quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Uma visita ao trabalho do Pai

Por Ana Paula | Do blog Escrevo

Não é raro nos vermos sobre uma pressão diante das muitas obras que a vida cristã aparenta nos exigir. E o desafio de ver tantas coisas, e até mesmo ter aptidão para cumpri-las, mas ao mesmo tempo não querer se envolver em um ativismo desenfreado, pode nos deixar confusos.

Lemos em João, capítulo 5, a partir do versículo 19, Jesus descrevendo a natureza da sua missão. Seu discurso era categórico: Ele não fazia nada que o Pai não estivesse fazendo. E por sua vez, o Pai não tinha restrição e mostrava tudo ao Filho, porque ele o amava. O Pai dá a missão, mostra todo o seu coração e propósito, porque ama. E é sobre esse relacionamento de paternidade que a missão nasce. É como um Pai que leva seu filho para passar um dia com ele no trabalho. Ele não leva porque quer que o filho trabalhe, mas porque ama e tem prazer em passar tempo junto com ele. É claro que ele também deseja que seu filho cresça, tome responsabilidades, e sim, trabalhe. Mas nesse momento o que move o pai a levar o filho ao trabalho é o amor. Automaticamente isso despertara no filho uma admiração imensa.

"Uau... é isso que meu Pai faz", é o sussurro de uma criança admirada pelo caráter, destreza e poder de seu pai ao executar o trabalho. E é dai que nasce o desejo do filho de ser como o pai e fazer as mesmas coisas que ele faz: por admiração. É nesse momento que o filho é conquistado pela missão do pai. Mais adiante, Jesus fala que o Pai nos mostraria coisas maiores, "para que vos admireis".

ADMIRAÇÃO!

Quando vermos o coração do Pai, seremos como filhinhos, visitando o trabalho do Pai e, boquiabertos de admiração, não teremos outra conclusão a não ser: "Quero ser como o meu Pai. Quero fazer o que Ele faz". Não é só fazer por fazer, ou por uma pressão que nasce do temor, tipo "Deus diz, e eu obedeço". Não! Tem haver com admiração e paternidade.

Os discípulos seguiam a Jesus por admiração, não porque era o certo a se fazer - mesmo que fosse, sim, o certo -, mas porque no momento que os olhos do Messias encontravam suas vidas, nada mais era digno de admiração. Era quase que impossível não admirar e obedecer. Mais do que aprender o caminho certo, os discípulos carregavam uma admiração que colocava seu Mestre como o único exemplo a ser seguido, e não apenas como um caminho opcional. Como não segui-Lo?

Agora sim, eles estavam prontos para obedecer, mesmo que essa caminhada de obediência fosse marcada por tropeços.

Uma missão que começa fora do contexto da paternidade divina não dura muito tempo. A missão de Jesus na terra começa com o Pai rasgando o céu e declarando seu amor publicamente: "Esse é o meu filho". Isso sustentou a obediência de Jesus até a morte, mesmo que no fim ela fosse requerer seu próprio sangue.

"Nunca devemos perder a nossa admiração
Com os olhos arregalados e perplexos
Que possamos ser como uma criança
Olhando para a beleza do nosso rei"

Wonder - Bethel Music

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