quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Um novo som está vindo

Luciano Motta

"Os tais 140 caracteres refletem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido" — José Saramago.

As palavras do escritor português, em comentário sobre o microblog Twitter, soam muito legítimas hoje em dia. Aumenta a sensação de esgotamento nessas últimas décadas da Modernidade. Tudo é rápido, veloz, efêmero. A comunicação se resume a poucas palavras. Valoriza-se o texto curto, o recado despretensioso, o chat. Nas artes e na cultura em geral, há uma retomada de ideias passadas, uma releitura de obras já produzidas. Têm força a intertextualidade, o kitsch. Questões como autoria e originalidade parecem discussão velha — e viva a reciclagem, a cópia, o remake!

Naturalmente, a música — foco desse pequeno artigo — não atravessaria imune uma época como essa. Nota-se uma proliferação de canções predominantemente onomatopeicas, de letras rasas, muitas delas de forte apelo sensual/sensorial, com a única função de entreter. "Pare de pensar; apenas divirta-se!" — este parece ser o mote dessas músicas pop feitas sob medida para tocarem nas rádios e agitarem multidões nos grandes shows. Versões remixadas de sucessos nacionais e internacionais também são hits, e reforçam o esvaziamento criativo desse tempo.

Olhe para o que acontece nas igrejas evangélicas e no chamado mercado gospel e veja como essa história se repete. As canções entoadas, em sua maioria, reproduzem formatos e mensagens que visam atender às necessidades dos consumidores, que devem ser animados e entretidos. Sob uma lógica comercial, é imperativo que os cultos terminem sempre bem, todos saindo felizes e contentes, as almas satisfeitas e condicionadas a consumirem o próximo lançamento em CD/DVD. Porém, o espírito padece de inanição.

Essa é uma pequena amostra de como o esgotamento dos últimos anos também se faz presente nas igrejas, ainda que a maioria dos crentes não se dê conta disso bebês espirituais sendo ninados domingo após domingo no colo dessa mídia pseudo-cristã. Os cultos teriam maior proveito e densidade se mais dedicados à reflexão, à contrição, à exortação mútua, à oração e intercessão coletivas, em vez de atividades e movimentos sem um propósito alinhado ao coração de Deus para este tempo. Afinal, todo culto deveria ser para Ele, somente para Ele.

Mas há uma oportunidade em tudo isso. O vazio contemporâneo abre espaço considerável para algo genuinamente novo. No mundo inteiro, artistas que zelam pela excelência e ousam experimentar, rompem os limites da mediocridade e produzem obras extraordinárias. Compositores e músicos virtuosos imprimem marcas de qualidade e inovação em suas canções, mesmo que utilizem instrumentos, estilos e sonoridades já familiares e consagrados. Por sua vez, cristãos têm se esforçado para discernirem o tempo presente e nele se inserirem de modo relevante e vívido, proclamando o novo som que está vindo. Detém uma mensagem kairós capaz de desencadear o estabelecimento do Reino de Deus na terra.

Um ponto em comum pode ser captado do advento desse novo som: a tentativa de expressar o inexprimível. Como parece que tudo já foi dito, que todos os estilos já foram criados, que todas as possibilidades já foram esgotadas, aumenta a fome e a sede por abraçar o mistério e desvelá-lo, por fazer ressoar o inaudito. Trata-se de um convite do próprio Deus aos Seus filhos de se alinharem aos Seus pensamentos mais altos, de subirem e percorrerem Seus caminhos mais elevados. Aqui a música se alia à oração como elementos-chave para a grande colheita dos últimos dias e a consumação dos séculos, ou seja, a segunda vinda de Jesus Cristo e o fechamento da história. Trata-se de um retorno às origens.

A primeira menção de um músico na Bíblia está em Gênesis 4.21: "O nome de seu irmão era Jubal, que foi o pai de todos aqueles que tocam a cítara e os instrumentos de sopro". Não é por acaso que a humanidade comece a (re)produzir música por intermédio da cítara (harpa) e dos instrumentos de sopro (flautas). Neles se encontram semelhanças com os sons da natureza, tais como o assobiar dos pássaros e o uivar dos ventos, e principalmente com o fôlego humano — que é o som da voz humana senão o resultado da vibração de cordas vocálicas? Como afirma Alfredo Bosi: "O som do signo guarda, na sua aérea e ondulante matéria, o calor e o sabor de uma viagem noturna pelos corredores do corpo... é a forma da expressão de que o som do corpo foi potência" (BOSI, Alfredo. O ser e o tempo da poesia. SP: Cultrix, 1977, p.42).

Brota dos silêncios e da suspensão interior uma vibração em forma de som; ritmos e melodias que extravasam emoções e significados. Segundo Octavio Paz, "somos nós mesmos que nos transformamos em ritmo e rumamos para 'algo'. O ritmo é sentido e diz 'algo'. Assim, seu conteúdo verbal ou ideológico não é separável. Aquilo que as palavras do poeta dizem já está sendo dito pelo ritmo em que as palavras se apoiam" (PAZ, Octavio. O arco e a lira. RJ: Nova Fronteira, 1982, p.70). Pois foi justamente a partir desse ritmo interior, desse som do coração, que os homens começaram "a invocar o nome do Senhor" (Gênesis 4.26).

Das cítaras e dos instrumentos de sopro iniciais, a música avançou para formas mais organizadas. Eis uma brevíssima síntese da história da música cristã: o canto passou a ser registrado e suas letras chegaram até nós, vide os salmos de Davi, dentre outros. Mais à frente, depois de Cristo, a igreja primitiva produziu hinos e cânticos espirituais, estruturas mais dinâmicas de canção. Depois vieram os cantos gregorianos, os trovadores e as cantigas medievais, até o advento das sofisticadas composições sacras dos grandes gênios clássicos. Com o passar dos séculos, à medida que as obras foram se tornando mais e mais elaboradas musicalmente, voltadas às elites, novos estilos surgiram do canto popular. Então, no começo do século XX, a gravação e a transmissão radiofônica tornaram possíveis a proliferação e a consolidação de uma cultura musical de massa. Contudo, os interesses comerciais passaram a ditar os rumos da indústria, abraçando correntes defensoras de composições e estéticas mais simples. De inovador, o simples foi se diluindo, diluindo, até atingir o esgotamento contemporâneo e a carência por algo verdadeiramente original.

Reitera-se aqui que o percurso da música cristã apresentado acima é sucinto demais, cheio de saltos temporais e omissões de detalhes históricos. No entanto, por meio dele, conclui-se que o retorno atual às formas primordiais de expressão, de onomatopeias e interjeições, de monossílabos e silêncios, demonstra ser a inevitável curva final que antecede a reta de chegada de um novo ciclo. Talvez nesse ponto de dobra, de escassez, a humanidade encontre no silêncio a sua possibilidade de (re)nascimento — por intermédio do novo som produzido por uma igreja alinhada ao que Deus tem a dizer. Lembremos que a fé vem pelo ouvir, e ouvir a Palavra (Romanos 10.17).

É nesse instante histórico de silêncio e vazio que a igreja de Cristo deve se posicionar em resposta aos anseios e às expectativa do mundo, entoar as boas novas do Reino que vem chegando para restabelecer todas as coisas. Não é, portanto, uma descida ao grunhido, na visão ateísta do escritor português, até porque não somos evolução de macacos. Antes, é uma pausa estratégica, um aquietar imprescindível, para que a igreja — e seus artistas, pregadores, estudiosos, servos — ouça o que Deus está falando nesse tempo, especificamente à geração dos últimos dias. Só então, com base no padrão da boa, agradável e perfeita vontade do Senhor, e não segundo os ditames do mercado ou da cultura vigentes, a igreja de Cristo conseguirá comunicar o inexprimível do Espírito, seja por palavras e música, seja por um testemunho verdadeiro e fiel de sua vida prática, comunitária, ágape.

Não de degrau em degrau, mas de uma vez, é hora de subirmos e nos posicionarmos, como igreja, nos lugares elevados que já temos em Cristo, com orações e canções nunca antes feitas nessa terra. É tempo de puxarmos a realidade do Céu para as nossas cidades, de quebrarmos o silêncio e suplantarmos o vazio, de acendermos a chama e proclamarmos: "Não vivemos mais para nós mesmos, mas Cristo vive em nós! Seja feita a Sua vontade! Venha o Seu Reino!" Esse novo som está vindo... Esse novo som há de abalar as estruturas de toda a terra!

. . . . .

OBS 1: Alguns bons exemplos de músicas com interjeições vocálicas e entoativas que claramente expressam um anseio interior, quando faltam palavras e se busca o som do inexprimível: o notável refrão final de "With Everything" da Hillsong Church; canções como "A Storm All Around You" e "Worthy of it All", dentre outras do IHOP. Procure na internet esses e outros exemplos.

OBS 2: Cada vez mais reuniões de oração e adoração, no Brasil e no mundo, têm substituído o que se conhece por "clamor" nas igrejas pentecostais (em que todos oram e/ou falam ao mesmo tempo, em línguas ou não, por apenas um motivo específico e/ou às vezes sem uma direção definida) por reuniões mais silenciosas, em que todos esperam pela direção do Espírito, e vão orando um a um, encadeando orações e canções em sequência. É claro que há momentos mais "explosivos", com o livre exercício de dons espirituais. No entanto, valoriza-se também a quietude e a contemplação. Experimente ir por esse caminho em seus momentos particulares de oração e nas reuniões coletivas. Busque ouvir o que Ele tem a dizer antes de lançar palavras ao vento. Evite os chavões e clichês quando ministrar música.

OBS 3: A reflexão levantada por esse artigo está em aberto. São dias de reedificação, de alinhamento. Colabore com comentários, indique textos afins e envie também artigos de sua própria autoria. Vamos expressar juntos esse novo som que vem vindo.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Envia-me

Luciano Motta

Continuamos a refletir sobre como nosso "Eis-me aqui" deve ser uma resposta prática a Deus. Vimos no texto anterior que nosso discurso precisa estar imbricado de prontidão, obediência e atitude, e que o Senhor não se importa tanto assim com nosso grau de maturidade espiritual, desde que nos coloquemos de fato à disposição Dele.

Na famosa passagem de Isaías, possivelmente a mais utilizada em pregações missionárias sobre ser enviado por Deus, conhecemos a visão e o chamado do profeta:

"No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi também ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séquito enchia o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés, e com duas voavam. E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. E os umbrais das portas se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça. Então disse eu: Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos. Porém um dos serafins voou para mim, trazendo na sua mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; E com a brasa tocou a minha boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniquidade foi tirada, e expiado o teu pecado. Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim. Então disse ele: Vai, e dize a este povo..." (Isaías 6:1-9).

É importante destacarmos que nos primeiros cinco capítulos do livro de Isaías há uma série de advertências do profeta aos povos, começando quase sempre com a expressão "Ai". Mas neste sexto capítulo, ao contemplar o próprio Deus assentado sobre um alto e sublime trono, recai a advertência sobre ele mesmo: "Ai de mim". Dessa forma, entendemos que o chamado pelo Senhor para a Sua obra, seja qual for o encargo, sempre nos conduz a uma clara noção de quem realmente somos, ou seja, de nossa posição enquanto servos totalmente dependentes Dele. Ressaltando estas palavras, Isaías diz mais tarde: "todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam". E reconhece: "tu és nosso Pai; nós o barro e tu o nosso oleiro; e todos nós a obra das tuas mãos" (Isaías 64.6,8).

O Senhor quer nos moldar e nos usar ao Seu modo. Ele vai ao nosso encontro e se revela a nós de muitas maneiras: em uma visão aberta ou num relance, através do som direto da Sua voz ou por meio dos sentidos interiores do coração, dentre outras tantas possibilidades. Seja como for, a percepção de Sua Presença conosco é irresistível. Conceber que o Deus Todo Poderoso nos escolheu para irmos em Seu Nome é realmente arrebatador. E não precisamos estar perfeitos para isso. Na verdade, é no próprio envio que notamos a instrumentalidade de Deus para nos fazer crescer e amadurecer. Podemos já estar em missão, como Isaías já era profeta, e só então termos os nossos olhos abertos quanto à realidade celestial e aos desígnios de Deus. Quando isso acontece, Ele nos realinha ao Seu caminho; renova as nossas forças para irmos em frente, não importam as circunstâncias, tampouco as adversidades.

Ananias passou por experiência semelhante:

"E havia em Damasco um certo discípulo chamado Ananias; e disse-lhe o Senhor em visão: Ananias! E ele respondeu: Eis-me aqui, Senhor. E disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e vai à rua chamada Direita, e pergunta em casa de Judas por um homem de Tarso chamado Saulo; pois eis que ele está orando; E numa visão ele viu que entrava um homem chamado Ananias, e punha sobre ele a mão, para que tornasse a ver. E respondeu Ananias: Senhor, a muitos ouvi acerca deste homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém; E aqui tem poder dos principais dos sacerdotes para prender a todos os que invocam o teu nome. Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome. E Ananias foi..." (Atos 9:10-17).

Os primeiros cristãos sofreram severas perseguições por causa do Evangelho. Naquele contexto tão árduo, Ananias recebeu uma tarefa de Deus: acolher o recém-convertido Saulo, o mais zeloso dos fariseus, o mais duro perseguidor da igreja. O discípulo até tentou expor quão delicada era aquela missão, mas as palavras do Senhor o encorajaram - sua tarefa era nobre demais, e sua vida já não lhe pertencia. Ser enviado por Deus requer de nós muitas vezes esse entendimento: podemos perder a própria vida.

Só que pensar a respeito disso em uma nação sem perseguição religiosa como o Brasil, onde se pode abrir templos à vontade, onde se pode falar de Cristo sem o risco de prisão ou morte, não tem o mesmo impacto - o que talvez explique o porquê de nosso "Eis-me aqui" ser tão frágil e sem continuidade. Além disso, a mensagem pregada em diversas igrejas evangélicas brasileiras tem sempre um caráter triunfalista - o "crente verdadeiro" é tipificado como invencível, próspero, não dado a tropeços ou insucessos. Mas a Bíblia apresenta outro viés: Jeremias encontrou lamento e dor em uma cisterna; Davi cometeu graves erros em sua trajetória; Elias ficou abatido com as ameaças de sua algoz Jezabel... Uma leitura atenta de Hebreus 11 revela o final de carreira nada "evangélico" que muitos tiveram quando disseram "Eis-me aqui" para Deus. O apóstolo Paulo afirmou: "Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece" (Filipenses 4.12-13). E disse mais: "Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus" (Atos 20.24).

Ao expressarmos nosso "Eis-me aqui" estamos considerando apenas o que diz respeito ao Senhor, ao que Ele deseja fazer, mesmo que o final não nos seja favorável nesta terra. Mas se nos recordarmos que "todas as coisas cooperam" para o nosso bem, se considerarmos o prêmio que nos está proposto, se reconhecermos que Ele, só Ele, é Digno de tudo, inclusive de nossas vidas, pois fomos comprados por um alto preço, então as dores e as tribulações do tempo presente não nos servirão de impedimento. Deus nos amou - e nos ama de tal maneira! - e ainda quer nos usar em Seu plano de redimir o mundo e estabelecer o Seu Reino. Cristo só voltará para uma Noiva pronta para Ele, sem mancha, sem ruga e sem mácula. Nosso "Eis-me aqui" deve alinhar-se ao Seu Zelo, ao Seu Amor por nós.

Lembremos que Deus sempre se colocou à disposição de Israel, ainda que Seu povo não o buscasse. Veja o que Ele revelou ao profeta:

"Mantive-me à disposição das pessoas que não me consultavam, ofereci-me àqueles que não me procuravam. Eis-me aqui, eis-me aqui, dizia eu a um povo que não invocava meu nome. Estendia constantemente as mãos a uma nação indócil e rebelde, que seguia o mau caminho de acordo com suas inclinações" (Isaías 65.1-2).

Foi justamente por causa dessa recusa que a salvação chegou aos gentios, ou seja, a todos nós. Mas espere: se o povo escolhido pôde dar as costas para o Senhor, imagine nós, que fomos enxertados na Videira, o que podemos fazer? Na verdade, por mais que muitos tenham seus olhos abertos para verem a glória de Deus, não significa que dirão "Ai de mim". A obstinação e a autossuficiência ainda são sólidas resistências no coração de muitas pessoas, inclusive de escolhidos, crentes. Se não houver quebrantamento e arrependimento, o Senhor em pessoa pode aparecer e dizer "Eis-me aqui" e ninguém o escutar. De fato, Ele está à procura de alguém que queira realizar a Sua vontade. Será que estamos individualmente e coletivamente inclinados para Ele ou para nossos próprios maus caminhos?

Todos recebemos uma comissão, um chamado. É certo que temos ênfases específicas, e cada igreja na cidade tem as suas particularidades. Mas só alcançaremos a completude quando estivermos juntos, unidos por uma só Causa: "Que venha o Teu Reino". Alguns de nós podem ser maduros como Abraão e Jacó; outros, surpreendidos como Moisés e o menino Samuel. Talvez boa parte da igreja necessite de um realinhamento a partir da visão da glória de Deus, como se deu com Isaías, para reconhecermos finalmente nossas misérias e nossa total dependência Dele. De qualquer forma, sejamos nós mesmos a resposta às demandas desse mundo, cansado de apenas palavras e discursos bonitos.

A fé cristã está baseada em expressão ("Eis-me aqui") e em realização ("Envia-me"). Vamos então ser consistentes e perseverantes em nossas promessas para Deus? Pois Ele não se esquece do que tanto falamos e cantamos, dia após dia. Ele nos diz "Eis-me aqui" para nos fortalecer e nos encher do Seu Zelo, do Seu Amor, ao ponto de abrirmos mão de nossas próprias vidas para que a humanidade encontre o final tão esperado.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Curso Intensivo de Harmonia Vocal

PRÓXIMA TURMA: 20 DE OUTUBRO

8 horas/aula em um único sábado, de 9:00 às 18:00 horas, com intervalo de 1 hora para almoço (não-incluso).

Investimento: De R$ 160,00 por apenas R$ 100,00 (até 15/10).

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Temas abordados:
  • Percepção
  • Conceitos básicos de teoria musical
  • Estrutura de acordes
  • Campo harmônico maior
  • Arranjo vocal

Mais informações e inscrições pelos telefones (21) 2724-0655, 3713-9330.

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