sexta-feira, 27 de maio de 2011

Megamente: quando se vive as demandas dos outros

Luciano Motta

"O que aconteceria se o vilão derrotasse o herói?"

É com base nessa premissa que boa parte do longa de animação Megamente se sustenta. Surpreende o espectador no modo original como focaliza a questão, valendo-se do trio clássico das narrativas - o herói, o vilão e a mocinha.

Dois bebês extraterrestres são enviados à Terra por seus pais para escaparem da morte certa em seus planetas de origem. Tanto Megamente quanto Metroman - nomes que adotam ao chegarem aqui - são personagens deslocados; nitidamente não pertencem a este mundo. A criatura azulada assume um lugar de preconceito, de incompreensão, apesar de sua extraordinária inteligência. O outro, de biotipo mais apropriado aos ditames estético-culturais humanos, logo torna-se um queridinho da sociedade, destacado ainda mais por seus superpoderes, apesar da visível arrogância.

Tornam-se grandes antagonistas. Travam constantes embates ao longo de suas vidas desencaixadas, como que movidos pelas demandas de seus destinos. Até que chega o tal instante crucial, a grande e singular vitória do vilão - mudam as trajetórias de todos os personagens e também o desenrolar, até então previsível, da narrativa.

Além da questão da morte do herói, a animação toca algo ainda mais profundo: Por que as pessoas vivem as demandas dos outros? Por que conformam e direcionam suas vidas pelas circunstâncias exteriores ou pelo meio em que vivem? É verdade que esses pontos não são de fácil resolução. Pensadores, sociólogos, filósofos já se debruçaram sobre essas perguntas e teceram seus pareceres. A discussão não se encerrou, nem se encerrará neste pequeno texto.

Contudo, ligado a essa problemática existencial, um aspecto muito significativo deve ser ressaltado: Identidade. É muito importante saber quem somos. É fundamental vivermos a verdade de quem somos. E o principal: é vital conhecermos Cristo e descobrir quem somos Nele.

Não precisamos assumir uma condição falsa só para aparentarmos algo para os outros. Não precisamos de faces iconográficas nas redes sociais da internet para fingirmos uma imagem que não retrata a nossa realidade. Não precisamos repetir os erros de nossos pais. Não precisamos nos sujeitar às pressões sociais atuais que desvirtuam os valores familiares e a sexualidade sadia.

Trazendo para o âmbito eclesiástico: Não precisamos exibir um tipo "super-crente" e por causa disso não encararmos honestamente nossas falhas e desajustes. Não precisamos manter uma posição/função na igreja local que não corresponda ao chamado de Deus para nós, ainda que irmãos, líderes ou mesmo pastores nos pressionem direta ou indiretamente. Não precisamos transgredir nossas virtudes pessoais ou silenciar nossas boas opiniões por causa de determinações denominacionais ou inquisições da igreja/liderança local.

Veja como em poucas palavras já se descortinam diversas imposições exteriores que tem conduzido multidões a caminhos sem saída, a voltas e voltas intermináveis, a comportamentos estranhos, a conflitos interiores e com outras pessoas. E o pior: tais coisas fortalecem o vazio de sentido para a vida.

Quando nossa maior e principal demanda for Cristo, ou seja, vivermos por Ele e para Ele (Colossenses 1.16), perderão todo valor os papéis que assumimos por causa dos outros. De alguma forma, Megamente e Metroman nos lembram que pertencemos a outro mundo, a outra ordem, a outro Reino. Nossos poderes e capacidades devem servir a Cristo enquanto crescemos em graça e em intimidade com Ele. Aí, sim, tudo fará sentido.

...

Leia também meus comentários e reflexão sobre o filme A Origem.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Sobre as demandas e o Pão diário

Luciano Motta

Todos temos demandas. Esse tempo é marcado por numerosas e intensas demandas.

Talvez nunca na história a humanidade tenha tantos recursos à sua disposição: materiais, tecnológicos e operacionais. Percorremos grandes distâncias em poucos minutos. Podemos nos comunicar de forma global e imediata. O mundo está menor - acontecimentos em lugares remotos são divulgados ao vivo. Temos tudo à mão, as coisas cada vez mais práticas, imediatas, instantâneas.

O resultado de tudo isso é um paradoxo: um permanente estado de necessidade nas pessoas. Há um vazio, uma carência contínua em todas as esferas sociais, culturais e também espirituais.

Sintoma dessa época: as pessoas andam cansadas. Demonstram e reclamam de um constante e inescapável estado de cansaço. Na verdade, trata-se de uma tristeza interior, um espírito enfadado pelas demandas. Muita movimentação, muitas prioridades, mas todo esse agito esconde uma procura, uma busca. E no fim do dia, aquela sensação de improdutividade, de ausência de significado, a imersão no sofá, a TV ligada sabe-se lá em quê, a alma cansada de tanto procurar e não encontrar.

Há uma só demanda realmente necessária. Jesus disse: "Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas as demais coisas vos serão acrescentadas" (Mateus 6.33).

Para se buscar o Reino é preciso antes conhecer o acesso a esse Reino, que é o próprio Jesus. Encontrar o Reino e a sua justiça depende de uma percepção que vem do relacionamento com Cristo. É imprescindível desenvolvermos uma vida de oração e comunhão com Ele e com Sua Palavra.

Jesus é o Pão Vivo que desceu do céu (João 6.51). Ele é a concretização do que houve com o povo de Israel no deserto: "Então disse o SENHOR a Moisés: Eis que vos farei chover pão dos céus, e o povo sairá, e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu o prove se anda em minha lei ou não" (Êxodo 16.4).

Naquele contexto de deserto, de jornada, os hebreus precisavam buscar o pão todas as manhãs para sobreviverem. E só podiam recolher a porção do dia. Não podiam armazenar para o dia seguinte, senão estragava (Êxodo 16.19-20).

Assim também é hoje. Nossa principal demanda deve ser Jesus, o Pão da Vida. Precisamos buscá-Lo diariamente. Ele nutrirá as nossas vidas. E o que recebermos Dele hoje, o que nos alimentarmos Dele hoje, servirá para hoje. Amanhã devemos buscá-Lo de novo, pois há mais Dele, de Sua Vida, de Sua essência, para nutrirmos o nosso espírito e transformarmos a nossa alma. Do contrário, somos nós que estragamos. A obra que Ele fez é eterna, mas nós temos um prazo de validade que irá vencer se não nos conservarmos Nele (1 Tess 5.23).

É um engano acreditar que podemos ter uma boa vida, felizes e cheios da presença de Deus, somente com o que ouvimos no sermão de domingo ou com o louvor que entoamos uma vez por semana no culto. Quem assim o faz está certamente enlaçado às demandas diárias, às pressões cada vez mais intensas e frequentes deste mundo.

Buscar o Pão diário é uma questão de obediência. Crer que Jesus é suficiente para suprir as nossas necessidades, ainda que de forma incomum, como fazer cair pão do céu no meio de um deserto, é uma questão de descanso, de confiança. É crer realmente que "todas as demais coisas serão acrescentadas".

Que Cristo seja nossa maior demanda! Que possamos obedecê-Lo e descansar Nele todos os dias. Esta é a fé que rompe com as imposições deste tempo e projeta a vida na certeza de que Ele é o Senhor.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Água, legumes e a volta de Jesus

Do blog de Carolina Sotero

“No terceiro ano do reinado de Jeoaquim, rei de Judá, Nabucodonosor, rei da Babilônia, veio a Jerusalém e a sitiou”. É assim que começa o primeiro capítulo do livro de Daniel - com uma derrota. Jerusalém, a cidade de Deus, fora sitiada por Babilônia e agora tudo que havia de mais sagrado estava nas mãos da cidade mais profana da Terra.

Dentre os que foram para a terrível diáspora na Babilônia estavam, além dos utensílios do templo, jovens de boa aparência, sábios, inteligentes, sem defeito, filhos de nobres que seriam usados para servir ao reino babilônico. Daniel estava no meio deles. Um jovem santo indo servir a um reino profano.

Mas quando o jovem judeu é levado a corte do rei e recebe a ordem de comer diariamente a porção das iguarias reais, para ficar forte e servir a Babilônia, ele simplesmente toma uma atitude radical. Pondo em cheque toda a força e métodos babilônicos, Daniel propõe não comer da mesa ímpia e ficar três anos apenas a base de água e legumes.

Decidido a não se contaminar com os artifícios mundanos, Daniel se dispõe a manter uma dieta com os ingredientes mais simples que uma mesa poderia ter. Com um estilo de comer muito mais simples e aparentemente mais fraco do que o da corte, ao final de dez dias, Daniel surpreende o chefe dos oficiais e surge com a melhor aparência de todas. É dado o atestado de falência do sistema babilônico!

Ficou provado. A dieta da babilônia é um fracasso! Mesmo estando de jejum, aquele jovem conseguia ser mais forte que os outros que estavam à base de vinho e iguarias reais. A cena é semelhante à de Jesus no deserto, 40 dias sem comer, fraco e mesmo assim mais forte que o rei deste mundo, Satanás.

Ninguém viu, só o chefe dos oficiais. O fracasso e a ilusão de um reino imponente foram escancarados por Daniel, através de um simples estilo de comer. E ficou claro: a força da Babilônia era, na verdade, uma farsa. Seus artifícios eram um fracasso. Mesmo em cativeiro, a força ainda estava, silenciosamente, nas mãos do povo de Deus.

Qualquer um que ler todo o livro de Daniel chegará à óbvia conclusão de que esse jovem do primeiro capítulo, se tornará um homem de currículo cheio. Depois de passar por cova com leões famintos, revelação do período de cativeiro, visão de anjos, de animais e bestas, Daniel parece finalmente receber , como nenhum outro homem do Velho Testamento, o entendimento do fim dos tempos.

Mesmo estando na Babilônia, com seu povo em derrota, Deus responde a situação dizendo a Daniel que no fim não será Nabucodonosor rei sobre a Terra, mas que todos os reinos serão dados ao povo de Deus e este será um reino eterno (Dn 7:27).

Os dias de Daniel ainda são muito semelhantes aos nossos. Um povo, sem seu reino, sob cativeiro. Desesperadamente, precisamos de jovens como Daniel, dispostos à não comer na mesa do mundo e vivendo convictamente à base de água e legumes. Jovens que com seu estilo de viver (e por que não) de comer, provam que este mundo, jaz do maligno, é uma farsa.

O autor do livro não relata que os outros jovens judeus tomaram a mesma atitude que Daniel, mas a verdade é que enquanto não provarmos, como o jovem judeu, a falência do governo deste mundo, nosso coração nunca estará liberto para desejarmos o governo de Deus, a volta do Seu Filho e o Seu reino eterno.

sábado, 14 de maio de 2011

Conferência: Revolução de Elias - 3ª noite








Breve síntese da mensagem ministrada pelo Pr. Michael Duque Estrada

Hebreus 11.38-40

As coisas vão piorar nos últimos dias. O nível da maldade vai aumentar. Mas a igreja brilhará como nunca antes na história.

Jesus não irá voltar sem que haja uma noiva na terra. É preciso uma geração que prepare essa noiva.

Existe muita movimentação, e pouca profecia.

Deus quer uma geração que feche a história. Ele libera palavras, mas ninguém se amolda a elas. É necessário posicionamento.

2 Pedro 3.10-12

Que tipo de pessoas devemos ser? Aqueles que vivem em santidade e piedade, aguardando e esperando (ou apressando) a volta de Jesus. Piedade é andar em fidelidade de acordo com o que cremos.

Se tivermos visão, vamos ansiar pela segunda vinda.

Zelo = ter ciúmes. Precisamos do mesmo sentimento de Deus diante do pecado e da injustiça.

João Batista nasce de Zacarias e Isabel. Seu pai era incrédulo e sua mãe, estéril. De pais assim Deus levantará uma geração de profetas.

O Espírito de Elias vem, mas também Jezabel = mentalidade de passividade, de promiscuidade, de aborto. Gera violência. Não impede o culto ao Senhor, por permitir devoção a mais de um deus.

Será que filhos estão sendo sacrificados por causa de pais que edificam o que Deus rejeitou?

Estamos tolerando imoralidade.

O feminismo foi gerado e se mantém em feridas - despreza a figura do homem, paterna. Mulheres estão casando já separadas.

O zelo pode te custar muitas coisas, mas te dará um galardão.

Vestes na Bíblia falam de caráter. João Batista se vestia como Elias, alguém que assume a missão. Precisamos assumir a missão dos últimos dias.

Mel e gafanhotos - comida é uma representação da vontade. Aponta para uma vida de abstinência em prol da vontade de Deus.

Santo = Incomum

João 5 - João Batista ardia e iluminava. Precisamos trazer a revelação de quem é o Noivo e de quem é a noiva.

1 Reis 18.30 - Elias repara o altar.

Queremos que os políticos façam o que não fazemos em casa - honrar a família.

Elias restaura o altar do holocausto - um altar coletivo. Nesse sacrifício, nada sobrava para o sacerdote. Tudo ficava para Deus.

É preciso famílias edificando altares em suas casas. Não há movimento de oração sem altar.

Esdras 3.1-3 - Edificam o altar como um só homem = unidade.

A restauração de todas as coisas em Malaquias 4.4-5, Mateus 17.10-12 e Atos 3.19-21 é a restauração da família.

Não existe igreja gloriosa sem família gloriosa.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Conferência: Revolução de Elias - 2ª noite








Breve síntese da mensagem ministrada pelo Pr. Adriel Barbosa

Homem - Deus te escolheu como sacerdote para por fim a toda opressão.

Mulher - Deus vai corrigir o mal através de você.

Famílias são profecias vivas, encarnadas. O natural fala do espiritual, e o espiritual, do natural.

Gênesis - Abraão = através dele seriam abençoadas todas as famílias da terra. Cada geração é, portanto, como um elo de uma corrente ecoando a Palavra de Deus.

A igreja ignora o caos interior e familiar por causa da facilidade de fazer coisas. Assim não cuida de dar continuidade às promessas de Deus que partiram de Abraão.

Gênesis 18.17-19

Para Deus realizar, a casa tinha de estar em ordem.

Vemos pessoas que não tem, ou não querem, a sua herança, o seu legado paterno = isso gera problemas de identidade.

Sua família é uma prioridade? Ser sarado de suas mazelas é uma prioridade?

Todas as mazelas do mundo estão na igreja, por isso a mensagem de domingo não funciona.

Decisão: "Eu não vou mais cultivar a desordem".

A Palavra contém o suficiente para cura e restauração. Se nada muda, é porque houve a decisão de não ser tratado.

Deus quer abençoar famílias inteiras, todas as famílias. Ele quer nos usar como candeeiro para a sociedade.

Casais que trocam xingamentos = perda do respeito.

Gênesis 49.1

Jacó pagou um preço alto para alinhar-se ao propósito de Deus que começou em seu avô Abraão.

Nessa passagem Jacó já era velho, mas usou um poder muito grande = ele falou. Esse poder de correção fala ao caos, mas não são palavras ao vento, declaradas pela boca, falam a partir da nossa vida - isso é autoridade. Jacó foi moldado, por isso teve autoridade para falar.

Vocês conhecem os profetas de Deus para sua geração?

Faltam-nos modelos. Os heróis vem de fora, importados. Sem ninguém em volta, ficamos desesperançados.

Há um clamor na alma por profetas! Filhos querem ter esperança - percorrer os caminhos da vida e ver que alguém já passou por ali.

A fidelidade de um pai gera esperança no seu filho.

Há um clamor = será que alguém pode não cair, por favor!

Salmo 133 = o óleo não se perde, fica no sacerdote.

Efésios 5.22-6.4

Nas palavras dirigidas ao marido, à mulher e aos filhos, comparados à Cristo e à Igreja, vemos os fundamentos do Reino: 1) Submissão; 2) Amor; 3) Obediência; 4) Honra.

Retire os templos, os equipamentos de som e de música, e a igreja continuará de pé. Mas destrua a família, e não sobrará nada!

Quer mostrar o Reino? Mostre a sua família.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Conferência: Revolução de Elias - 1ª noite








Breve síntese da mensagem ministrada pelo Pr. Adriel Barbosa

Em Malaquias 4.5-6 observamos 4 episódios.

Conversão = duas gerações que se encontram.

Pais que se voltam para uma triste realidade: há tantos filhos perdidos, partidos.

Filhos que descobrem um lugar de conexão com a paternidade.

Não percebemos os problemas da alma, rotulamos as pessoas. Por trás de cada comportamento há algo que aconteceu.

Gênesis 35.16-18

Raquel teve muita dificuldade para dar a luz - filhos são custosos, não são brincadeira.

Todos somos destinados a sermos pais - biológicos e/ou espirituais.

Vivemos dias de esterilidade, não reproduzimos.

Raquel carregava sobre si uma calamidade de seus pais. Se não tratarmos as nossas calamidades, as lançaremos sobre nossos filhos.

Nome = Identidade

Raquel deu um nome terrível para seu filho: Benoni, que significa "filho da minha angústia". Ele levaria essa marca a vida toda.

Você tem ideia das dores que carrega? A sua calamidade te domina? Traição, ingratidão, rejeição são exemplos de dores e calamidades.

Jacó mudou o nome de seu filho para Benjamim, que significa "filho do meu braço direito" ou "filho da minha força". Geração levantada por Deus para reconciliação.

As redes sociais tem sido um lugar para despejar dores e calamidades, sem compromisso com verdadeiros relacionamentos. Geração de Benonis = relacionamentos feridos.

Não há independentes no Reino. Interessante Deus usar um homem de solidão - Elias - para tipificar essa geração que prepará o caminho da volta de Jesus.

De volta ao 4º episódio em Malaquias 4.5-6 - há uma maldição. Para Deus não ferir a terra é preciso honrar a teu pai e a tua mãe.

Isaías 3.1-6 descreve a maldição de uma geração:

v.1 - juízo

v.2,3 - toda pessoa madura, figuras de excelência

O Salmo 127.4 fala de "filhos como flechas" - pais que atiram seus filhos em direção ao seu destino. Mas vemos hoje um espírito de orfandade - consequências: pessoas com projetos de pouca duração; pessoas que se perguntam: Quem eu sou? O que faço bem? Sem estrutura evidencia-se sua inaptidão.

v.4 - maldição da imaturidade (ver também Hebreus 5)

Jovens que colam suas almas a tantos não sabem quem são, não poderão se entregar a um só.

v.5 - falta de respeito

A Bíblia diz: "Ensina o menino no caminho" - Fale para ele, fale na vida dos seus filhos.

v.6 - geração que se apega à aparência

Deus está levantando pessoas que não aceitam mais esse estilo de vida.

Gênesis 21.14

Ismael = pessoas com dificuldade de estar junto, debaixo.

Deus está nos pedindo para despedir Ismael da nossa vida.

Marca da geração de Elias = cura, reconciliação.

Há uma geração paterna que devo honrar = relacionamento.

Precisamos dizer: "Eu não vou mais romper meus relacionamentos!"

terça-feira, 10 de maio de 2011

Está chegando: Revolução de Elias

Faltam apenas dois dias para a Conferência Revolução de Elias. Prepare-se para dias de grande impacto e revelação de Deus, mobilizando a igreja em São Gonçalo - e também de outras cidades e estados.

Esteja conosco durante os dias 12, 13 e 14 de maio, às 19:40, na igreja Ministério Boas Novas (mais informações em www.redecasaviva.com ou pelo telefone 21-4119-1923). Serão abordados temas de vital importância que tem gerado sérios problemas sociais, emocionais, e porque não dizer espirituais, e afetam diretamente a nossa sociedade e também o Corpo de Cristo (a Igreja).

Mais detalhes sobre o evento aqui.

Cobertura completa neste blog.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Adoração

De João Costa em mensagem postada no Facebook.

Adorar é avivar a consciência pela santidade de Deus, alimentar a mente com a verdade de Deus, purgar a imaginação com a beleza de Deus, abrir o coração ao amor de Deus, consagrar a vontade ao propósito de Deus. --William Temple

Adoração é o ato de livremente dar amor para Deus, e esta ação dá forma a todas as atividades na vida do cristão. --John Wimber

Adoração existe quando o coração humano toca o conhecimento de Deus. --Dwayne Roberts

UMA QUESTÃO DE INTIMIDADE. O que tem motivado ultimamente temas para congressos, livros e discos é intimidade com Deus. Ser íntimo se refere a conhecer bem, a ter laços profundos com alguém. A adoração é o caminho para aprofundarmos nossa relação, e conseqüentemente, nossa intimidade com Deus. É a experiência com a presença real de um Deus presente, Emanuel, que nos é revelado pelo Espírito Santo. A adoração é nossa resposta a iniciativa divina em nos amar. Por isso a definição anglo-saxônica de adoração como ‘atribuir valor’ não é suficiente pra expressar a eucaristia, o relacionamento com o Sagrado. Os termos gregos que se traduzem por adoração no NT mostram atitudes engajadas, como proskuneo que significa curvar-se, prostrar-se, e latreia que pode ser traduzido como serviço. Vemos ‘proskuneo’ no gesto da prostituta na casa do fariseu em Lc 7.36-38, vemos ‘latreia’ na instrução de Paulo em Rm 12.1. Os exemplos são muitos no decorrer das Escrituras e o que chama atenção é que se olharmos personagens tão distintos como Davi e Tabita, uma coisa se encontrará certamente em comum, eles foram eles mesmos. “Este é o tipo de pessoa que o Pai está buscando: os que são simples e honestos consigo mesmos perante Ele em sua adoração”. [Jo 4.23 – Eugene Peterson’s The Message].

No livro "Caminhos Sagrados", Gary Thomas identificou nove maneiras pelas quais as pessoas se aproximam de Deus: os naturalistas, que são mais motivados a amar a Deus ao ar livre, em ambientes naturais; os sensitivos que amam a Deus com os seus sentidos e apreciam estar em cultos de adoração que envolvam o aspecto visual, paladar, aroma, toque, não apenas sua audição; os tradicionalistas, que se aproximam de Deus por meio de rituais, liturgias, símbolos e estruturas rígidas; os ascetas, que preferem amar a Deus na solidão e simplicidade; os ativistas, que amam a Deus pelo confronto com o mal, combatendo a injustiça e trabalhando para tornar o mundo um lugar melhor; os caridosos, que amam a Deus amando os outros e suprindo suas necessidades; os entusiastas, quem amam a Deus com festas; os contemplativos, que amam a Deus por meio da adoração; e os intelectuais, que amam a Deus ao estuda-lo com a mente. Pode parecer engraçado, categorizar desta forma, mas não existe mesmo uma padronização.

Fórmulas e rituais não produzem adoração, nem o faz o seu desuso formal. Podemos usar todas as técnicas e métodos, podemos ter a melhor liturgia possível, mas não temos adorado o Senhor até que o Espírito toque o espírito. Cantar, orar, louvar, tudo isso pode conduzir à adoração, mas a adoração é mais do que qualquer destes atos. É preciso que nosso espírito seja inflamado pelo fogo divino. Quando olhamos para a Igreja em seus primeiros dias em Atos, não existem regras, mas sim uma liberdade inacreditável para pessoas com raízes tão profundas no sistema litúrgico da sinagoga. Era a vivência na dinâmica da realidade que eles desfrutavam e quando o Espírito tocava o espírito, qualquer fórmula ou orientação litúrgica se tornava inaplicável.

Os aspectos relativos às expressões que fluem durante momentos de adoração comunitária, estão incluídos nesta realidade, sejam elas físicas como se ajoelhar [no hebraico o mesmo que benção], erguer as mãos [ações de graças], ou emocionais como chorar, sorrir, até as artísticas como a dança [2Sm 6.14] ou a música [1Cr 25.1,6]. Tudo é dedicado para o Senhor no estilo de vida que chamamos de adoração, quando obedecemos ao primeiro mandamento de Jesus "Ame o Senhor, o seu Deus, de todo seu coração, de toda sua alma, de todo o seu entendimento e de todas suas forças" – Mc 12.30.

Quando você experimenta o ‘espírito de sabedoria e revelação’ [Ef 1.17] que o apóstolo Paulo menciona, não experimenta algo apenas emocional ou racional, mas vive o próprio amor de Deus [Ef 3.17-19]. O canal para esta experiência é o arrependimento do coração. A visão que Isaías teve do Senhor [Is 6.1-5], exaltado em seu trono é uma das passagens clássicas que ilustram a experiência de adoração. Aí vemos seres angelicais clamando “Santo, Santo, Santo”, enquanto o próprio templo era abalado e cheio com fumaça. Esta imagem simboliza o poder e revelação que podem ser liberados em momentos de adoração. Quando nós, humanos e mortais temos contato com o transcendente e santo Deus, haverá inevitavelmente momentos em que clamaremos como Isaías: ‘sou impuro, e vivo entre impuros (v.5). Em Salmo 51.17 vemos que a resposta de Deus é direcionada a um coração propenso a isso. “Não terá outros deuses além de mim” - este foi o primeiro mandamento que Deus deu a Moisés. Foi esta mesma intenção de Deus quando deu o cântico de Deuteronômio 32.19-22. Deus sabia que quando entrassem na terra prometida, eles se voltariam para outros deuses e os adorariam, e o cântico tinha o propósito de mantê-los no caminho. Hoje, nosso entendimento está no arrependimento das obras mortas [At 2.38], o que nos mantém no caminho é o próprio caminho: Jesus.

Nesta atmosfera de intensa experiência com o Senhor da eternidade, onde esse amor nos cativa a ponto de nos tornarmos ‘escravos do Seu amor, livres para amar’, somos transformados, através de mudanças que não são exteriorizadas superficialmente, mas que brotam do santuário chamado coração. João de Cárpato diz: "É preciso grande esforço e luta na oração para alcançar aquele estado da mente que é livre de toda perturbação; é um céu dentro do coração (literalmente 'intracardíaco'), o lugar onde, como o apóstolo Paulo assegura: Cristo está em vós" [2Cor 13.5].