segunda-feira, 23 de maio de 2011

Água, legumes e a volta de Jesus

Do blog de Carolina Sotero

“No terceiro ano do reinado de Jeoaquim, rei de Judá, Nabucodonosor, rei da Babilônia, veio a Jerusalém e a sitiou”. É assim que começa o primeiro capítulo do livro de Daniel - com uma derrota. Jerusalém, a cidade de Deus, fora sitiada por Babilônia e agora tudo que havia de mais sagrado estava nas mãos da cidade mais profana da Terra.

Dentre os que foram para a terrível diáspora na Babilônia estavam, além dos utensílios do templo, jovens de boa aparência, sábios, inteligentes, sem defeito, filhos de nobres que seriam usados para servir ao reino babilônico. Daniel estava no meio deles. Um jovem santo indo servir a um reino profano.

Mas quando o jovem judeu é levado a corte do rei e recebe a ordem de comer diariamente a porção das iguarias reais, para ficar forte e servir a Babilônia, ele simplesmente toma uma atitude radical. Pondo em cheque toda a força e métodos babilônicos, Daniel propõe não comer da mesa ímpia e ficar três anos apenas a base de água e legumes.

Decidido a não se contaminar com os artifícios mundanos, Daniel se dispõe a manter uma dieta com os ingredientes mais simples que uma mesa poderia ter. Com um estilo de comer muito mais simples e aparentemente mais fraco do que o da corte, ao final de dez dias, Daniel surpreende o chefe dos oficiais e surge com a melhor aparência de todas. É dado o atestado de falência do sistema babilônico!

Ficou provado. A dieta da babilônia é um fracasso! Mesmo estando de jejum, aquele jovem conseguia ser mais forte que os outros que estavam à base de vinho e iguarias reais. A cena é semelhante à de Jesus no deserto, 40 dias sem comer, fraco e mesmo assim mais forte que o rei deste mundo, Satanás.

Ninguém viu, só o chefe dos oficiais. O fracasso e a ilusão de um reino imponente foram escancarados por Daniel, através de um simples estilo de comer. E ficou claro: a força da Babilônia era, na verdade, uma farsa. Seus artifícios eram um fracasso. Mesmo em cativeiro, a força ainda estava, silenciosamente, nas mãos do povo de Deus.

Qualquer um que ler todo o livro de Daniel chegará à óbvia conclusão de que esse jovem do primeiro capítulo, se tornará um homem de currículo cheio. Depois de passar por cova com leões famintos, revelação do período de cativeiro, visão de anjos, de animais e bestas, Daniel parece finalmente receber , como nenhum outro homem do Velho Testamento, o entendimento do fim dos tempos.

Mesmo estando na Babilônia, com seu povo em derrota, Deus responde a situação dizendo a Daniel que no fim não será Nabucodonosor rei sobre a Terra, mas que todos os reinos serão dados ao povo de Deus e este será um reino eterno (Dn 7:27).

Os dias de Daniel ainda são muito semelhantes aos nossos. Um povo, sem seu reino, sob cativeiro. Desesperadamente, precisamos de jovens como Daniel, dispostos à não comer na mesa do mundo e vivendo convictamente à base de água e legumes. Jovens que com seu estilo de viver (e por que não) de comer, provam que este mundo, jaz do maligno, é uma farsa.

O autor do livro não relata que os outros jovens judeus tomaram a mesma atitude que Daniel, mas a verdade é que enquanto não provarmos, como o jovem judeu, a falência do governo deste mundo, nosso coração nunca estará liberto para desejarmos o governo de Deus, a volta do Seu Filho e o Seu reino eterno.

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