quarta-feira, 15 de junho de 2011

Como as outras nações?

Do blog Vida Cristã Normal, de Danielly Fontis

“Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel.” (Êxodo 19:5,6)

O Senhor sempre desejou um Reino de sacerdotes e um povo peculiar. Ele criou Adão e Eva para serem sua imagem na Terra e possuírem um relacionamento com Ele de comunhão e confiança. Através de Abraão e de sua descendência, o Senhor sonhou com um povo na Terra que fosse só Dele.

Hoje, através da Nova Aliança com Jesus, cremos que somos esse povo desejado pelo Senhor desde a fundação do mundo. Somos uma Nação Santa, separada para a comunhão com o Pai. Uma nação que não se amolda aos padrões deste mundo, e que anunciará o ano aceitável do Senhor. A um certo ponto desta afirmação começo a me questionar se realmente estamos agindo de acordo com esta Aliança.

Em 1 Samuel 8 vemos claramente o povo de Deus pedindo um rei para que eles pudessem ser como as outras nações: “Porém o povo não quis ouvir a voz de Samuel. E disseram: Não importa! Queremos um rei sobre nós, para que sejamos como todas as demais nações, e para que o nosso rei nos julgue, nos lidere e lute em nossas batalhas” (Vs 19 , 20). O povo queria um rei, mas Deus mesmo queria ser esse Rei. Eles queriam ser como os outros povos rejeitando a aliança de Deus com seu pai Abraão.

Essa passagem traz consigo uma reflexão sobre os nossos dias. Como temos vivido nossas vidas? Como uma Nação Santa ou como as demais nações? Ou pior: estamos querendo ser Nação Santa, mas desejando a estrutura de outros reinos? Estamos preocupados com nosso bem estar, e nos comparando a outros?

Deus tem um plano peculiar para seu povo. Se somos realmente esse povo, precisamos segui-lo e não desejar as coisas de outros reinos. Ele é o nosso Rei, Ele supre todas as nossas necessidades. Não precisamos desejar as iguarias da Babilônia (Dn1:8) e, sim, nos fortificarmos com o alimento espiritual vindo diretamente do trono de Deus. O mundo possui muitas cores e muitas coisas que, para muitos, podem ser atraentes: carro, dinheiro, fama, etc. Mas aqueles que estão firmados na Aliança do Senhor não possuem o coração nestas coisas e nem as desejam, porque não pretendem ser como as pessoas deste mundo. Seus corações estão firmes no Senhor e suas convicções não mudam com a moda.

Fomos criados para amarmos e nos relacionarmos com o Pai. Ele é o nosso galardão e o nosso tesouro. A vida sem Ele não faz o menor sentido. Você já parou por alguns segundos e se perguntou: “Por que estou aqui na Terra?” Não existe outra resposta senão esta: ser a imagem de Deus e se relacionar com Ele através de uma aliança de amor. Podemos procurar qualquer outra coisa para preencher nosso tempo. Podemos gastar nosso dinheiro, nossa força vital e todo nosso esforço para conquistarmos um bom emprego e um “excelente padrão de vida”, mas nunca acharemos a resposta para o vazio. Ou podemos doar tudo aos pobres e ainda não sermos completos. Não é o que fazemos que nos torna completos, mas a nossa inserção nesta Aliança de amor que nos conecta ao plano de ser um povo peculiar.

Talvez os Israelitas quisessem um rei porque seria mais fácil ouvir um homem do que ouvir ao Senhor. Ouvir a Deus requer momentos de solitude, meditar na sua Palavra, relacionar-se com Deus e com irmãos, etc. Quando ouvimos a sua voz recebemos sua direção e então podemos fazer/agir. Muitas vezes nos deparamos com perguntas difíceis de se responder, como: É certo ter um carro zero? É certo ter dinheiro? É certo cantar música secular? Esse tipo de pergunta se responde de formas diferentes para cada um. O Senhor conhece nossos corações e sabe das nossas necessidades. Ele tem um plano particularmente sobrenatural para cada pessoa. Em uma relação com o Senhor podemos obter respostas e direcionamento. Essa é a diferença. Não é que não podemos fazer – o que não podemos é fazer as coisas fora da vontade Dele.

Sejamos o Seu povo e Ele, o nosso Deus. Sigamos sua direção e reconheçamos sua majestade e autoridade! Que possamos ouvir a sua voz através de um relacionamento íntimo e foquemos nossa atenção em seu plano eterno. Amém!

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