados para receber o que pedimos?

Reflexão de Leandro Pina em 09 de agosto de 2012

Muitas vezes pedimos para Deus fazer a vontade Dele em nossa vida. Simplesmente mudar nossos hábitos. Mas quando as coisas começam a mudar, ou melhor, a se ajustarem conforme a vontade Dele, não entendemos e questionamos algo que nós mesmos pedimos.

Estamos preparados para ter uma vida em comunhão?

Quando recebemos palavras de incentivo, ficamos bem, mas se o mesmo irmão, mais tarde, entrega-nos uma palavra mais dura, ficamos sem ação e até mesmo a rejeitamos. Acredito que a vida em comunhão é cuidar uns dos outros. A sua família é minha família, suas preocupações são minhas, assim como suas alegrias.

Estamos preparados para compartilhar, servir, reconhecer o valor do irmão no Corpo?

Estamos preparados para nos entregarmos de tal forma a Ele que, mesmo quando vierem nos tirar a vida, não O neguemos?

Uma oração:
“Senhor, grato sou pelo que tens feito e ainda farás em minha vida para honra e glória do Teu Nome. Dá-me um coração para amar, ter compaixão e bondade conforme o Teu coração. Mas que este mesmo coração também seja tocado pela Tua ira, e que ele não se curve aos prazeres e ilusões deste mundo. Leve meus pensamentos à Tua presença. Faça-me sensível às coisas que acontecem ao meu redor. Livra meus olhos das vendas para que possam ver o Senhor. Livra meus ouvidos dos tampões para que possam ouvir Tua voz. Livra minha boca das mordaças para que possa falar de Ti, exaltar e louvar o Teu nome. Livra-me das amarras para que eu possa caminhar e trabalhar na Tua Obra. Ensina-me a Te buscar cada dia mais. Obrigado... Por estar sempre ao meu lado... Por ser meu amado... Por me permitir chamá-lo de Pai! Exaltado e Glorificado seja o Senhor! Amém!"

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Porto Alegre - uma palavra de gratidão e encorajamento

Agradeço a Deus o privilégio de passar os últimos cinco dias em Porto Alegre, servindo à igreja local junto com meus irmãos aqui de São Gonçalo: Michael, Maíra, Ben e Fábio. Agradeço também a todos os irmãos do sul pela recepção e estadia. Aprendi muito nesses dias.

Uma palavra aos irmãos: permaneçam firmes e constantes na obra que vos está proposta. Apliquem seus corações às palavras que ouviram. Há muito trabalho pela frente, e o principal deles é a oração. Permaneçam na oração. Tudo vai fluir a partir disso. Mas não se esqueçam que toda oração conduz a uma ação, pressupõe uma resposta. A espera em Deus não é passiva.

Todo porto em atividade tem movimentações de chegadas e partidas, de recebimentos e envios. Sinto que vem chegando dias para a igreja em Porto Alegre começar a se movimentar para fora, tocando primeiro sua Jerusalém (sua própria cidade), depois sua Judeia e Samaria (cidades periféricas), até tocar a região Sul e outros Estados, e os confins da Terra (Atos 1.8). Por muito tempo houve estagnação, resistência. Sinto que Deus está levantando um povo a fim de derrubar barreiras nessa região para o avanço do Evangelho do Reino.

Antes disso, porém, vocês irão receber (e já tem recebido) ferramentas de Deus. Muitas! E antes de qualquer movimentação para fora, vocês deverão desenvolver aquilo que já receberam e o que ainda receberão nos próximos meses. A vida em comunidade é um ponto crucial nesse processo. Superem o medo de serem expostos, de se decepcionarem. Sem a vida do Corpo não haverá progressos.

Espero poder voltar muitas outras vezes, e levar minha família. Vamos nos falando por aqui, conectados em oração e amor. Um abraço em todos os irmãos. Fiquem na Paz de Cristo!

"...deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé..." (Hebreus 12.1-2)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

domingo, 5 de agosto de 2012

Que tipo de pessoa devemos ser?

Luciano Motta

"Esse Jesus, que dentre vós foi elevado ao céu, virá do mesmo modo como o vistes partir" (Atos 1.11).

Essa foi a declaração dos dois homens vestidos de branco que apareceram aos discípulos assim que Jesus ascendeu ao céu. E nessa esperança, nessa expectativa, baseados nas últimas instruções do Mestre, os onze e os demais discípulos foram para Jerusalém e ali aguardaram a descida do Espírito Santo. Subiram ao aposento superior e esperaram pacientemente, unidos em oração.

Todo o livro de Atos é um relato dos acontecimentos posteriores ao que houve em Pentecostes. O Espírito Santo veio sobre a igreja então nascente e o impacto de suas vidas abalou o mundo de sua época, e o nosso também, afinal, aqui estamos seguindo as pisadas de Jesus por meio da paixão que incendiou aqueles primeiros cristãos.

Ao longo dos séculos, notadamente a igreja se afastou daqueles primeiros anos. Ao tolerar o pecado, ao viver para si mesma, ao buscar o controle político, a igreja foi apostatando da sua fé em Jesus, até mergulhar em um período adequadamente chamado "Idade das Trevas". A escuridão parecia ter invadido tudo. Parecia. O Senhor da história começou a abalar novamente as estruturas. Em síntese: primeiro veio a Reforma Protestante e o retorno à Palavra, à salvação pela graça; depois, a reativação dos dons espirituais e os movimentos de avivamento, que chacoalharam cidades inteiras; nas décadas de 70 e 80, as grandes cruzadas evangelísticas e os grandes pregadores movimentaram e tocaram multidões; mais recentemente, a adoração extravagante e toda sorte de sinais e maravilhas acenderam de novo a paixão em muitas e muitas pessoas.

À medida que se aproxima o dia da volta de Jesus, observa-se um movimento espiritual cada vez mais acelerado de retorno à esperança inicial daqueles primeiros cristãos. O Evangelho do Reino precisa ser pregado à toda etnia para que o Rei possa se encontrar com Sua Noiva, a Igreja, adornada para Ele, sem mancha, sem ruga, sem mácula (Efésios 5.25-27).

Nesse momento-chave da história, o que podemos fazer a respeito? Qual o nosso papel? Que tipo de pessoa devemos ser?

"Contudo, o dia do Senhor virá como ladrão, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, queimando, se dissolverão, e a terra e as obras que nela há serão descobertas. Se todas essas coisas serão assim destruídas, que tipo de pessoa devíeis ser? Pessoas que vivem em santidade e piedade, aguardando e esperando ansiosamente a vinda do dia de Deus... enquanto aguardais essas coisas, esforçai-vos para que sejais achados em paz por Ele, imaculados e irrepreensíveis" (2 Pedro 3.10-12,14).

Na Nova Tradução da Linguagem de Hoje, o verso 12 acima está assim: "Esperem a vinda do dia de Deus e façam o possível para que venha logo". É muito forte a relação nessa passagem entre o tipo de pessoa que devemos ser - santos, piedosos, achados em paz, imaculados, irrepreensíveis - e o instante em que os céus se abrirão e Jesus voltará. Parece claro que a conduta da Igreja apressa os dias do fim. O Rei da Glória virá para se casar com uma Noiva à Sua imagem e semelhança - esta é a Igreja Gloriosa.

Assim, existe algo para fazermos nesses dias: mantermos viva a nossa esperança pela Sua vinda, desenvolvendo a nossa salvação com temor e tremor (Filipenses 2.13) e anunciando o Evangelho do Reino com nossas ações e atitudes - pessoas, famílias e comunidades inteiras de uma fé e paixão intensas pelo Senhor, dispostas a morrerem para si e a viverem pela Causa.

Quem aguarda e espera ansiosamente a segunda vinda de Jesus está correndo com perseverança a corrida que nos está proposta, fixando os olhos Nele - discípulos que eliminam tudo o que os impede de prosseguir e o pecado que os assedia (Hebreus 12.1-2).

Quem aguarda e espera ansiosamente a segunda vinda de Jesus eleva o padrão - consideram Aquele que suportou oposição, Aquele que sofreu e morreu por nós. Por isso não se cansam, nem ficam desanimados (Hebreus 12.3).

Quem aguarda e espera ansiosamente a segunda vinda de Jesus participa da Sua Santidade - entende e recebe a correção do Pai (Hebreus 12.10).

Todo pai natural deseja o que é melhor para seu filho ao corrigi-lo. A disciplina não é motivo de alegria no momento, mas produz fruto pacífico de justiça (Hebreus 12.11). Há dois tipos de escravidão: antes éramos escravos do pecado e produzíamos frutos para nossa vergonha e morte; uma vez libertos do pecado, fomos feitos escravos de Deus e agora produzimos frutos para santificação e vida eterna (Romanos 6.20-22). Aquele que vive segundo a carne pensa nas coisas da carne - mentalidade de morte. Mas nós vivemos segundo o Espírito e pensamos nas coisas do Espírito - mentalidade de vida e paz (Romanos 8.5-8). Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus, pois recebemos o Espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba, Pai! (Romanos 8.14-15) - queremos verdadeiramente o Reino de Deus por tudo o que ele representa: alegria, paz e justiça, ou seja, correção, disciplina? Nada pode nos separar do amor do Pai, nem de Sua disciplina.

Quem aguarda e espera ansiosamente a segunda vinda de Jesus firma as mãos cansadas (serviço, adoração) e os joelhos vacilantes (constância na fé e na oração), endireita os caminhos para os pés (modo de viver, mentalidade de vida pelo Espírito), sendo assim exemplo e cura para outros (Hebreus 12.12-13).

Quem aguarda e espera ansiosamente a segunda vinda de Jesus procura viver em paz com todos - produz fruto pacífico de justiça, pela disciplina recebida do Pai por intermédio da vida de Cristo em sua vida e no Corpo, a Igreja (equilíbrio na devoção individual e comunitária, reflexos na família e na sociedade). Procura viver em santificação (Hebreus 12.14).

Esse é o tipo de pessoa que devemos ser. É para esse tipo de Igreja que Jesus voltará.