terça-feira, 24 de julho de 2012

Ele não está aqui. Alguém está notando?

Por Ronaldo Vicente | Segue abaixo um pequeno trecho desse ótimo artigo, postado em seu blog Lágrimas por Tua Causa.

Imagine receber um convite de aniversário e, ao chegar no local, você verá muitas pessoas, uma grande confraternização, várias apresentações honrando o aniversariante, um grande bolo e, no momento auge da festa, o soprar das velas diante de todos. Nada. Não há ninguém, não há sinal do aniversariante.

Então segue a festa, todos comendo, conversando, uma música alta para danças e apresentações.

Alguns perguntam: Você viu o aniversariante? Ele já chegou?

Outros respondem: Me disseram que ele está para chegar, mas ainda não o vi.

A música, a festa, as apresentações, a comida são tão maravilhosas que passam a ser mais importantes que o próprio aniversariante. Todos estão tão maravilhados com a programação da festa que passam a maior parte da confraternização admirando a obra realizada, ao passo que ninguém está notando que o aniversariante ainda não chegou.

Consegue imaginar esse cenário? Talvez ao citá-lo, sua imaginação repreenderá atitudes como essa ou, se formos honestos, ao lermos todo esse artigo iremos concordar que estamos fazendo uma “festa” religiosa, com música alta, comendo e bebendo, e não estamos notando que o mais importante da festa, o Aniversariante, não está.

[...]

A Igreja atual está repleta de pessoas que dizem estar fazendo para Cristo, mas na verdade estão usando o nome de Jesus para caprichos pessoais.

Se cada cristão for realmente honesto irá reconhecer para si mesmo a verdadeira intenção do seu coração. Quantos sempre desejaram o holofote das multidões e conseguiram pelo meio evangélico serem o centro das atenções no mercado evangélico (músicas, livros, pregações, progamas de televisão, igrejas e grandes instituições).

Todos esses tem o mesmo discurso: “tudo o que faço, faço para Deus”. Será mesmo? Quantos de nós já ficamos debaixo de uma instituição a qual não concordamos e por uma ação “rebelde” - mas nunca assumimos a “rebeldia”, pois colorimos essa palavra como “direção do espirito”, e abrimos outro espaço para cultuarmos a Deus com uma programação totalmente diferente da que estávamos. A programação é tão boa, que se encaixa perfeitamente naquilo que nosso coração desejava. Então, soa uma pergunta básica: Para quem você montou essa programação ou instituição? É lógico que todos irão responder: “Para Deus”. Será mesmo? Será que todas as canções realizadas no culto são para louvor e glória do Senhor? Será que todas as nossas pregações são para levar a Noiva ao reconhecimento de Cristo? Será que todas as nossas decisões em uma Igreja local são realmente voltadas ao Senhorio de Cristo na Igreja? Sejamos honestos pelo menos uma vez.

Comparando com a analogia da “festa de aniversário” e trazendo para nossa realidade de cristãos, em cultos, em comunhão: Estamos fazendo para Jesus? Estamos voltados totalmente para Ele? Canções, programações, estudos, decisões... Ou estamos usando-O para nossos caprichos, nossos desejos fracassados que não conseguimos realizar, então usamos desse meio para nos saciar? Nossas canções ou canções para Ele? Nossas pregações ou pregações para Ele?

A forte pergunta neste artigo é: você está notando que Ele ainda não está entre nós? Será que existe alguém no meio da festa que está percebendo que todos estão comendo, bebendo, cantando, fazendo mais planos para aprimorar a festa, e não estão incomodados pela falta da presença Daquele que é mais importante que a própria festa? Esse notar também está relacionado ao perceber e desejar conhecer a vontade Daquele que é a peça importante da festa. Estamos percebendo que “talvez” tudo que estamos fazendo, cantando, programando, celebrando, seja mais do nosso agrado do que do dEle?

Is.55:8 –“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR”.

Se deixarmos nossos pensamentos comandarem nossas ações, como cristãos, toda causa será perdida, porque não saberemos identificar o gosto do Amado. Então seremos enganados pelo nosso coração perverso e faremos um culto perverso aos olhos de Deus. Mas o próprio Deus diz: “Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Is 55:7). Que possamos ter em nosso coração dado por Deus o primeiro passo de mudança, reconhecimento de nossas ações.

[...]

* Vale a pena ler o texto na íntegra no blog Lágrimas por Tua Causa

terça-feira, 17 de julho de 2012

Ordem - Parte 2

Luciano Motta

Continuamos a falar (leia aqui a parte 1) sobre o propósito de Deus de ter filhos semelhantes a Jesus, estabelecendo o Seu Reino. Homens e mulheres que são a própria encarnação da ordem de Deus - "Haja" - como Cristo o foi. Isso é mais do que declarar palavras fortes e bonitas, é uma disposição do coração que leva a uma ação real, zelosa e urgente.

2- Ordena a tua casa (*)

Deus deixou uma ordem a Abraão como sinal da Sua Aliança:
Da sua geração em diante, todo menino de oito dias de idade entre vocês terá que ser circuncidado, tanto os nascidos em sua casa quanto os que forem comprados de estrangeiros e que não forem descendentes de vocês. Sejam nascidos em sua casa, sejam comprados, terão que ser circuncidados. Minha aliança, marcada no corpo de vocês, será uma aliança perpétua. Qualquer do sexo masculino que for incircunciso, que não tiver sido circuncidado, será eliminado do meio do seu povo; quebrou a minha aliança (Gên 17.12-14).
A circuncisão nada mais é do que a remoção do prepúcio do pênis. Sem dúvida, uma operação dolorosa para qualquer homem, quanto mais para meninos de oito dias!  Mas esta marca foi determinada por Deus para diferenciar os Patriarcas, e posteriormente todo Israel, dos outros povos da Terra. Tratava-se de uma marca geracional, não por acaso ligada ao órgão reprodutor masculino, que distinguia uma família, uma linhagem, uma nação. A circuncisão fala de separação do mundo. Na Nova Aliança, pelo sangue de Cristo, fomos circuncidados em nosso coração para Ele mediante a fé (veja Colossenses 2.11, Efésios 2.10-13).

Era do pai a responsabilidade de circuncidar seu filho. Algo que Deus zela até hoje, obviamente não de forma natural, mas espiritual. É dever do homem, como sacerdote do lar, cuidar para que sua esposa e seus filhos sejam santificados, separados para o Senhor, ensinando suas crianças no caminho em que devem andar (Provérbios 22.6); amando sua mulher como Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela (Efésios 5.25).

Moisés enfrentou o zelo de Deus logo após receber sua missão no encontro da sarça ardente:
Depois diga ao faraó que assim diz o Senhor: "Israel é o meu primeiro filho, e eu já lhe disse que deixe o meu filho ir para prestar-me culto. Mas você não quis deixá-lo ir; por isso matarei o seu primeiro filho!"
Numa hospedaria ao longo do caminho, o Senhor foi ao encontro de Moisés e procurou matá-lo. Mas Zípora pegou uma pedra afiada, cortou o prepúcio de seu filho e tocou os pés de Moisés. E disse: "Você é para mim um marido de sangue!" Ela disse "marido de sangue", referindo-se à circuncisão. Nessa ocasião o Senhor o deixou (Êxodo 4.22-26).
O embate com o faraó envolvia uma questão de paternidade de nações. Era como se Deus dissesse: "Se mexer com o meu filho (Israel), vou acabar com o seu (Egito)". Contudo, pela passagem acima, fica bastante claro que Moisés, sendo descendência de Abraão, ainda não havia cumprido a sua parte na Aliança - ele não tinha circuncidado seu próprio filho! Dessa forma, como teria ele autoridade para ir a faraó em nome de Deus e cobrar qualquer coisa? Por isso o Senhor se irou e foi de encontro a Moisés para matá-lo, ou seja, para eliminá-lo do meio do Seu povo, conforme Sua própria ordenança a Abraão.

Desde o Jardim do Éden, sempre que o homem foge de suas responsabilidades, a mulher acaba assumindo um papel que não é dela. Repare como Zípora, mulher de Moisés, interveio para mudar sua terrível situação. Observe na nossa sociedade ocidental como a figura masculina vem sendo combalida nas últimas décadas, gerando graves desordens - talvez as maiores sejam o crescente número de divórcios e a imposição ideológica do homossexualismo como prática normal. Tudo isso é fruto da falha do homem em ordenar a sua casa, conforme a vontade de Deus.

Dessa forma, é imperativo ao marido/pai crente cumprir o seu papel de sacerdote, senão trará ruína à sua casa, à sua vida e, por conseguinte, à sua nação. É hora de por ordem na casa. É tempo de se levantarem homens que tenham zelo pela Aliança do Senhor. Sua devoção tocará o seu lar.

Importante: Quando o marido/pai não for crente, a mulher deve santificá-lo, alcançando também os filhos (veja 1 Coríntios 7.14). É evidente que não tomará o lugar de cabeça do lar, mas assumirá um significativo papel de intercessão, cuidando do ambiente espiritual da família, além de buscar ser exemplo para os moradores da casa e ter o suporte dos irmãos de sua congregação. Não é tarefa fácil, porém de resultados extraordinários em Deus. Se este for o seu caso, persevere no Senhor, seja fiel, sempre vinculada ao Corpo de Cristo.

Continua...


(*) Preciso destacar que o tópico 2 acima foi baseado na impactante mensagem de Adriel Barbosa ministrada em reunião com os homens da minha congregação, no começo de 2012. Na ocasião, eu estava desenvolvendo a série "Encontros e Movimentações" que fala da vida de Moisés. Ouvir esta mensagem trouxe para mim muitas confirmações sobre o que estava estudando e lendo nas Escrituras, além de ter sido um poderoso recomeço de vida e ministério.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

A cidade mais evangélica do mundo... E daí?

Por Alan Capriles, texto postado originalmente em seu blog.
Assista aqui ao video do Pr. Kivitz comentando este assunto.

As estatísticas apontam São Gonçalo, no município do Rio de Janeiro, como a cidade que concentra o maior número de evangélicos por metro quadrado em todo o mundo. De fato, assim que cheguei a São Gonçalo, no final da década de 90, impressionou-me a quantidade de igrejas evangélicas que se espalhavam por toda a cidade. A princípio, julguei ser algo muito positivo, mas com o passar dos anos comecei a duvidar disso.

Primeiro, porque percebo que grande parte dessas igrejas nasceram de feridas não tratadas. Geralmente, surgem como solução para desavenças não resolvidas, mascarando um perdão que jamais foi sequer cogitado.

Segundo, porque o culto na maioria das igrejas em São Gonçalo é voltado para o homem, não para Deus. Espalham-se as faixas que fazem propaganda daquilo que Deus pode fazer por você, bastando para isso participar da campanha, ou da corrente.

Terceiro, porque as igrejas por aqui estão disputando os membros, tal como as lojas disputam a clientela. Ou ainda pior do que isso! Há alguns anos, por exemplo, saíram de nossa igreja mais de vinte membros de uma só vez, que foram todos recebidos por outra igreja próxima, sem exigência alguma de carta, ou coisa parecida. E, em poucos dias já estavam sendo nomeados para algum cargo, com título e tudo mais! Isso é muito comum acontecer por aqui.

Quarto, porque as igrejas de São Gonçalo parecem existir mais para o entretenimento do que para a edificação de seus membros. Nunca vi tanto ativismo religioso como nessa cidade. São eventos e mais eventos: de congressos e chás, a festivais e arraiais. Os membros ficam tão sobrecarregados com ensaios e demais preparativos, que mal sobra tempo para a família, para os amigos e, pior ainda, não há tempo para Deus!

Quinto, porque parece não haver mais ética cristã por aqui. Por incrível que pareça, tornou-se comum em São Gonçalo encontrarmos uma igreja em frente de outra, ou até mesmo ao lado! E não pensem vocês que seus líderes estão preocupados se o volume do som interfere no culto da outra igreja. É guerra mesmo!

Sexto, porque nunca vi tanta meninice espiritual como em São Gonçalo. A maioria dos crentes daqui vive correndo atrás da última novidade gospel, do novo “mover do espírito”, do “revelamento” e da “profetada”. Para esses, a pregação só é boa se, aos gritos, o pregador os iludir com promessas de sucesso e riquezas. São cada vez mais raras as mensagens que tratam de arrependimento, conserto, da eficácia da cruz e do ser uma nova criatura em Cristo Jesus.

E sétimo, porque apesar das igrejas evangélicas se multiplicarem por aqui, a ponto de São Gonçalo ser apontada como a cidade com o maior número de evangélicos por metro quadrado no mundo, que diferença isso trouxe para essa sociedade? Pelo menos, desde que moro aqui, não vi nenhuma diferença.

Muito pelo contrário, a violência só tem aumentado nesta cidade. E continua o descaso dos políticos daqui para com o cidadão e do próprio cidadão para com o seu próximo. As ruas estão mais imundas do que nunca, não apenas porque a coleta de lixo é ineficaz, mas porque os próprios moradores de São Gonçalo não pensam duas vezes antes de sujar as ruas de sua própria cidade. E, enquanto os evangélicos de São Gonçalo se divertem, brincando de igreja, os bares, boates e motéis continuam se multiplicando por aqui. Aliás, pra quem não sabe, apesar de ser o segundo maior município do seu Estado, São Gonçalo não tem hotéis, nem sequer um, apenas motéis, e aos montes! Preciso dizer mais alguma coisa?

Mas, apesar de toda essa triste constatação, preciso confessar que tenho verdadeiro amor pelo povo desta cidade. Amo principalmente os evangélicos de São Gonçalo. Vejo que são pessoas simples, sinceras e sedentas de Deus. Mais do que isso, são pessoas inocentes, beirando a ingenuidade, razão pela qual se deixam enganar pelos comerciantes da fé.

Após pregar por mais de dez anos nessa cidade, em inúmeras igrejas, cheguei à triste conclusão de que grande parte dos evangélicos de São Gonçalo é analfabeta de Bíblia, tornando-se presa fácil para os espertalhões. A maioria conhece apenas o que lhes é pregado dos púlpitos, ou ensinado pelas revistas da escola bíblica dominical. Muitos crentes daqui nunca leram sequer os evangelhos, muito menos todo o Novo Testamento. Por isso são tão facilmente enganados, ou estão enganando sem o saber.

O fato é que ser cristão pouco ou nada tem haver com fazer parte de uma igreja evangélica. O que importa é converter-se a Jesus Cristo, e não a uma denominação. Se realmente todos os evangélicos de São Gonçalo fossem convertidos a Cristo, veríamos um enorme impacto positivo na sociedade. Isso ocorreria naturalmente, pelo simples fato de que um verdadeiro cristão não se conforma com este mundo, mas se torna um agente de transformação social, trazendo a realidade do reino de Deus para a Terra, por meio do senhorio de Cristo. Ora, se a maioria dos habitantes de São Gonçalo é mesmo cristã, onde estão os sinais do reino de Deus nesta cidade?

Sendo assim, sinto-me como missionário em São Gonçalo, cidade que defino como uma babilônia gospel. É assim que me sinto aqui, de todo meu coração. Não digo isso para fazer graça. Isso não é uma brincadeira, é algo muito sério. O povo dessa cidade necessita urgentemente do evangelho da graça de Deus, a começar pelos próprios evangélicos.

De fato, quem prega um evangelho puro e simples nessa cidade, só pode estar mesmo em missão. Talvez, na mais dura de todas as missões: a de evangelizar evangélicos, sendo incompreendido e perseguido por seus próprios irmãos.

Conto com sua ajuda em oração.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Ordem - Parte 1

Luciano Motta

Nosso Deus é de ordem. O mundo subsiste por causa dos limites que Ele mesmo colocou: oceanos e mares não invadem os continentes, dias não ultrapassam seus ciclos de 24 horas, planetas não modificam involuntariamente suas órbitas. Tudo foi criado com organização, cada elemento em seu lugar, um após o outro, e tudo a partir de uma palavra de ordem: "Haja".

Isso também é parte dos seres humanos. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Ao homem foi delegado o domínio da terra, o nomear dos animais, enfim, viver nas mesmas bases de organização de seu Pai Criador. Mas bastou uma ordem ser descumprida para que o caos que havia antes da criação retornasse: o Senhor havia determinado que Adão e Eva não comessem do fruto da Árvore do conhecimento do bem e do mal. O pecado deles contaminou tudo. Assim, milênios mais tarde, chegamos a 2012 ainda sob as consequências daquela desobediência, vivendo talvez no auge da desordem humana, em todos os níveis.

Obviamente não menosprezamos Cristo e Seu sacrifício na cruz, que veio para nos redimir do caos e nos tirar do império das trevas para o Reino de Seu amor. Em Cristo, só Nele, podemos ser reintegrados novamente à ordem, ao governo. E todas as coisas estão agora mesmo convergindo para Cristo e Seu Reino, apesar do caos ainda crescente, apesar de nossas fragilidades e bagunça interior, apesar da igreja se parecer uma turba de vozes e sons em desarmonia.

O propósito de Deus é ter filhos semelhantes a Jesus, estabelecendo o Seu Reino. Homens e mulheres que são a própria encarnação da ordem de Deus - "Haja" - como Cristo o foi. Isso é mais do que uma declaração, é uma disposição do coração que leva a uma ação real, zelosa e urgente.

Infelizmente, vemos como essa disposição está contaminada por diversas práticas ditas evangélicas tão em voga: a confissão positiva, o determinar de bênçãos e vitórias, o declarar de palavras "fortes" para repreender principados e potestades de nações. Veja bem: uma palavra, por ela mesma, por mais bonita e impressionante que seja, não tem peso algum. Canções e orações não são proféticas só porque suas letras e expressões assim o sugerem. Uma sentença é só uma sucessão de vocábulos com algum significado lexical e semântico se não estiver impregnada da autêntica vida de Deus, se não houver testemunho entre céus e terra de que aquele que fala vive o que fala, conforme a vontade Daquele que fala, por meio do Espírito Santo.

Tudo o que for diferente disso levará a mais confusão. Um exemplo: É bem verdade que devemos abençoar com nossos lábios. Mas a língua é um mal indomável (Tiago 3.8). Se o coração não estiver cheio da vida de Deus, haverá contradição - a mesma boca proferindo bênção e maldição, a mesma árvore produzindo frutos bons e maus. Isso é o mesmo que desordem, caos. Quantas pessoas bendizem no culto de domingo e maldizem na semana! Somente cheios da vida e da mente de Cristo teremos condições para uma fé coerente, um testemunho da ordem que há em Deus e em Seu Reino.

Podemos e devemos nos movimentar nessa perspectiva. Precisamos abandonar o que o mundo moderno designa como prioridade. Adão e Eva comeram do fruto da Árvore do conhecimento do bem e do mal - e isso é o mesmo que perseguir uma vida boa, feliz, próspera, deixando Deus de fora, à margem. Já sabemos que o resultado dessa busca é o caos, o pecado. O fim é a morte. Pois talvez a morte, sorrateira como a serpente, esteja cirandando as três áreas relacionadas abaixo sem que a percebamos em um primeiro momento, à espera do certeiro bote:

1- Ordena a tua devoção

Precisamos desenvolver e construir nosso relacionamento com o Pai ao ponto de edificarmos um lugar para Ele habitar, um espaço individual e coletivo onde a vida do Corpo possa fluir sem impedimentos. A devoção pessoal e familiar interfere na vida comunitária - se ela é forte, então os relacionamentos interpessoais também o serão. É urgente cessar o ciclo de congregações fragmentadas por partidarismos, de denominações que não se comunicam, tampouco se unem em prol do Reino. É tempo de basearmos novamente nossas movimentações a partir da vontade de Deus, revelada depois de encontros sucessivos com Ele.

{ Tratamos recentemente a respeito de nossos encontros com Deus e de nossas movimentações subsequentes em resposta. Seria muito importante que você lesse os três artigos, também relacionados à devoção pessoal e coletiva: comece aqui pela 1ª parte }

Continua...