segunda-feira, 7 de abril de 2014

Existe um momento kayros para a igreja hoje?

{ Na virada do ano, falei a respeito do tempo favorável que está se abrindo para aqueles que fazem parte do Corpo de Cristo, a Igreja, e que estão se preparando para as bodas do Cordeiro, conforme Apocalipse 19.7. Recomendo a leitura do artigo antes de ler o texto abaixo sobre alguns aspectos ligados ao tempo de oportunidade de Deus e dos perigos que nos afastam de viver plenamente o que Ele está abrindo para nós. }

Por Bob Mumford *

O momento kayros é um momento de oportunidade, ou um tempo na economia de Deus em que algo novo está para acontecer. É um momento ou época que precisa ser entendido e interpretado corretamente. Vou dar alguns exemplos de momento kayros na história do povo de Deus: O êxodo do Egito; a volta do cativeiro de Babilônia; o aparecimento de João Batista; o aparecimento do Messias; o dia de pentecoste em Atos 2; Martinho Lutero e a Reforma; a visitação de Deus nos dias de João Wesley; o derramamento do Espírito em Azusa, nos EUA, em 1906; a renovação carismática. [...]

Existe um momento kayros para a igreja hoje? Estamos diante de um momento emergente, cheio de oportunidades para o mover de Deus, para conduzir a igreja em direção à consumação do seu propósito e missão na terra? Como poderíamos discernir este momento, e o que poderia nos impedir de reconhecê-lo ou de participar dele?

Em primeiro lugar eu gostaria de relacionar alguns aspectos que vejo acontecendo na igreja, alguns de forma bem embrionária, outros de forma já mais concreta.
  • A restauração do sobrenatural, não só na igreja, mas na nossa vida diária. Temos visto Deus operar toda espécie de milagre e dom do Espírito em todas as partes do mundo. Ele quer que isto aconteça agora na nossa vida diária.
  • Maturidade de relacionamentos, dentro da igreja local e na igreja universal. Estamos começando a entender que para nos relacionarmos com pessoas em outros setores do Corpo de Cristo, não podemos tentar impor sobre elas as nossas ênfases ou doutrinas especiais.
  • Comunidade, comunhão, koinonia. Preciso aprender a quebrar um pedaço de mim mesmo para dar aos outros.
  • Solidariedade - guerra espiritual conjunta. Se uma igreja ou pessoa individual for atacada, todas devemos fechar as fileiras e nos unirmos a ela. Ninguém vai querer ir contra toda a igreja.
  • Catolicidade (não romana). Significa amar a toda a igreja, todo o corpo, aonde estiver, e em qualquer condição em que estiver. Não é uma questão de criar uma nova organização ou estrutura. É unir através de relacionamentos. Temos que ter coragem para ir àqueles a quem Deus nos enviou para servir.

Quais são os perigos de não reconhecermos o momento kayros diante de nós?
  • Se nos preocuparmos com o velho cântico, não estaremos prontos para ouvir o novo. Há pessoas que até hoje não reconhecem que Deus agiu na igreja nas últimas grandes visitações deste século, como a Pentecostal e a Carismática. Se não ouviram nem o último cântico, como ouvirão aquele que vai sair agora?
  • Compromisso demais com a minha reputação me impedirá de estar pronto para entrar no que Deus quer. Sabemos pela história que Deus faz coisas que geralmente não são muito bem aceitas no princípio. Se tivermos muito medo de estragar nossa reputação, dificilmente estaremos abertos para o momento emergente do novo mover de Deus.
  • Temos que perder o nosso medo de sermos absorvidos (desaparecer no meio da multidão e perder a nossa identidade, por estarmos entrando em algo novo ou diferente daquilo que conhecemos) ou de sermos rejeitados (por estarmos entrando em algo novo).
  • Achar que a nossa igreja ou movimento é o principal mover de Deus. Somos sempre uma expressão bem incompleta do Corpo de Cristo, e precisamos buscar o relacionamento e a contribuição de outras partes. Nunca teremos a expressão total de Deus sozinhos.
  • Acomodar-nos com rotinas e visitações passadas. Ficarmos domesticados. Deixar que os líderes nos manipulem e façam de nós meros robôs espirituais. "Siga ordens; seja submisso; cante, levante, sente-se, cante uma música de Sião". [...]

Temos que achar a obra criativa de Deus, o novo cântico e a palavra procedente! Precisamos ser um povo profético novamente, o sal da terra, a luz do mundo. Não podemos mais ser guerreiros sem guerra, povo sem rumo e sem mensagem para o mundo!

* Extraído do livreto "Um novo cântico - parte 1: uma palavra procedente". Americana, SP: Restauração, 1995, nº 11.

2 comentários:

  1. cara,sem duvida,vc e o cara...tipo ouvi essas mesmas palavra da boca de um palestrante e agora DEUS através de vc confirma tudo,isso e alinhamento....intimidade com o pai e tudo...

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    1. Precisamos nos posicionar mesmo. Deus tem grandes coisas para nós, Sua Igreja. Obrigado pelo comentário.

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