segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Curso de Harmonia Vocal 2011 - prorrogado!



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Fale com Ana Cristina Pina (professora de técnica vocal) ou Luciano Motta (professor de teclado), pessoas que ministrarão o curso.

Não deixe as oportunidades passarem por você, aproveite e prepare-se!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A estranha teologia dos Simpsons

Do blog do Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

Os Simpsons são uma família cujo cotidiano é mostrado em desenhos animados muito bem feitos. Em algumas vezes que vi o desenho, pareceu-me uma família confusa, como eu não gostaria que a minha fosse. Outro dia, vendo-o, lembrei-me de ter lido um interessante livro sobre eles, O evangelho segundo os Simpsons, de Pinsky. Até fizera uma pastoral, que ampliei neste artigo.

Pinsky segue a linha de outros livros, como A psicanálise dos contos de fadas, de Bettelheim, O lobo mau no divã, de Laura James (ela analisa as patologias dos personagens dos contos de fada), Teologia e MPB, de Calvani, Teologia e literatura, de Manzatto (uma reflexão teológica nas obras de Jorge Amado), House e a filosofia – todo mundo mente, de Irwin e Jacoby, Super-heróis e a filosofia – verdade, justiça e o caminho socrático, de Irwin. Ou seja: quais conceitos espirituais, culturais e psicológicos são veiculados em produções seculares (música, filmes, desenhos, gibis ou histórias infantis). Não sendo pedante (e sendo), quando me pós-graduei em Educação, pela Católica de Brasília, meu trabalho foi sobre a ideologia das histórias em quadrinho (Disney, Super-homem, Ultraman, Ultra-Seven, gibis de cowboys, etc.). Porque não se trata só de entretenimento, mas de transmissão de valores.

Apresentando o livro, Tony Copolo, professor de Sociologia, diz: “Para Homer [o pai], a oração não é um momento de comunhão com Deus, mas sim algo que você faz quando não consegue o que deseja por si mesmo” (a tradução gerou um texto confuso, com muitos erros). Copolo diz mais: “A igreja, para Homer, não tem nada a ver com culto ou adoração, mas sim em ensinar bons valores morais a seus filhos. Ele quer ver seus filhos todos os domingos na igreja, não para expressar gratidão a Deus pelo que lhes concedeu, mas sim para aprender com os sermões sobre o que é certo e o que é errado. Ele acredita, assim como a maioria das pessoas que fazem parte da religião popular, que aqueles que aprendem e seguem as lições vão para o céu, e aqueles que pecam muito vão para o inferno”.

A teologia dos Simpsons está também em igrejas evangélicas. Muitos crentes pensam em oração como manipular Deus ou manejar os cordéis de um Deus patético, para ele fazer o que queremos. Oração não é só pedir. É também desfrutar a companhia de Deus e buscar sua vontade. Mas muitos têm uma visão mágica. Deus passa a ser um Papai Noel e a oração, uma lista de compra. Deixa de ser comunhão com Deus. Igreja passa a ser apenas um lugar para criar os filhos, já que o mundo é perigoso e alguns pais quase não têm o que dizer sobre valores espirituais e morais. Em parte porque a moral é ironizada, chamada de “falso moralismo” (qual é o verdadeiro moralismo?) e em parte porque os avós de hoje são os jovens de ontem para os quais era proibido proibir. As crianças de hoje são a terceira geração do “É proibido proibir”. Some-se a isto uma legislação leniente e utópica, e eis o resultado: adolescentes que são selvagens com roupas de grife. Por isso há tantos adolescentes grosseiros e até criminosos. A igreja passa a ser a educadora, já que muitos pais não conseguem sê-lo e jogam isso para ela.

O conceito de salvação também sofre, com esta visão de igreja e de culto. Há membros de igrejas evangélicas que acham que todas as religiões são iguais, que “religião, cada um tem a sua”, que a verdade sobre Deus é ampla (ou relativa) e o que vale é ser bonzinho, que Deus dará um jeito. Não têm noção alguma do que seja o plano de Deus em Cristo. A banalidade das letras dos corinhos contribui para isso, porque nada ensinam, apenas evocam boa sensação. Ser cristão é cada vez mais experimentar sensações que crer em Alguém e esposar uma visão de vida.

Segmentos da igreja perderam a centralidade de Cristo e sua cruz. Assim perderam conteúdo teológico e identidade, tornando-se um clube recreativo-espiritual-educacional, reunindo pessoas com uma moral sadia, ou do mesmo nível social. O ardor evangelístico se perde (se tudo vai dar certo, por que incomodar os outros e me perturbar, com esse negócio de evangelização?). A grande crise de algumas igrejas hoje é de fundamentos: o que é uma igreja, exatamente? Quem é Jesus Cristo? O que é salvação? Igreja é mais que clube espiritual ou lugar para se fazer carreira espiritual. As megas-igrejas, muitas vezes, parecem mais com empresas que com um agrupamento dos salvos pelo sangue de Cristo. Uma empresa humana com verniz religioso.

A igreja não é uma confraria de bonzinhos aos seus próprios olhos. Nem de reformadores sociais. Igreja é um grupo de pessoas que provou a graça de Deus na pessoa de Jesus Cristo, creu nele, comprometeu-se com ele no simbolismo do batismo, identificando-se com sua morte e ressurreição. Igreja é um grupo de pessoas que crê que apenas o evangelho, não ideologias políticas e humanas, tem a resposta para este mundo. Por isto valoriza mais a pregação do evangelho que qualquer outro discurso. Sua base de fé é a declaração cristológica da igreja primitiva: “Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou no terceiro dia, segundo as Escrituras” (1Co 14.3-4). A igreja crê na morte vicária de Cristo e em sua ressurreição. Sem isto, não há igreja. Há simpsonismo espiritual.

Num dos desenhos, quando Bart, seu filho, lhe pergunta qual é a sua religião, Homer diz: “Você sabe, aquela que tem umas regras muito boas, porém, não funcionam na vida real. Ah, chama-se cristianismo”. Bart diz, em outro desenho, sobre a questão do juízo: “Acho que vou ter uma vida cheia de pecados seguida por um súbito arrependimento no leito de morte”. É este o conceito do valor do evangelho que o desenho transmite. Talvez seja o de muitos dos nossos. A santidade é tão escassa e a graça é tão mal compreendida! Homer Simpson deveria ser um personagem fictício. Temo que seja membro de muitas igrejas.

Você é, realmente, igreja de Jesus ou um Homer Simpson? Seu compromisso com Jesus é radical, de entrega da vida e engajamento com o seu reino, ou apenas uma perspectiva cultural?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Vem grande chuva!

Luciano Motta

{ Ontem durante a reunião com os irmãos Deus me fez lembrar desse texto, escrito em 2004, quando ocorreram as enchentes no sertão nordestino. De lá para cá, muitas outras tragédias ligadas a chuva e inundações aconteceram no Brasil. Creio que Deus deseja falar profeticamente através dessas calamidades. O Dia do Senhor está perto, e a Igreja de Cristo precisa se manter vigilante e preparada para o que virá. }

VEM GRANDE CHUVA!
A inundação das águas do Espírito


Existe uma promessa tremenda de Deus para nós, que vivemos os últimos dias: “Derramarei o meu Espírito sobre toda a carne” (Joel 2.28). A igreja primitiva experimentou isso, conforme descrito em Atos capítulo 2. E, desde então, a história da igreja mostra que Deus vem derramando de tempos em tempos, ao longo dos séculos, uma porção nova e fresca do seu Santo Espírito.

Sobre este derramar, Deus ministrou ao meu coração nestes dias uma palavra, em 1 Reis 18.41-45:

“Então disse Elias a Acabe: Sobe, come e bebe, porque ruído há de uma abundante chuva. E Acabe subiu a comer e a beber, mas Elias subiu ao cume do monte Carmelo, e se inclinou por terra, e meteu o seu rosto entre os seus joelhos. E disse ao seu moço (servo): Sobe agora, e olha para a banda do mar. E subiu, e olhou, e disse: Não há nada. Então disse ele: Torna lá sete vezes. E sucedeu que à sétima vez disse: Eis aqui uma pequena nuvem, como a mão de um homem, subindo do mar. Então disse ele: Sobe, e dize a Acabe: Aparelha o teu carro e desce, para que a chuva te não apanhe. E sucedeu que, entretanto, os céus se enegreceram com nuvens e vento, e veio uma grande chuva”.

Acabe foi um péssimo rei em Israel, pois fez o que era mau os olhos do Senhor. Vejo Acabe como os crentes que, na verdade, ainda não nasceram de novo. Quando o profeta diz a ele “come e bebe”, é como se estivesse dizendo para estes "crentes" o seguinte: “Façam o que vocês quiserem, vivam as suas vidas, nada importa mesmo, não é?”

Mas esta realidade irá mudar, pois há ruído de grande chuva. Entendo o ruído como o tempo presente. Temos esperado um grande derramar de Deus sobre esta geração de adoradores, que querem contemplar a face do Pai muito mais do que as suas mãos. Temos clamado por avivamento, por uma porção nova e fresca do Espírito, trazendo vida abundante, verdadeira paz, alegria no Espírito Santo, milagres, sobrenatural, inúmeras conversões – tudo o que um genuíno avivamento traz consigo. Muito tem sido falado, proclamado, profetizado – são ruídos da grande chuva.

Há bem pouco tempo só se falava de avivamento e de suas bênçãos; hoje, já podemos ouvir homens e mulheres de Deus dizendo que sem arrependimento, sem o coração quebrantado diante do Senhor, este país não verá avivamento coisa nenhuma. Glória a Deus pelas palavras de arrependimento e santidade, pois vemos a igreja, a noiva, se aprontando, se humilhando, buscando mais e mais o Amado, exatamente a postura que Elias teve: subiu o monte e se inclinou por terra – isso lembra adoração! Elias podia ter ido comer e beber, fazer o que quisesse, mas foi buscar ao Senhor. Esta geração tem sido marcada por isso!

Certamente, muitos de nós, adoradores, não temos conseguido ouvir o ruído da grande chuva. Mas a perseverança está nas palavras do profeta: “Torna lá sete vezes”. Vá, busque, busque, busque, busque, busque, busque, busque ao Senhor. A pequena nuvem já se forma no horizonte. Os sinais de que a chuva está chegando já começam a aparecer em nossa nação. Continuemos a perseverar em buscar ao Senhor, aguardando a “sétima vez”, o tempo perfeito do derramar do seu Santo Espírito.

“Aparelha o teu carro e desce” – em outras palavras: “Apressa-te! Corra! A chuva está chegando!” Esta palavra é muito específica para os crentes que têm vivido como Acabe, fazendo o que querem, longe da vontade de Deus, longe de uma vida de obediência e santidade. Apressa-te, pois quando a chuva chegar, você e eu precisamos estar preparados, aparelhados.

Então veio grande chuva.

Na história bíblica, um tempo passado, já concretizado. Para nós, hoje, um tempo futuro, que em breve será uma realidade.

Quando um temporal cai sobre um bairro, uma cidade ou um país, as águas não escolhem quem será molhado, nem que ruas serão alagadas. As águas simplesmente descem e quem estiver embaixo será atingido. Quando as águas do Espírito forem liberadas e as comportas do céu se abrirem, sobre a região em que a grande chuva cair – não importa se sobre todo o Brasil ou se sobre algumas cidades – quem estiver lá será atingido pelo derramar do Espírito Santo. Não importa se crentes ou não crentes, todos serão encharcados! Não importa a denominação, se são tradicionais ou pentecostais, o Espírito será derramado sobre todos! E será tremendo!!!

As águas de Deus irão inundar as ruas, os bairros, as vidas, suas rotinas, seus afazeres, suas referências... Aqueles que estão vigiando e perseverando, buscando ao Senhor, estarão prontos, aparelhados, edificados na “Rocha mais alta”. Estes homens e mulheres que estão vivendo em santidade serão aqueles que abrigarão as vidas da inundação da grande chuva. Sim, aqueles que não estão preparados, que estão secos, sem Deus (mesmo se dizendo crentes), correrão para procurar um abrigo espiritual, não entenderão as coisas tremendas que acontecerão em meio ao temporal, o avivamento, e baterão na porta dos santos, baterão na porta dos templos, para terem a sua sede saciada depois de tanto tempo em sequidão, para serem abrigados, amados.

Como referência disso no mundo natural, veja o que está acontecendo no nordeste brasileiro, nos sertões, onde só havia sequidão, fome, morte. Hoje aquilo lá está inundado e as pessoas, que estavam acostumadas ao lamento da seca, estão desabrigadas, perdendo tudo. Assim também, quando a grande chuva do avivamento cair sobre nossa nação, sobre nossas cidades, sobre nossos bairros e ruas, as pessoas perderão tudo o que têm hoje e correrão para abrigos – eu e você, se buscarmos ao Senhor hoje e estivermos preparados para este grande dia. Senão, eu e você seremos também como aqueles que procurarão abrigo.

Você pode ouvir o ruído? Você consegue ver no horizonte a pequena nuvem? A grande chuva é inevitável. Você está preparado para viver dias tremendos e sobrenaturais?

Vem chuva, grande chuva!
VEM, ESPÍRITO SANTO! VEM!!!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Pelos olhos

Pe. Antonio Vieira, no Sermão da Sexagésima (1655) | Postado no blog A Bacia das Almas, de Paulo Brabo.

Antigamente convertia-se o Mundo, hoje por que se não converte ninguém?

Porque hoje pregam-se palavras e pensamentos, antigamente pregavam-se palavras e obras. Palavras sem obra são tiros sem bala; atroam, mas não ferem. A funda de David derrubou o gigante, mas não o derrubou com o estalo, senão com a pedra. Por isso Cristo comparou o pregador ao semeador. O pregar que é falar faz-se com a boca; o pregar que é semear, faz-se com a mão. Para falar ao vento, bastam palavras; para falar ao coração, são necessárias obras.

Diz o Evangelho que a palavra de Deus frutificou cento por um. Que quer isto dizer? Quer dizer que de uma palavra nasceram cem palavras? – Não. Quer dizer que de poucas palavras nasceram muitas obras. Pois palavras que frutificam obras, vede se podem ser só palavras!

Quis Deus converter o Mundo, e que fez? – Mandou ao Mundo seu Filho feito homem. Notai. O Filho de Deus, enquanto Deus, é palavra de Deus, não é obra de Deus: No princípio era o Verbo. O Filho de Deus, enquanto Deus e Homem, é palavra de Deus e obra de Deus juntamente: E o Verbo se fez carne. De maneira que até de sua palavra desacompanhada de obras não fiou Deus a conversão dos homens. Na união da palavra de Deus com a maior obra de Deus consistiu a eficácia da salvação do Mundo.

Verbo Divino é palavra divina; mas importa pouco que as nossas palavras sejam divinas, se forem desacompanhadas de obras. A razão disto é porque as palavras ouvem-se, as obras veem-se; as palavras entram pelos ouvidos, as obras entram pelos olhos, e a nossa alma rende-se muito mais pelos olhos que pelos ouvidos. No Céu ninguém há que não ame a Deus, nem possa deixar de o amar. Na terra há tão poucos que o amem, todos o ofendem. Deus não é o mesmo, e tão digno de ser amado no Céu e na Terra? Pois como no Céu obriga e necessita a todos a o amarem, e na terra não? A razão é porque Deus no Céu é Deus visto; Deus na terra é Deus ouvido. No Céu entra o conhecimento de Deus à alma pelos olhos: Então o veremos como ele é; na terra entra-lhe o conhecimento de Deus pelos ouvidos: A fé vem pelo ouvir; e o que entra pelos ouvidos crê-se, o que entra pelos olhos necessita.

Viram os ouvintes em nós o que nos ouvem a nós, e o abalo e os efeitos do sermão seriam muito outros.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Tragédias repetidas

Luciano Motta

Há um ano escrevi um post intitulado "Tragédias marcam início de 2010" sobre o terremoto no Haiti e os deslizamentos em Angra dos Reis, no RJ. Pois o ano novo começa com cara de ano velho: tragédias que se repetem agora na região serrana, vidas que se foram, famílias em desespero, perdas terríveis.

O texto que escrevi naquele contexto vale também para as dores de agora:

Ore por essas localidades. Ore pelas pessoas que perderam família e amigos. Ore pela reconstrução dessas cidades. Deus é poderoso para reverter todo luto em tempos melhores, cheios de vida, paz e alegria. A ação mínima e a mais imediata que dispomos é a oração.

Além disso, faça um esforço e ajude com alimentos, roupas, donativos em dinheiro. Veja aqui como contribuir.

Outra coisa a se aprender: como somos frágeis! Às vezes pensamos estar no melhor lugar do mundo, rodeado de riquezas e fartura, e de uma hora para outra tudo se esvai. A vida é como um sopro, uma névoa. Passa rápido. E pode passar num segundo. Portanto, vivamos de modo digno diante do Senhor (veja Efésios 4.1).

Oração e vigilância quanto à nossa vida cristã - é o que nos ensina Janeiro de 2011. O carnaval vem aí e logo tudo isso será esquecido pela mídia e pelo povo. Que conosco não seja assim.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Alguém se importa?

Luciano Motta

Assisti ontem ao programa Câmera Record sobre o tráfico de drogas e a operação da polícia nas fronteiras do Brasil com o Paraguai e com a Bolívia. A reportagem a todo instante enfatizou a realidade de miséria daquelas localidades. Mostrou uma mulher e seus cinco filhos morando em um contêiner. O calor naquele lugar era tamanho que podia secar roupas em pouco tempo! Imagine dormir ali dentro!

Ao término, minha reação foi desligar a TV e imediatamente orar por aquelas pessoas, interceder a Deus por aquela realidade, clamar pelas igrejas e missionários presentes naquelas localidades. As trevas não podem resistir à Luz. Também agradeci muito a Deus porque tenho um lar, um teto, tenho conforto, alimento. Sou rico comparado àquelas pessoas.

A sociedade anda tão anestesiada quanto a violência, são tantas notícias ruins que nos chegam, que parece não nos sensibilizarmos mais. Todos os dias vemos pessoas pedindo esmolas, meninos fazendo acrobacias diante dos carros por uns trocados, jovens mergulhando nas drogas... O que qualquer servo de Deus pode fazer a respeito? No mínimo, no mínimo, se importar em oração e súplicas, como ensinou Jesus: "A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Peçam, pois, ao Senhor da seara que envie trabalhadores para a sua seara" (Mateus 9.37-38 NVI).

Ouvi recentemente que se não conseguimos chorar por causa de nossa geração perdida, então é possível que estejamos perdidos também.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Não compartilhe suas resoluções!

Luciano Motta

Tomei este título emprestado de um pequeno artigo do escritor Donald Miller. Fala sobre o fato de muitas pessoas contarem suas resoluções de fim de ano para outras, aumentarem as expectativas de todos e, no fim, perderem a motivação quando algumas dessas resoluções não se cumprem no tempo ou do jeito esperados. Miller sugere que os objetivos sejam fragmentados em pequenas partes, com prazos realistas e passíveis de reavaliação. Conclui seu texto com esta sentença: "ao invés de nos motivarmos por nossos amigos terem ficado impressionados com os nossos objetivos, podemos ser realizados ao cumprirmos todos eles".

Existem pessoas confiáveis que podemos compartilhar nossos sonhos e objetivos, mas há coisas e há momentos em que o silêncio é melhor. Aprendi sobre isso faz algum tempo, e realmente é verdade.

Minha esposa e eu marcamos a data do nosso casamento com mais de ano de antecedência, e só nós sabíamos disso. Trabalhamos as possibilidades, recorremos aos familiares próximos, investimos nossas parcas economias. A maioria das pessoas de nosso convívio só ficou sabendo que íamos nos casar quando ficamos noivos quatro meses antes da data que minha esposa e eu havíamos estipulado. As expectativas de todos foram supridas, e não nos desanimamos porque tudo já estava bem encaminhado. Casamos no dia 14 de março de 1998.

Outro ponto importante na questão das resoluções: Nossos planos devem estar sujeitos ao Senhor. Ele é poderoso para fazer mais do que pedimos ou pensamos (Efésios 3.20). Tem sido assim comigo até hoje. Não tenho dúvida de que todo servo de Deus vive essa realidade quando Deus assume o controle.

É verdade que há ainda muitas coisas a serem conquistadas (temos "culpa no cartório" em muitas delas!). Devemos então aproveitar a oportunidade que Deus nos dá nesse começo de ano para planejar, arregaçar as mangas e trabalhar com pequenas metas até os grandes alvos, sempre alinhados ao querer Dele.

No fim de 2011 fale de suas realizações, compartilhe suas conquistas, as bênçãos de Deus. E se até lá algo não for alcançado, mas você manteve seus objetivos em secreto, então só você saberá o que ficou incompleto e assim preservará sua motivação para concluir tudo mais à frente. Avalie o que não deu certo, adicione novas resoluções e comece o próximo ano de cabeça erguida. Trace objetivos de médio e longo prazos. Pense daqui a cinco, dez, vinte anos. O que você será? O que você quer conquistar? E acima de tudo: O que Deus quer de mim?

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Doze coisas para apagar da vida no novo ano

Do site Monte Sião

1 – O estigma da segunda-feira. Para muita gente, a segunda-feira anuncia o reinício das batalhas cotidianas e por isso, é fonte de desânimo e tristeza. Quem é profissionalmente realizado faz de sua atividade um prazer. Para estes, a segunda-feira sinaliza o princípio de novas realizações. Quem tem a vida posta nas mãos do Senhor sabe que as agruras são apenas oportunidades de o Pai manifestar seu poder e seu carinho.

2 – Mal humor. Por incrível que pareça, essa doença contagiosa tem se manifestado até nas igrejas. “A vida é difícil”, podem retrucar. No entanto, mais difícil ainda é acreditar que a fachada do crente seja dominada por uma carranca. Por muito tempo, espiritualidade foi sinônimo de circunspecção. O resultado é que ficamos mais conhecidos pelas proibições e por uma suposta falta de alegria. Nossa alegria deve transbordar efusivamente, revelando ao mundo a presença daquele que transformou nosso pranto em festa.

3 – O vermelho. Neste caso, o vermelho a ser evitado é o da conta bancária e/ou do orçamento. Para alguns infelizes, o limite de cheque especial tornou-se complemento de salário, e mais cedo ou mais tarde, o vermelho toma conta do humor e de toda a saúde financeira. A mesma advertência vale para rolagem de dívida em cartão de crédito. Dê um fim nisso e interrompa o pagamento dos juros sempre escorchantes.

4 – Sedentarismo. Observe a diferença de qualidade de vida entre os sedentários e os que praticam qualquer tipo de atividade esportiva. Usando o jargão evangélico, “cuidar do templo” requer muito mais do que a simples condenação do cigarro. A sua condição física contribuirá fortemente para alongar ou abreviar a sua estada neste mundo. O Céu já está garantido, mas, como dizia o título do filme, pode esperar um pouco. Mexa-se e viva mais e melhor.

5 – Mágoas antigas, recentes e futuras. Um dos compartimentos de nossa existência que deve ser limpo periodicamente é aquele em que contabilizamos os deslizes que cometeram contra nós. Há quem tenha um prazer quase masoquista de conferir como anda escore dos supostos desafetos, somando sempre as novas faltas. Quem assim procede, alimenta sentimentos indesejáveis de vingança, ocupando o espaço que deveria ser habitado pelo antídoto mais poderoso: o amor.

6 – Pessimismo crônico. Como diz o adágio, ”desgraça pouca é bobagem”, e às vezes, o pessimismo faz dupla com a murmuração. O resultado é tão desafinado como alguns trinados que reverberam por aí. No fundo, todo pessimista tem doses fartas de egoísmo. Diuturnamente, ele repete a ladainha: “os meus problemas”, “a minha falta de sorte”, “só acontece comigo” e frases afins. Em caso de erro, siga a prescrição do outro provérbio famoso: erre melhor da próxima vez!

7 – Solidão. A sociedade hedonista valoriza o solitário. Afinal, quem não tem família é um consumidor compulsivo em potencial. O livro de Gênesis registra que Deus viu que não era bom o homem estar só. Gregário, o bicho-homem não pode isolar-se. Além de família e amigos, aliste-se para trabalhos voluntários e não deixe de se envolver nas atividades da igreja.

8 – Falta de planejamento. Algumas pessoas vivem sobre a tirania das circunstâncias. Não têm objetivos bem definidos e vivem conforme a direção imposta pelo vento. Pensam em realizar determinadas tarefas, mas nunca estabelecem prazos. Não fixam metas e, para ocultar a incapacidade latente, costumam dizer que “o futuro pertence a Deus”. Juízo irmãos!

9 – Ausência de limites. “Fulana vive para aquilo”. O “aquilo” pode assumir várias formas: o cônjuge, os filhos e até mesmo a igreja. Aparentemente, essas pessoas são dedicadas, mas dissimulam uma frustração terrível. Por não saberem estabelecer limites, têm dificuldades em dizer “não”, distanciando-se cada vez mais do padrão bíblico do serviço. É impossível fugir de si mesmo. Readquira o controle de sua existência e experimente um novo período.

10 – Insatisfação com o próprio corpo. “Ah, se eu tivesse os olhos daquele ator, o corpo daquele atleta e...” Tome jeito! Está descontente com o físico? Faça uma dieta, matricule-se numa academia e adote um estilo de vida saudável. Os recursos disponíveis hoje são quase ilimitados: lipoescultura, tratamentos diversos e até cirurgia plástica. Vá até onde a sua vaidade requerer. Por fim, descobrirá que a mudança que realmente faz diferença acontece por dentro.

11 – Medo de arriscar. “A televisão não dará certo. As pessoas terão de ficar olhando para sua tela, e a família média americana não tem tempo para isso” (The New York Times, em 18 de abril de 1939). Grandes inventos e feitos da humanidade começaram sobre o descrédito alheio. No entanto, o pior medo é aquele que está em nós mesmos – e gera paralisia. Transforme o medo em ousadia e corra em busca dos seus sonhos.

12 – Procrastinação. Apenas ter ideias não basta. Quantas coisas você já planejou e não as viu concretizar-se por culpa única e exclusivamente sua? Na vida, atitude é tudo. Por isso, não se deixe dominar pela preguiça e pela tentação de deixar para depois. Levante a cabeça. Registre num papel suas metas e ambições. Uma grande escalada acontece passo a passo. Para o rio Jordão se abrir, foi necessário que o povo de Deus colocasse o pé nas águas. Saia da zona de conforto e corra atrás de seus sonhos porque a vida é uma só. O Senhor dos impossíveis está com você!