terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Influência e Omissão / Evangelho, Força e Realização I

Artigo de Ronaldo, do blog Lágrimas por Tua Causa

Parte 1

Imagine um certo jovem que se aproxima de uma garota, sua primeira iniciativa seria mencionar seu nome. Depois esse jovem começaria a expor suas virtudes; onde trabalha, o que possui, o bairro em que mora, sua situação financeira, seus amigos e sua influência. Prossiga comigo em sua imaginação e visualize um homem a procura de trabalho, ele se senta diante do entrevistador e se vê preso na obrigação de convencê-lo que tem atributos para aquilo que a vaga de emprego está requisitando. Agora você também pode lembrar que em algum dia, você procurou um profissional (médico, mecânico, músico, eletricista, pintor, pedreiro, arquiteto) e um dos requisitos que lhe fez ter segurança nesse profissional, foi o histórico de obras, feitos e realizações.

O que desejo enfatizar com esta introdução?

Todos nós temos algum atributo, uma área de atuação, uma realização, um talento e com isso uma carga de valores que usamos para sobreviver e influenciar o meio em que estamos.

Todo lugar que passarmos (trabalho, família, rede social) sempre iremos usar dos nossos meios para gerar alguma situação. Algumas pessoas são mais ousadas e claras em seus talentos, outras são um pouco tímidas, mas em algum lugar sempre haverá a manifestação dos nossos requisitos.

O mal do século 21: Omissão

Uma das situações que precisamos aprender é que todo homem se torna um agente de influência em qualquer área que esteja vivendo.

O termo omissão, não restringe ao homem irresponsabilidade numa influência externa; mas lhe dá uma postura totalmente inércia em relação ao cumprimento de algo. Vamos elaborar uma melhor explicação para compreendermos:

Na sociedade sempre haverá pessoas tentando de alguma forma, criar um sistema aparentemente justo, mas na realidade, estará beneficiando alguns e injustiçando outros. Resumindo; começa a ocorrer uma grave injustiça perante uma sociedade. Quando o homem se depara com essa injustiça, ele terá apenas duas opções. Enfrentar e lutar para conquistar justiça, ou, se tornar omisso, fingindo que está tudo bem, e continuando sua vida inútil.

A questão nesta explicação, é que as duas ações irão influenciar as pessoas que estão ao nosso redor. Se um homem começar a ter ações de revolta, luta e cumprimento do dever, assumindo sua responsabilidade e enfrentando a injustiça, procurando conquistar o direito da verdade, logo, influenciará outros a serem agentes ativos na sociedade. Da mesma forma, se um homem assumir a postura da omissão, permanecendo quieto, despreocupado, indefeso, logo pessoas a sua volta estarão com a mesma postura.

FRASE: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons” ((Martin Luther King).

A fonte da omissão: Individualismo

Um dos aspectos que tem devastado nossa sociedade é a postura de uma figura individualista. Obviamente todos nós precisamos de um tempo e de algumas ocasiões na vida para que haja um crescimento natural; desafios, competições, relacionamentos. São situações que pedem a cada um de nós, uma postura totalmente individual para que haja um amadurecer da vida. O individuo é importante quando exerce seu papel, trilha um caminho, faz descobertas e finaliza produzindo benefícios para o mundo.

O problema que segue no individualismo é o pensamento que me faz ver as pessoas a minha volta, como objetos para meu capricho, não me importando se está havendo justiça ou não.

Um homem sai de casa a procura do ganho para sua sobrevivência, este objetivo inclui sua ganância e o bem estar da sua família. O aspecto individualista desse homem, o fará lutar para conquistar seu ganho, não se importando, se a fonte do seu lucro é a tristeza e a perda de outros. A sua mente está fechada para a situação do próximo e focada apenas no ganho e bem estar da sua família.

O livro de provérbios fala sobre pessoas que se isolam (18:1 – “O solitário busca o seu próprio interesse e insurge-se contra a verdadeira sabedoria”), esse é o momento onde o individualismo conquista um coração que deveria ser solidário e inicia seu momento egoista.

Um jovem consegue viver com sua familia e ao mesmo tempo ser totalmente sozinho, se importando apenas com sua vontade e seus desejos no lar.

Existe uma situação que ocorre diariamente em nossas vidas e nao percebemos como isso tem destruido nossa sociedade; vejamos uma ilustração que pode nos favorecer um maior conhecimento sobre a questão: “Um dia, vieram e levaram meu vizinho, que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho, que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei. No terceiro dia, vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram. Já não havia mais ninguém para reclamar.” (fatos ocorridos numa guerra ou em um regime perseguidor). Diariamente o que passa nessa ilustração tem ocorrido ao nosso redor, mas não estamos sentindo ou nos importando, porque ainda não mexeram em nossa zona de conforto.

FRASE: “Somos chamados a uma preocupação eterna com Deus” (A. W. Tozer).

A realidade para outros é apenas informação para nós

Quantos de nós estamos acostumados a sentar em nosso sofá e ver tantas informações sobre acontecimentos que estão ocorrendo ao redor do mundo. A maioria dessas realidades encontram apenas um lugar em nosso armazenamento de informações. Um espaço que está despreocupado em realizar alguma mudança. Um espaço ocupado demais, pois nossa realidade egoísta toma todo nosso tempo.

É neste momento que encontramos uma força terrível no evangelho contra toda essa realidade egoísta. Existiu um pregador (David Wilkerson) que disse certa vez – “Deus escolheu um trabalhador para derramar sua angústia”. Ele estava falando sobre Neemias (1:3,4 –“ Os restantes, que não foram levados para o exílio e se acham lá na província, estão em grande miséria e desprezo; os muros de Jerusalém estão derribados, e as suas portas, queimadas.4 Tendo eu ouvido estas palavras, assentei-me, e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus”). A realidade do povo de Deus, da nação escolhida não se tornou apenas uma informação para Neemias, mas uma realidade que mudou totalmente sua vida. Neemias estava bem (como muitos de nós), trabalhando, com comida, uma casa para morar, e uma notícia triste sobre o que ocorria em Israel (lugar distante).

Quantos de nós estamos sentados vendo noticias ruins acontecerem longe de nós, mas isso não é suficiente para mudar nossa realidade, nosso semblante ( Neem.2:2 –“ O rei me disse: Por que está triste o teu rosto, se não estás doente? Tem de ser tristeza do coração. Então, temi sobremaneira”)  O banho de angustia em Neemias foi tão forte que o levou a sair de uma zona de conforto (vida inutil como muitos de nós vivemos) para uma realidade, ele passou a estar na realidade, ele a assumiu, se fez parte daquela situação.

Também podemos ver o exemplo do profeta chorão, como muitos mencionam na palavra. Porque ele chorava tanto? Porque se angustiava? Porque tomou a causa de Deus em seu coração. Jeremias chorava pelo povo, sentia o coração de Deus. O chamado desse profeta foi ouvir o coração de Deus e se fazer parte de uma realidade dos céus (Lam.3:1 –“ Eu sou o homem que viu a aflição pela vara do furor de Deus”).

Frase: “A história contará sobre as nossas ações, e não das nossas boas intenções” (H. Kissinger).

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