quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Provocando um avivamento na cidade


Ministrei esta palavra em nossa reunião de domingo, no último dia 27/08.

Um breve esboço:

Para acender um avivamento na cidade, o Espírito Santo usa o que Jonathan Edwards chamou de “Oração extraordinária” = unida, persistente e centrada no Reino.
Não é centrada em necessidades das pessoas (doenças, família) ou da igreja local (equipamentos, finanças).

Três características básicas desse tipo de oração:
- anseio por conhecer a Deus, por ver a sua face, por vislumbrar a sua glória = é o que fazemos constantemente
- súplica para receber graça para confessar pecados e nos humilharmos = “arrependimento” deve ser um tema recorrente em nossas reuniões coletivas e devoção individual
- compaixão e zelo pelo crescimento da igreja e por alcançar o perdido = oramos por unidade, mas podemos intensificar mais as nossas orações pelos perdidos

Isso afeta o conteúdo do que pregamos, do que conversamos, do que cantamos...
- pregação cristocêntrica (reunião geral = é a expressão da nossa fé na cidade e para a cidade / convites para ministrar fora = cuidado com as palavras: objetivo é a unidade, mas não abrir mão da verdade do Evangelho)
- contato pessoal (grupos caseiros, igreja na casa = é uma experiência diferente e fundamental; não é um grupo de estudo bíblico, não é célula; é a igreja total)
- conversas (testemunho pelo exemplo de vida e também comunicando o que Cristo fez e tem feito em sua vida = a mensagem deve ser encarnada, autêntica!)
- composições, livros, mostra cultural (através da arte, podemos mostrar Jesus à cidade = canções expressam nossa teologia, nossa fé → vamos compor, vamos gravar! = mundo atual é baseado em imagens)

“O cristão deve carregar a marca contagiante do avivamento espiritual – uma unção e uma seriedade alegres e afetivas, uma percepção da presença de Deus. Mudanças de vida extraordinárias e visíveis, além de conversões inesperadas, podem levar outros a um autoexame profundo e criar um senso de anseio espiritual e expectativa na comunidade” (Livro: Igreja Centrada, Timothy Keller, p.91)

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Sumo sacerdote da nossa fé

Por Asher Intrater | Boletim Revive Israel 04/09/2017

Você sabe como é a palavra “ministério” em hebraico? Ela não existe. Uma maneira de dizê-la é simplesmente “servir”. Ninguém “tem um ministério”. Você apenas serve.

Outra forma de dizê-la é utilizando a palavra para “sacerdote” – Kohen – כוהן. Quando alguém serve como um ministro no governo, dizemos que ele "kahen" (o verbo para servir como sacerdote). Cohen não é o sobrenome de Arão, mas uma posição de ministrar perante o Senhor. Qualquer pessoa que ministra é um tipo de “cohen”, mas não faz parte necessariamente da família sacerdotal Cohen.

Hebreus 3.1 – Considerai atentamente o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Yeshua.

Quando falamos sobre sacerdócio, ministério ou apóstolos, devemos nos lembrar que todos somos apenas servos do único verdadeiro Sumo Sacerdote e Apóstolo: Yeshua o Messias. Ele é o centro, o líder, o ungido de Deus e o que foi exaltado. Não pode haver orgulho, ego ou glória humana quando falamos em servir ao Senhor.

João 6.14 – Este é, verdadeiramente, o profeta que devia vir ao mundo.

Yeshua não é apenas O Apóstolo, mas é também O Profeta.

Lucas 4.18 – O Espírito de YHVH está sobre mim, pelo que me ungiu para dar boas novas aos mansos.

Yeshua também é O Evangelista.

João 10.11 – Eu Sou o Bom Pastor.

Ele é O Pastor.

João 3.2 – Sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus.

Ele é O Mestre.

Já para nós Judeus Messiânicos, Yeshua é também O Rabi (ou Rabino).

Mateus 23.8 – Porque um só é vosso Rabi [Mestre], e vós todos sois irmãos.

É aceitável dar títulos às pessoas para deixar seus papéis e funções mais claros. Existem sacerdotes e rabinos; também há apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. Mesmo assim somos todos reflexos do grande Rabino, Sacerdote e Apóstolo.

Todos os dons ministeriais vêm de Deus por meio de Yeshua. Sempre deve haver uma medida de humildade e simplicidade quando falamos em áreas de serviço. Talvez você recebeu uma profecia. Excelente! Mas lembre-se, qualquer um pode profetizar (I Co 14.31), incluindo garotinhos e garotinhas (At 2.17).

Somos todos “irmãos e irmãs”. Somos família. Pessoas diferentes servem de maneiras diferentes. Membros diferentes da família possuem dons diferentes. Alguns podem possuir posições de liderança. Mas todos nós somos igualmente filhos amados perante nosso Pai celestial. Nossos relacionamentos pessoais são mais importantes do que nossos “ministérios”.