segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Worhty of it all, I exalt Thee



All the saints and angels bow before Your throne / Todos os santos e anjos se prostram ante Teu trono
All the elders cast their crowns / Todos os anciãos lançam suas coroas
before the Lamb of God and sing / ao Cordeiro de Deus e cantam

YOU ARE WORTHY OF IT ALL / Tu és Digno de tudo isso
YOU ARE WORTHY OF IT ALL / Tu és Digno de tudo isso
FROM YOU ARE ALL THINGS / De Ti são todas as coisas
AND TO YOU ARE ALL THINGS / E para Ti são todas as coisas
YOU DESERVE THE GLORY / Tu mereces a glória

DAY AND NIGHT, NIGHT AND DAY LET INCENSE ARISE... / Dia e noite, noite e dia que o incenso suba...

I exalt Thee... oh Lord / Eu Te exalto... oh Senhor

* Ouça essa canção com seu coração aberto. Depois, leia o artigo Um novo som está vindo e veja como Deus está se movendo por meio das orações e das canções nos últimos dias.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Ordem - Parte 3

Luciano Motta

Esta é a última parte de uma série de breves artigos sobre o propósito de Deus de ter filhos semelhantes a Jesus, estabelecendo o Seu Reino. Homens e mulheres que são a própria encarnação da ordem de Deus - "Haja" - como Cristo o foi (leia aqui a parte 1 e a parte 2).

3- Ordena a tua carreira

O mundo se move em função do dinheiro. Mamon é o grande deus da vigente mentalidade capitalista. Pensar em carreira hoje em dia é o mesmo que "Como posso ganhar dinheiro?" ou "Como posso ficar rico?". Os livros de auto-ajuda estão aí aos montes, prescrevendo a melhor maneira de chegar ao seu primeiro milhão e de ter uma aposentadoria confortável. Contudo, a despeito de tanto conhecimento disponível sobre finanças, as pessoas estão mais e mais escravizadas por dívidas, prestações, juros em cima de juros. A força motriz desse caos é o consumo que extrapola todos os limites - os cartões de crédito e as sucessivas crises econômicas que o digam.

Pensando agora especificamente no Brasil, se considerarmos nossa história verde e amarela, veremos que a busca por ser rico a qualquer custo é uma construção cultural, uma fortaleza mental bastante sólida no modo de viver dos brasileiros. Lembremos dos exploradores portugueses, de olho grande em nossas riquezas. Lembremos dos bandeirantes, que desbravaram nossas florestas e expulsaram os espanhóis, e ainda mataram nossos índios, também em busca das riquezas. Agora olhemos para as negociatas de Brasília... E a história vai se repetindo, a sociedade aderindo à corrupção e à malandragem, o "jeitinho brasileiro" se consolidando como prática normal.

Os filhos de Deus deveriam viver à imagem e semelhança do Filho, em franca oposição à ganância e à avareza dessa terra, mas infelizmente não tem sido assim. Ao contrário de uma igreja que ilumina e dissipa as trevas de Mamon, que aponta o caminho para uma vida e uma carreira bem sucedidas em Deus, encontramos uma igreja a serviço do capital, de mãos dadas com o dinheiro e com o pior que ele representa, exatamente como o mundo. Essa mentabilidade tem contaminado ferozmente as estruturas eclesiásticas e o coração de seus frequentadores, instigada por homens gananciosos que se autodenominam "pastores", "apóstolos" ou "missionários", enfim, líderes que usam a fé das pessoas para enriquecerem. Para os membros dessas igrejas, seguir a Jesus é uma ponte para ascenderem socialmente. Nessa triste realidade, Jesus é "o caminho" para ficar rico, "a verdade" para o consumo frenético e "a vida" para ostentar sua prosperidade.

Em contrapartida, na oração-modelo de Jesus em Mateus 6, encontramos uma sentença de ordem: "O pão nosso de cada dia nos dá hoje". E na sequência da leitura deste mesmo capítulo, existe o célebre ensino de Jesus sobre as preocupações da vida: os filhos de Deus devem buscar primeiro o Reino e a Sua Justiça, descansando na certeza de que todas as demais coisas lhes serão acrescentadas (Mateus 6.33). Compartilhe essa palavra com pessoas de seu convívio, crentes ou não, e certamente você escandalizará a maior parte delas: "Pensar apenas no hoje? Buscar primeiro o Reino de Deus e Sua Justiça? E os meus planos? E o meu desejo de ter uma casa própria? O que eu faço com essa faculdade que estou cursando?"

De acordo com as palavras de Jesus em Mateus 6 e em outras passagens, o que salva, direciona e enriquece a nossa carreira é o relacionamento que desenvolvemos com o Pai. Assim, nossa confiança estará Nele, não no dinheiro ou no que podemos administrar por nossas próprias forças. Vamos rever como foi com Moisés, o homem que temos estudado nesta série de artigos: primeiro ele teve um encontro com o Senhor e ali começou a por em ordem a sua devoção, desenvolvendo a sua comunhão com o Todo Poderoso e deixando de confiar em si mesmo. Depois, teve de acertar as coisas em casa, circuncidando seu filho, conforme a ordem de Deus aos patriarcas e ao Seu povo. Só então Moisés pôde se lançar em sua missão, baseando-se nas habilidades adquiridas como príncipe do Egito e como homem de Deus. Falando sobre hombridade, carreira e trabalho, Robert Lewis afirma:

A primeira faceta desse trabalho compreende a profissão que escolhemos. Deus dotou cada homem e cada filho com dons e habilidades singulares. Alguns são arquitetos, outros, atletas, advogados ou pastores. Como muitos já puderam constatar em sua própria experiência, a satisfação no trabalho é maior quando trabalhamos nas áreas em que somos fortes e não fracos. [...]
A segunda faceta dessa "obra a ser feita" vai além da escolha profissional: ela abarca os dons espirituais que o filho recebeu. Deus planejou que o homem contribuísse para toda a comunidade e, especificamente, para a obra da Igreja e do Reino. 1 Pedro 4.10 diz: "Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus" (Do livro: Formando Cavaleiros para os Dias de Hoje. Pompeia: Universidade da Família, 2011, p.90-91).

Habilidades naturais e espirituais - ambas foram dadas por Deus e devem cooperar com uma carreira efetiva e relevante, alinhadas à vontade do Senhor. Isso trará ordem ao nosso mundo. Isso evitará que fiquemos enrolados e perturbados pelo nosso próprio trabalho. Pense quantas pessoas não estão agora mesmo insatisfeitas, cansadas, esgotadas, com a sensação de estarem "correndo atrás do próprio rabo"! Recebem salário para pagar contas, dívidas, para gastar de forma egoísta e compulsiva. Fazem isso porque não têm uma finalidade clara, um propósito, uma causa. Talvez você esteja passando por isso. Então, renda-se! Coloque diante do Senhor as suas habilidades e peça a Ele que estas sejam úteis para estabelecer o Reino. Cogite a possibilidade de sair do seu emprego ou abandonar sua faculdade, enfim, mudar de rumo. Se Deus assim o orientar, faça. Ele vai suprir todas as suas necessidades. Veja bem: Ele dará o que você precisa, não o que deseja.

Uma última palavra: você e eu sempre vamos precisar de pessoas. Ninguém constrói uma carreira sólida sozinho. Mesmo aqueles fora-do-comum, que partem do nada e atingem altos patamares, mesmo esses dependeram de alguém que lhes estendessem a mão e lhes dessem uma oportunidade. Olhando mais uma vez para a trajetória de Moisés, lemos em Êxodo 18 sobre o modo como ele liderava: o povo vinha até ele para que julgasse suas questões, e isso consumia todo o seu dia! Mas Jetro, vendo o grande erro de seu genro, lhe aconselhou:

"Escolha dentre todo o povo homens capazes, tementes a Deus, dignos de confiança e inimigos de ganho desonesto. Estabeleça-os como chefes de mil, de cem, de cinqüenta e de dez. Eles estarão sempre à disposição do povo para julgar as questões. Trarão a você apenas as questões difíceis; as mais simples decidirão sozinhos. Isso tornará mais leve o seu fardo, porque eles o dividirão com você" (Êxodo 18.21-22).

Da mesma forma, certifique-se de que há pessoas ao seu lado capazes, leais, amigas. Se você está escravizado por dívidas e problemas para ordenar a sua carreira, procure essas pessoas imediatamente. Abra seu coração para elas, abra a sua vida, para que o aconselhem e o ajudem a vencer e a seguir em frente, em direção ao propósito de Deus. Lembre-se que somos parte de um Corpo. Não existe lugar no Reino para carreiras-solo.

Ordenar a devoção, a casa e a carreira é o mesmo que ser um discurso encarnado, uma resposta, um exemplo, um padrão, uma fé viva para o mundo. Não é uma questão de regras morais, mas de fidelidade ao que se crê. É uma prova incontestável de que vale a pena confiar e se entregar a Deus.

A vida de Cristo em nós esmaga a cabeça da serpente e traz ordem ao caos.

domingo, 11 de novembro de 2012

O processo de encarnação da Palavra

Dois videos contendo a aula de Eliza Walker, em uma das ministrações do Curso de Capacitação Profética Intensivo (CPPI), realizado no Centro de Eventos Vale da Águia, em Sorocaba/SP.

Parte 1 – dia 08/07/2012


Parte 2 – dia 09/07/2012

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Quem é você?

De Michael Duque Estrada, baseado em texto extraído e compilado do livro "Impactando cidades", de Martin Scott

Os representantes das autoridades do templo judaico vieram até João Batista para perguntar-lhe quem ele era. Ao fazê-lo, eles deram algumas alternativas. A cada opção apresentada, ele respondeu com uma negação. Jesus era claramente o cumprimento da primeira menção apresentada (“é você o messias?"). João também negou que ele fosse o cumprimento da última opção (“é você o profeta?"). Ele não era o Profeta, pois Jesus era verdadeiramente o Profeta, como Moisés (Deut 18.15-17). É, contudo, a segunda opção em João 1.21 que eles deram a João ("é você Elias?") que nós sabemos ser a mais adequada. Pois o próprio Jesus disse que João era, de fato, o Elias que tinha sido prometido (ver por exemplo os comentários de Jesus em Mateus 11.14 e a promessa com respeito a Elias em Malaquias 4.5-6).

Por que, então, João negou esta identidade? É improvável que João não tivesse autoconsciência de ver-se como o cumprimento da profecia sobre Elias. Eu penso que teria sido bastante difícil para João fazer tudo o que fez, se ele não se visse carregando o espírito de Elias. Também devido ao seu pai, Zacarias, ter ouvido diretamente do anjo Gabriel a respeito da identidade de João, parece bastante improvável que essa identidade lhe fosse oculta. Assim, penso que João sabia muito bem que ele era, de fato, a pessoa destinada a permanecer na unção de Elias.

Por que, então, a negação? Por duas razões. Primeiramente, Jesus dissera que João seria o Elias se as pessoas fossem capazes de recebê-lo.O fato de fazerem aquela pergunta indicava que eles, na realidade, não o estavam recebendo como Elias. Assim, sua resposta para a questão “é você Elias?" deveria ser de fato “Não, eu não sou; ao menos, eu não sou Elias para vocês". Aqueles enviados pelos céus somente cumprem plenamente suas missões quando são recebidos e reconhecidos como aqueles que foram enviados.

O segundo fator é que João estava focado naquele que estava por vir. Ele não podia se distrair com discussões sobre sua própria identidade. Quando forçado a fazê-lo, ele simplesmente descreveu-se com relação ao que fora chamado para fazer: ele era UMA VOZ CLAMANDO NO DESERTO.

Se ele não permanecesse na brecha até que viesse Aquele que havia de vir sendo estabelecido, ele falharia. Que propósito positivo resultaria em se debater sobre quem ele era? Se ele cumprisse sua tarefa, poderia, de fato, ser dito que ele era Elias, mas não antes. E se ele cumprisse sua tarefa, ela não diria respeito a si, mas ao que havia de vir.

É essa atitude que deve permear todas as atividades do presente. Nós devemos ser as vozes que intercedem por aquilo que está por vir. Nós devemos levar isso tão a sério que estaremos desejosos de viver e morrer por aquilo que tá por vir. Contudo, perceba que o que está por vir é muito maior do que nós, para que não venhamos a elevar a nós mesmos com grandes títulos. Assim, somos levados a fazer aquilo que fomos chamados de forma bastante séria, mas nunca devemos nos enxergar com importância exagerada.

O grande chamado vindo do Espírito Santo é para o Corpo que se levantará como verdadeiro parceiro Dele para permanecer na brecha entre aquilo que é e o que há de vir. Nós somos chamados a gerar o surgimento de algo apostólico, e é necessário que durante essa fase não venhamos fazer revindicações prematuras. O que está vindo é maior que aquilo que existe hoje; e quando chegar, precisaremos diminuir. De fato, como isso significou para João perder a cabeça, eu suponho que haverá algumas cabeças no nosso tempo que precisarão ser removidas quando uma nova dimensão apostólica chegar.

Precisamos assumir nossa posição como pais espirituais, como descrito em Malaquias 4:6, e nos voltarmos para próxima geração. A ideia de que uma geração recebeu algo por pagar um preço, e de que qualquer geração seguinte terá que fazer o mesmo, é falso. Tudo que temos recebido é para beneficio daqueles que estão por vir. Nosso telhado necessita tornar-se o solo para próxima geração. Eles, então, poderão edificar de forma que não fomos capazes de fazer.

Eu creio que esse é o tempo do cumprimento das promessas de Deus, um tempo para investir na próxima geração.

Fiquei muito tocado com esse texto. Quem nós somos? Somos aqueles que estão preparando o caminho para o que há de vir! Uma geração que vai fechar a história está vindo, e precisamos prepará-la. A segunda vinda de Cristo e seu Reino dependem dessa preparação.

É tempo de fechar a história e entrar na história!

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*Leia aqui mais um artigo sobre João Batista e os últimos dias